
POLÊMICA
Uma decisão, no mínimo polêmica, foi anunciada na tarde desta terça-feira, 01, pelo site da Federação Paranaense de Futebol (FPF). Trata-se do Ato da Presidência nº 05/11, por intermédio do qual o Estádio dos Pássaros, na cidade de Arapongas/PR foi interditado pela entidade máxima do futebol paranaense.
Sem disputar a elite do futebol estadual há mais de 20 anos, o Arapongas/PR ascendeu à Série A da competição organizada pela FPF no ano de 2010 e na primeira partida realizada em seu estádio - diante do Coritiba, no dia 30/01 -, as imagens da emissora de televisão responsável pelas transmissões dos jogos do Campeonato Paranaense desta temporada, eram precisas em exibir as absurdas condições do gramado - coberto por mato, sem corte, cheio de imperfeições e pontos com areia pintada de verde.
Naquela oportunidade, a equipe Alviverde, como não poderia ser diferente, ressentiu-se das lamentáveis condições do gramado, mesmo assim vencia a partida pelo placar de 0x1, até que, aos 49 minutos do segundo tempo, tomou o gol de empate, perdendo dois pontos na competição.
Além do Coritiba, outras três equipes foram obrigadas, por força da confirmação por parte da própria FPF, a jogar contra o time de Arapongas/PR nas impraticáveis condições do gramado do Estádio dos Pássaros. Diante das equipe do Cascavel/PR, Rio Branco/PR e P. Clube, o time da casa alcançou os respectivos resultados: 2x0, 0x1 e 1x0.
De acordo com informações publicadas no portal Globoesporte, o presidente da Comissão de vistoria da FPF, Reginaldo Cordeiro, asseverou que a entidade já vislumbrava a possibilidade de interdição do Estádio dos Pássaros, desde a sua reabertura, na partida contra o Coritiba Foot Ball Club.
Após algumas solicitações por parte da FPF para que o Arapongas/PR adequasse as condições do gramado do seu estádio, a entidade máxima do futebol paranaense optou pela interdição do estádio, às vésperas da largada do segundo turno da competição, coincidentemente quando o Arapongas/PR enfrentaria em seus domínios, o terceiro time da capital, o A. Paranaense.
Reginaldo Cordeiro alegou que fora colocado muito adubo no gramado do Estádio dos Pássaros, sendo este o motivo da interdição. Para ele, o excesso destes implementos químicos poderá colocar os atletas em risco: "Não sabemos qual será o reflexo desse adubo. Se for o caso de uma grande chuva, não sabemos o que pode acontecer e pode aparecer um buraco ou uma falha que machuque um jogador", tentou justificar.
A medida de interdição não prevê a data de reabertura da praça esportiva, contudo, o próprio presidente da Comissão de vistorias da FPF já teria ventilado a possibilidade do Arapongas/PR voltar a jogar na sua casa: "Vamos deixar a grama melhorar e daí voltar com os jogos no local", referindo-se, especificamente, ao jogo contra o time rubronegro que marca o início da interdição do local.
Inconformado, o presidente do Arapongas/PR, Sidiclei Menezes, revelou que nenhum representante da FPF esteve vistoriando o Estádio dos Pássaros nos últimos dias, mostrando-se surpreso com a decisão para esta próxima rodada: "O estádio está fechado para todo mundo, exatamente para a recuperação do gramado, e posso garantir que ninguém entrou no local. Se esse senhor (Reginaldo Cordeiro) viesse aqui e identificasse com os próprios olhos que o gramado está ruim, nós ficaríamos quietos. Mas ninguém da FPF esteve aqui", declarou.
Sidiclei afirmou que pretende recorrer da decisão que determinou a interdição do Estádio dos Pássaros.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)