
CURIOSIDADE
Do site Lancenet
Coluna do Juca Kfouri, 18/04/2005
Três tristes decisões e uma exemplar
O Campeonato do Rio de Janeiro terminou mal por causa de uma arbitragem escandalosa.
O Fluminense foi campeão de maneira dramática, no último minuto, mas ajudado pelo árbitro Edílson Soares da Silva, que validou um gol ilegal de Tuta, foi obrigado a expulsá-lo por causa de uma cotovelada que todo mundo viu e compensou a expulsão com outra, do zagueiro do Volta Redonda, num lance em que nem falta ele tinha feito.
Houve ainda, é verdade, um pênalti para o Flu, mas, àquela altura, tão destruído já estava o time pequeno, que nem havia como marcar a falta.
Para piorar, dois dos melhores jogadores do Volta Redonda jogaram muito mal, exatamente os dois que já estariam negociados para defender o Flu, como foi anunciado dias antes do jogo final. No Paraná não foi muito melhor. O Atlético Paranaense ficou com o título, mas antes tomou duas decisões imperdoáveis: prendeu o Coritiba no vestiário para não deixar que seus jogadores se aquecessem no gramado e só permitiu que a taça entrasse em seu estádio quando o título já estava ganho. Fosse o Coritiba o campeão e não haveria entrega do troféu.
E no Rio Grande do Sul o árbitro terminou a prorrogação quase dois minutos antes dos 30 regulamentares, além de não ter dado acréscimo apesar de toda a catimba do Inter depois que fez o gol que lhe garantiu o tetracampeonato.
Tanta catimba que até cartão amarelo foi mostrado a um zagueiro colorado pelo árbitro Carlos Eugênio Simon.
Só mesmo em Minas a decisão fugiu dos padrões nacionais. Contra todas as previsões e maldades, o Ipatinga, filial do Cruzeiro, ganhou da matriz e foi campeão.
O futebol brasileiro precisa mais de exemplos como o de Minas e dispensa as manipulações como as do Rio, Paraná e Rio Grande do Sul.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)