
AVALIAÇÃO
Por Leonardo Lovo – COXAnautas
Com uma atuação abaixo da crítica por parte dos jogadores, o Coritiba entrou de vez em crise. Após três jogos em Curitiba, o Alviverde não venceu uma vez sequer, marcando apenas um ponto, justamente no empate desta noite com o Cianorte, em pleno Couto Pereira. Vanderlei defendeu um pênalti e evitou que o fiasco fosse ainda maior. O Coxa não fez um gol sequer na partida, já que o marcado para o Alviverde foi feito por Pomarola, contra. A torcida não poupou dirigentes, jogadores e o treinador de críticas a partir da metade do segundo tempo.
Primeiro tempo
O Coritiba entrou em campo com uma formação diferente, contando apenas com Marcos Aurélio no ataque. O meia-atacante Ramon entrou no lugar do lesionado Hugo, descaracterizando o time e preterindo Ariel Nahuelpan. A formação inicial foi: Vanderlei; Márcio Gabriel, Cleiton, Pereira e Vicente; Rodrigo Pontes, Pedro Ken, Carlinhos Paraíba, Renatinho e Ramon; Marcos Aurélio.
Logo aos 4’, o Coxa deu sorte, com Márcio Gabriel cruzando rasteiro da direita e Pomarola desviando contra as próprias redes. A torcida comemorou, acreditando que esta poderia ser a partida da redenção Coxa-Branca. 1x0.
Porém, a impressão não durou mais que dois minutos, já que Pereira protagonizou um lance bizarro, recuando muito curta para Vanderlei, que tentou chegar antes do atacante do Cianorte, mas não conseguiu, acabando por cometer pênalti e levando o amarelo. Elton bateu e empatou: 1x1.
Aos 13’ nova falha defensiva quase fez com que o Cianorte chegasse à vantagem, com Cleiton quase entregando o ouro. Os times iam alternando jogadas de ataque a essa altura do jogo, e aos 16’ minutos o Coxa teve seu primeiro pênalti não marcado, quando Marcos Aurélio foi derrubado e o juiz mandou seguir.
Renatinho ia aparecendo bem e procurando jogadas, mas ficava sem opções de passe, tendo de apelar muitas vezes para jogadas individuais. Rodrigo Pontes era peça nula no sistema defensivo e os meias Pedro Ken e Carlinhos Paraíba pouco apareciam, assim como os alas. Vicente, quando conseguia pegar na bola, cometia erros primários, sendo muito criticado pelos torcedores das cadeiras inferiores.
O Alviverde melhorou no fim da primeira etapa, e quase ficou à frente no placar em algumas oportunidades, como numa cabeçada de Pereira e um chute cruzado de Márcio Gabriel, mas os times desceram para o intervalo com o 1x1 no placar.
Segundo tempo
Precisando melhorar o apoio pelo lado esquerdo, Ivo Wortmann substituiu Vicente por Guaru no intervalo, e logo a um minuto o pequenino ala criou uma grande jogada e cruzou pra área, mas Marcos Aurélio desperdiçou, batendo por cima do gol.
As equipes seguiam se alternando no ataque, e aos 14’ minutos o treinador Coxa fez nova substituição, encorpando mais seu ataque com a entrada de Ariel Nahuelpan no lugar de Márcio Gabriel, deslocando Ramon para a ala-direita.
Apenas quatro minutos depois de entrar em campo, Ariel teve grande oportunidade ao ser lançado nas costas da defesa, invadindo a área. O centroavante dominou de frente para o gol, mas demorou para finalizar e foi travado pelo goleiro adversário. No rebote a bola sobrou para Guaru, mas, desequilibrado, o ala acabou mandando pra fora.
O Coxa conseguiu uma sequencia de boas jogadas, mas sem conseguir fazer o gol. Marcos Aurélio tentou em jogada individual, mas também falhou na finalização, pegando mal na bola; Ramon entrou na área e bateu cruzado, com o goleiro defendendo e o ataque errando no rebote; Carlinhos Paraíba tentou de fora da área, mas mandou quase na placa da Dacar.
Aos 31’, a casa Coxa-Branca parecia ter “caído” de vez. Cleiton chegou atrasado no lance e derrubou o atacante adversário: pênalti. A paciência da torcida finalmente acabou e gritos contra o treinador e o time começaram a ecoar fortemente no Couto Pereira. Apesar de toda a irritação, Vanderlei conseguiu salvar o Coxa de um fiasco ainda maior, defendendo a penalidade.
No contra-ataque, Guaru fez boa jogada pela esquerda e cruzou para Ariel, que cabeceou à esquerda do goleiro. Logo depois a torcida teve mais uma explosão de ira, quando Leandro Donizete entrou no lugar de Ramon, que, segundo Ivo Wortmann pediu pra sair, por cansaço. Novos gritos contra o treinador voltaram a ecoar. O nome de René Simões também foi gritado por parte da torcida.
O Alviverde ia forçando as jogadas de ataque na base da pressão, enquanto a torcida, já sem paciência, pedia a cabeça do técnico e criticava os jogadores, que não mostravam qualidade. Pedro Ken, de fora, sem direção, e Ariel, dividindo dentro da área, tentaram, mas sem sucesso.
Já nos acréscimos, quase o Coxa muda a história do jogo. Marcos Aurélio foi desarmado na área, mas a bola sobrou para Carlinhos Paraíba, que finalizou forte, de primeira, mas a bola acabou passando rente à trave direita do goleiro visitante.
Já aos 47’, o segundo pênalti não marcado para o Coxa. Pedro Ken lançou pra área e Ariel cabeceou, com o zagueiro do Cianorte dando uma de goleiro, tirando com o braço a bola. Penalidade clara que Antonio Denival de Morais mais uma vez ignorou. No “placar dos pênaltis”, novo empate: dois marcados para o Cianorte, e dois não-marcados para o Coxa. Em bolas na rede, uma para cada lado: 1x1 e crise instaurada no Alto da Glória.
Na próxima rodada, o Coritiba recebe o Nacional de Rolândia no Couto Pereira, tendo nova oportunidade de recuperação diante de sua torcida. O jogo está marcado para o próximo domingo, 22, e o time alviverde terá uma longa semana sob muita pressão.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)