
PARANAENSE
Tribuna do Paraná
Mafra erra na falta e deixa de dar o pênalti
Centro das atenções antes do jogo, o árbitro Marcos Tadeu Mafra deixou a desejar no Atletiba que deu o título para o Coxa. Bastante criticado pela diretoria do Coritiba, Mafra até que vinha tendo uma boa atuação. Porém, no último minuto do primeiro tempo, ele deu uma falta em favor do Atlético que não existiu. Na cobrança, Jádson levantou na área e o Atlético marcou o terceiro gol, porém o auxiliar deixou de marcar impedimento do ataque rubro-negro.
Mas foi no segundo tempo que Mafra se complicou. Primeiro, deixou de marcar um pênalti claro em Luís Mário e depois pecou por não ter mostrado o cartão vermelho para o próprio Luís Mário, que deu uma entrada violenta em Jádson e já tinha amarelo.
Mafra mostrou que não tem experiência suficiente para comandar um jogo tão importante como a final do campeonato paranaense. Fica a lição para a comissão de arbitragem, que na próxima decisão deve colocar na cumbuca os dois melhores árbitros para o sorteio e não deixar que a "sorte" atrapalhe o espetáculo.
Jornal do Estado
Árbitro não escapa de críticas e pressões
Apesar do título, o Coritiba não poupou críticas à arbitragem, alimentando uma polêmica que se estendeu por toda a última semana o vice-presidente do Clube, Domingos Moro, havia colocado em xeque o árbitro Marcos Tadeu Mafra, vencedor do sorteio da Federação Paranaense de Futebol.
Os problemas começaram no intervalo. Após o apito que encerrou o primeiro tempo, o goleiro Fernando e o técnico Antônio Lopes correram em direção ao árbitro. As reclamações eram principalmente a respeito das faltas que resultaram em dois gols do Atlético. "Ele marcou muitas faltas que não aconteceram", queixou-se Fernando. Lopes foi mais além. "Além das faltas, ele nos deu cartões a toda hora", disse Lopes, que depois tentou contemporizar. "Só pedi para ele apitar direito".
A pressão sobre o árbitro era tanta que, ao fim da primeira etapa, ele saiu de campo protegido por uma escolta policial. No segundo tempo, a situação piorou quando Mafra não marcou um pênalti de Alessandro Lopes em Luís Mário.
Com a conquista do título por parte do Coritiba, as críticas e pressões diminuíram. "O que vale agora é comemorar", dizia Domingos Moro. "Fomos campeões contra tudo e contra todos", alfinetou o goleiro Fernando. (LVR)
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)