
ARBITRAGEM
Nesta semana, o árbitro Evandro Rogério Roman fez graves acusações envolvendo um "dirigente" do Coritiba, porém, até o momento não apresentou as provas que diz ter (uma gravação) e nem indicou o nome do envolvido.
Lembrando que, curiosamente, Roman, o autor das acusações, não tem um histórico muito bom quando apita jogos do Verdão. Em 2003, coincidentemente em um clássico AtleTiba, válido pelo Campeonato Brasileiro, Evandro foi muito contestado em sua arbitragem.
Confira alguns detalhes daquele jogo que influenciaram diretamente no placar:
Aos 30, Adriano (do Coritiba) pegou a bola no meio-campo e foi derrubado. O árbitro mandou a jogada seguir. Ilan foi lançado e Nascimento fez a falta. Como já tinha recebido amarelo, o jogador foi expulso. Dagoberto cobrou a falta, a bola bateu na barreira e Ilan, de bicicleta, marcou.
Detalhes do lance: no momento da cobrança, Ilan e Fernandinho estavam em completo impedimento. Ao bater na barreira, se for para considerar um "recomeço" da jogada, Ilan estava mais à frente ainda. E, por último, o pé de Ilan acertou a cabeça de Willians, caracterizando jogo perigoso.
Em 2005, Roman apitou o segundo jogo da semifinal do campeonato paranaense, entre Coritiba e Iraty. Naquele jogo, mais uma vez, foi muito contestado pelo lado Verde. Lances marcantes daquele jogo foram: um pênalti totalmente inexistente marcado a favor da equipe do interior; várias faltas marcadas perto da área do Coxa, inclusive uma delas resultando em gol; a controvertida expulsão de Reginaldo Vital; uma entrada muito violenta de Fernando Melo (Iraty) em Miranda, que foi punida apenas com cartão amarelo e a distribuição de vários cartões amarelos para jogadores do Coxa que estavam pendurados, deixando-os de fora da primeira partida da final.
Após este jogo, Antônio Lopes, então técnico do Coxa, disse que sentiu vontade de encerrar a carreira, afirmando que não precisava ser feito aquilo (na ótica dele todo o prejuízo causado ao Cori naquele jogo) e questionando o porquê de o título não ser entregue diretamente ao A. Paranaense.
Relembrando outros jogos:
Londrina 1x1 Coritiba - 1º jogo da semifinal do Campeonato Paranaense de 2003
Naquele jogo não houve problemas com a arbitragem, a não ser pelo lance do gol do Londrina. Aparentemente, Fernando levou uma cotovelada no lance, dentro da pequena área, mas o árbitro nada marcou e na transmissão pela televisão o lance sequer foi comentado.
Coritiba 2x2 Londrina - 2º jogo da semifinal do Campeonato Paranaense de 2003
Nesta partida, mesmo com arbitragem de Roman, não houve problemas, inclusive a equipe do interior perdia por 2x0 e foi atrás do placar. Apesar de a equipe do Coritiba ser visivelmente superior, o Londrina teve forças e conseguiu buscar o empate na segunda etapa. O resultado, porém, que não bastou para classificação do time do Norte do estado.
Coritiba 2x1 A. Paranaense - 1º jogo da final do Campeonato Paranaense de 2004
O clássico começou bastante quente e, durante a primeira etapa, os jogadores passaram mais tempo no chão do que em pé. O meia Vânderson, porém, exagerou na dose e logo aos 18 minutos foi expulso, após dar uma cotovelada em Rodrigo Batata, bem em frente ao árbitro Héber Hoberto Lopes.
O trio de arbitragem, por sinal, trabalhou com seriedade e conseguiu conduzir a partida sem grandes problemas - o que é digno de elogios quando se trata de AtleTiba decisivo.
A. Paranaense 3x3 Coritiba - 2º jogo da final do Campeonato Paranaense de 2004
Trata-se do jogo mais crítico do levantamento.
Marcos Tadeu Mafra foi sorteado para conduzir o AtleTiba decisivo. Na loteria da Federação, Mafra foi o sorteado.
Assim que foi anunciado o trio de arbitragem do jogo decisivo do Campeonato Paranaense, os Coxan@utas prontamente levantaram a ficha do árbitro, que apontava uma perigosa estatística: do segundo semestre 2003 para cá, em três jogos do A. Paranaense apitados por ele, o rubro-negro venceu as três. Em uma delas, contra o Paraná, na Baixada, Mafra anulou um gol legítimo do time tricolor no final do jogo.
Para piorar, o péssimo desempenho de Mafra havia prejudicado o time de Juniores do Coxa em jogo importante contra o Iraty, por 2x1. Depois de expulsar o atacante Laércio, no final da partida ainda houve um pênalti para o Verdão, não marcado: "Os jogadores do Coxa foram para cima do assistente, que estava perto do lance. O auxiliar falou para os jogadores que ele, com a bandeira levantada e correndo para a linha de fundo, marcou o pênalti, mas o árbitro não. E ponto". Assim noticiou o site dos Coxan@utas à época.
A diretoria do Coritiba também não dormiu no ponto e tratou de reclamar de todas as formas possíveis, alertando inclusive a CBF e Armando Marques:"Não queremos que ele ajude o Coxa. Só não nos atrapalhe", era o discurso de Domingos Moro, vice-presidente do Coritiba, repetido à exaustão durante a semana.
No clássico de 18/04/2004, Mafra pagou pela inexperiência. Mesmo mostrando 11 cartões amarelos (sete para os jogadores do Coritiba), ele não conseguiu se impor em campo, sendo alvo de reclamações acintosas a todo instante. Sua sorte foi que, diferentemente do que se viu no Couto Pereira, os jogadores se preocuparam mais em acertar a bola do que acertar os adversários.
Do ponto de vista técnico, em três lances capitais, todos contra o Coritiba, Mafra errou, e acabou colaborando com o rival e certamente iria se complicar caso o Coxa não ficasse com o título: dois gols em impedimento e no final do primeiro tempo, ele marcou uma falta de Luiz Mário que absolutamente não existiu. Na cobrança, Jádson levantou para Igor desviar e marcar o 3x2.
O pior estava por vir. No segundo tempo, aos 15 minutos, Luis Mário fez um carnaval na zaga atleticana, passou por dois e entrou na área quando foi claramente derrubado. O árbitro, que estava perto e de frente para o lance, mandou o jogo seguir. Aristizábal e Luiz Mário foram ao desespero.
Neste jogo, ficou muito claro que a final de 2004 era "um jogo de cartas marcadas" como chegou a ser mencionado no julgamento do TJD. Mas, as cartas marcadas não funcionaram suficientemente bem para parar a inspiração de Adriano, Tuta, Luiz Mário, Aristizábal, Jucemar, Ricardinho e de 2.500 valentes torcedores do Coritiba, que cantaram sem parar dos 15 aos 51 minutos do segundo tempo, silenciando 17 mil torcedores do adversário.
Imprensa especializada destacou os erros do árbitro
Veja o que a imprensa especializada comentou sobre o péssimo desempenho do árbitro daquela finalíssima:
Tribuna do Paraná
Mafra erra na falta e deixa de dar o pênalti
Centro das atenções antes do jogo, o árbitro Marcos Tadeu Mafra deixou a desejar no Atletiba que deu o título para o Coxa. Bastante criticado pela diretoria do Coritiba, Mafra até que vinha tendo uma boa atuação. Porém, no último minuto do primeiro tempo, ele deu uma falta em favor do Atlético que não existiu. Na cobrança, Jádson levantou na área e o Atlético marcou o terceiro gol, porém o auxiliar deixou de marcar impedimento do ataque rubro-negro.
Mas foi no segundo tempo que Mafra se complicou. Primeiro, deixou de marcar um pênalti claro em Luís Mário, e depois pecou por não ter mostrado o cartão vermelho para o próprio Luís Mário, que deu uma entrada violenta em Jádson e já tinha amarelo.
Mafra mostrou que não tem experiência suficiente para comandar um jogo tão importante como a final do campeonato paranaense. Fica a lição para a comissão de arbitragem, que na próxima decisão deve colocar na cumbuca os dois melhores árbitros para o sorteio e não deixar que a "sorte" atrapalhe o espetáculo.
Jornal do Estado
Árbitro não escapa de críticas e pressões
Apesar do título, o Coritiba não poupou críticas à arbitragem, alimentando uma polêmica que se estendeu por toda a última semana o vice-presidente do Clube, Domingos Moro, havia colocado em xeque o árbitro Marcos Tadeu Mafra, vencedor do sorteio da Federação Paranaense de Futebol.
Os problemas começaram no intervalo. Após o apito que encerrou o primeiro tempo, o goleiro Fernando e o técnico Antônio Lopes correram em direção ao árbitro. As reclamações eram principalmente a respeito das faltas que resultaram em dois gols do Atlético. "Ele marcou muitas faltas que não aconteceram", queixou-se Fernando. Lopes foi mais além. "Além das faltas, ele nos deu cartões a toda hora", disse Lopes, que depois tentou contemporizar. "Só pedi para ele apitar direito".
A pressão sobre o árbitro era tanta que, ao fim da primeira etapa, ele saiu de campo protegido por uma escolta policial. No segundo tempo, a situação piorou quando Mafra não marcou um pênalti de Alessandro Lopes em Luís Mário.
Com a conquista do título por parte do Coritiba, as críticas e pressões diminuíram. "O que vale agora é comemorar", dizia Domingos Moro. "Fomos campeões contra tudo e contra todos", alfinetou o goleiro Fernando.
A equipe de administradores do site Coxan@utas reitera o desejo de que todos os fatos sejam profundamente analisados, principalmente, sejam analisados os jogos acima citados, pois como demonstrado, o Coritiba não foi beneficiado em nenhum deles, chegando a ser prejudicado em outros, portanto, uma investigação completa e honesta se faz necessária.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)