
JUSTIÇA
Matéria assinada pelo jornalista Carlos Simon anunciou que o ex-presidente da Federação Paranaense de Futebol (FPF), Onaireves Moura foi novamente condenado pela justiça. Desta vez a 1ª Vara Criminal da Justiça Federal sentenciou Moura ao cumprimento de quatro anos e meio de prisão em regime semiaberto. A ação julgava a falta de recolhimento, entre 1995 e 2003, de mais de R$ 6,4 milhões em tributos federais.
Além da pena de reclusão, Moura ainda foi condenado a pagar 164 salários mínimos. Na mesma ação o ex-diretor da Federação, Cirus Itiberê da Cunha foi absolvido. Contudo, o ex-presidente da FPF já recorreu da sentença e aguarda o resultado em liberdade.
Entenda o caso
A ação foi resultado de denúncia do Ministério Público Federal, protocolada em 2005 e acusa o ex-presidente de apropriação indébita previdenciária por não recolher 5% da receita bruta em eventos esportivos entre 1985 e 2007, período no qual Moura esteve à frente da Federação. Além disso, Moura também não teria repassado a contribuição previdenciária descontada dos empregados durante um período de cerca de oito anos O prejuízo causado aos cofres públicos é estimado em R$ 6,7 milhões.
A decisão da justiça ainda não atendeu os argumentos da defesa do ex-presidente, entre motivos, pelos "maus antecedentes" do réu. Contra Moura pesam ainda acusações de falta de pagamentos de tributos, fornecedores, falsidade ideológica e formação de quadrilha. Por alguns destes motivos, o ex-presidente da FPF já chegou a ser preso pela Polícia Federal, em 2006.
A reportagem de Carlos Simon ainda destaca a tentativa de conseguir contato com o advogado de Moura no caso, Vinícius Gasparini, mas não obteve sucesso. Já o ex-presidente, segundo a matéria, estaria residindo em um município do estado de São Paulo.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)