
AVALIAÇÃO
Foto de arquivo
Por Luiz Carlos Betenheuser Júnior - COXAnautas
Jogando no litoral paranaense, o Coritiba enfrentou o Rio Branco, no clássico mais antigo do futebol paranaense. O Verdão apenas empatou com o time da Estradinha, lanterna da competição até o início da rodada. Com o zero a zero, agora o Cori está com 13 pontos na tabela do Paranaense 2008. Na próxima rodada, o Cori enfrenta o J. Malucelli, dia 30, no Couto Pereira.
Primeiro tempo
Com o veto ao zagueiro Felipe, que sentiu dores musculares, o Coritiba entrou em campo contra o Rio Branco com um volante improvisado na zaga - já que apenas dois zagueiros estavam na delegação, Felipe e o capitão Jéci -, o jovem Rodrigo Mancha. Com a mudança de última hora, Dorival Jr. optou pela estréia de Veiga no meio campo coritibano.
Vestindo o tradicional uniforme número 1 - camisas brancas com listras verdes na horizontal, calções pretos e meias brancas -, o Coritiba veio a campo no 4-4-2. Quem também veio no 4-4-2 foi o time parnanguara, o Leão da Estradinha, que procurou fechar mais o meio campo com três volantes, com Pepo, ex-Coritiba, com mais liberdade para jogar avançado.
Apoiado por um bom número de torcedores coritibanos, o time Coxa foi ao ataque e levou certo perigo já nos minutos iniciais, obrigando o goleiro do Rio Branco a fazer uma boa defesa num tiro direto. Foram dois escanteios consecutivos para o Verdão com dois minutos de jogo.
Aos 5, foi a vez do time do litoral mostrar serviço. Lance pelo lado direito da defesa, o Rio Branco ganhou na velocidade e cruzou para Negreiros antecipar ao zagueiro e bater de esquerda, fraco, para fácil defesa de Édson Bastos.
Nos minutos iniciais, a marcação individual de Kullmann, volante de força que já passou por vários times paranaenses, no camisa 10 Marlos era evidente. O time de Paranaguá procurava não dar espaços para o quarteto Hugo, Keirrison, Pedro Ken e Marlos.
Para conquistar espaços na defesa alvirrubra e fugir da marcação, o Cori optava por variar o jogo com o experiente Rubens Cardoso, que fazia a inversão de jogo pela diagonal, entrando pelo meio da zaga. Marlos e PK tinham total liberdade para atacar, já que a dupla Veiga e Careca fazia o serviço de contenção defensiva.
Aos 14, boa roubada de bola com Hugo, que voltou ao campo de defesa do Cori e armou o contra-golpe. Hugo lançou Rubens Cardoso que passou para Marlos, pela esquerda cruzar para Keirrison, mas a zaga vermelha cortou o perigo. Dois minutos depois, o lance Coxa surgiu pela direita. Pedro Ken entra pela meia, passa para Keirrison, que na intermediária lança rasteiro para Hugo, mas o goleiro é mais rápido e segura a bola.
Por volta dos vinte minutos de jogo, o Alviverde do Alto da Glória mostrava um estilo de jogo voltado a tocar a bola e buscar a infiltração pelo meio da zaga adversária. Tanto K9 como Hugo deixavam a área para vir buscar a bola, abrindo espaços na marcação.
O primeiro cartão da partida veio para o volante Veiga, por ter feito três faltas consecutivas, segundo apontou Heber Roberto Lopes.
Para abrir espaços na forte marcação riobranquista, Marlos mudou de lugar, indo para a meia-direita. Aos 19, o camisa 10 entra pela direita, finta o zagueiro e arremata a gol, com a bola subindo muito. No contra-ataque, o Rio Branco levou perigo. Bola invertida da direita para a esquerda da defesa alviverde. O zagueiro Jeci vai na marcação, mas o atacante aproveita o espaço dado por Rubens Cardoso e arremata rasteiro, para boa defesa de Édson Bastos.
O time do litoral se empolgou e foi ao ataque, levando novo perigo ao gol defendido por Édson Bastos. Aos 22, confusão na grande área, o atacante fica livre no lado esquerdo da defesa do Cori e arremata cruzado, rasteiro, para a defesa parcial de Bastos. Na continuidade, Pepo, ex-Coritiba, tenta o cruzamento, mas a zaga corta.
Neste momento do jogo, os dois ataques começaram a levar vantagem sobre as defesas. Aos 23, Pedro Ken faz jogada individual pela direita, finta três marcadores e cruza na linha de fundo, com o goleiro saindo da meta e segurando a bola.
Pela análise tática da equipe da Rádio Transamérica, o time da casa jogava esperando pelo contra-ataque, cedendo espaços para o Coritiba avançar e na velocidade tentar o contra-golpe.
Com trinta minutos de jogo, o Verdão atuava mais pelo lado esquerdo com o lateral Rubens Cardoso. Já pela direita, Gilberto ficava mais postado na defesa, ajudando a marcação.
Com quase 35 de jogo, Rodrigo Mancha arriscou um chute direto ao gol, com a bola passando próxima da trave direita.
Jogando improvisado na zaga, cabia a Rodrigo Mancha a função de sair jogando com os volantes e laterais. Mancha avançava mais que Jéci, se encarregando do passe para Veiga e Rubens Cardoso saírem em velocidade para o ataque.
Marlos fez uma linda jogada individual e levou muito perigo ao gol do time de Paranaguá. Da direita, Marlos fintou o marcador Kullmann, se livrou de mais um defensor e de frente ao gol chutou no canto direito do goleiro, com a bola passando próxima da trava, num bom lance ofensivo do time Coxa-Branca.
O último lance do primeiro tempo surgiu dos pés de Rubens Cardoso. O camisa 6 deu uma bonita meia-lua no marcador e avançou livre para a grande área, cruzando para os atacantes, mas a bola foi cortada pela zaga. Na sua estréia, nos primeiros 45 minutos, Rubens mostrou força ofensiva, mas cedeu muito espaço na marcação pela esquerda.
Segundo tempo
Para o tempo final, Dorival Jr. mudou o time alviverde, trocando Veiga por Dick - que é volante de origem, mas atuava como lateral-direito em seu último clube, o Joinville -, para levar mais velocidade ao setor pela direita. Com a mudança tática, Gilberto vai compor o setor defensivo pela direita, fechando os espaços na zaga e liberando os dois laterais para o ataque, e Rodrigo Mancha jogará na frente da dupla Gilberto e Jeci.
Aos 3, um bom lance do Cori, num erro grotesco do zagueiro riobranquista. Cruzamento da direita e Barbosa cabeceia contra o próprio gol, obrigando o goleiro do Rio Branco a fazer uma ótima defesa para evitar o gol coritibano.
Cláudio Marques mexe no time vermelho, tirando o lateral-direito Valmor para a entrada de Ferrinho.
Com 7 de jogo, lance de perigo por parte do time do litoral. Bola na direita, o atacante entra na grande área e toca na saída do camisa 1 do Cori, mas Jéci, bem colocado, em baixo da trave, tira a bola com a cabeça e afasta o perigo da meta Coxa-Branca.
Aos 9, Gilberto avança pela direita a cruza, a zaga corta e a bola sobra para Keirrison, que de fora da área, acerta um voleio, mas a bola sobe muito e sai pela linha de fundo.
O Rio Branco chegou a marcar aos 15, depois de um cruzamento da direita, de pé trocado. Na cobrança da falta, a bola sobra para Pepo, em impedimento, ajeitar para Negreiros que completa ao gol, mas o assistente anota a posição ilegal.
Por volta dos vinte minutos do tempo final, o Rio Branco era mais ofensivo do que o Verdão. Com Keirrison, Hugo, Pedro Ken e Marlos bem marcados e sem tentar a jogada individual, ou as triangulações em velocidade, zaga vermelha levava vantagem sobre o ataque do Cori.
Aos 24, Dorival Jr. mexe novamente no time alviverde, trocando Keirrison, que pouco apresentou no jogo, por Henrique Dias.
Um bom lance ofensivo surgiu aos 25, depois de um cruzamento pela direita, com Gilberto. A bola vai na medida para Henrique Dias, que atrapalhado pela marcação, perde o equilíbrio e cabeceia para fora.
Passados trinta minutos do segundo tempo, o time do Leão se mostrava mais ofensivo do que o Coritiba, que cedia muitos espaços no seu campo de defesa. No aspecto disciplinar, o jogo ficou mais marcado por faltas mais fortes, fazendo o árbitro marcar mais amarelos para ambos os times - Careca, do Cori; Negreiros, Kullmann e Allan, do Rio Branco.
Percebendo que o time coritibano estava mal em campo, a fiel torcida começou a fazer a sua parte, fazendo ecoar o grito de "Cooooxaaa!" pelo Estádio Caranguejão. Dorival também percebeu a necessidade de melhorar o rendimento do time Coxa e por isto trocou Hugo, que assim como Keirrison, pouco apareceu no tempo final, por Dinei.
No tempo final, o time da casa arrumou seu sistema defensivo, diminuiu os espaços para os avanços dos laterais e marcou forte Pedro Ken e Marlos. Sem criação no meio-campo, o time Coxa-Branca ficou muito vulnerável no setor ofensivo.
Nos minutos finais, o Verdão foi ao ataque, mas de forma atabalhoada, sem conseguir finalizar com qualidade ao gol. O empate em zero a zero contra o lanterna da competição acende o sinal amarelo no Alto da Glória: agora, é vencer o Jotinha no Couto Pereira para não ficar longe da liderança do regional.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)