
PRÉ-JOGO
"Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço". Essa é uma velha máxima que o técnico Coxa-Branca, Guilherme Macuglia, vem seguindo, pois continua usando jogadores fora de suas posições mesmo depois de ter declarado que não é adepto das improvisações.
Quem vai 'pagar o pato' desta vez é o volante Rodrigo Mancha ou o volante Juninho que entra no lugar do zagueiro Ozéia. Com a saída de um zagueiro para a entrada de mais volante, o Cori passaria a jogar no 4-4-2, ou melhor, no 4-3-1-2. Porém, o volante, ou Mancha ou Juninho, irá fazer o papel de terceiro zagueiro, repetindo-se o erro tático do ano passado.
Pior que repetir tal erro, é agravá-lo. Pois a troca de um zagueiro por um 'volante-zagueiro' não altera o fragilíssimo poder criativo da equipe, que continuará contando com apenas um meia de criação, o garoto Marlos, que entra no lugar do atacante Igor, que estava atuando improvisado no setor e que teve um baixo rendimento na última rodada, contra o Cianorte.
Mas a conta do 'pato' será dividida com os atacantes Anderson Gomes e Hugo, que sem receber a bola do meio de campo, deixam suas posições para buscar jogo, fato que aumenta o desgaste físico e emocional, pois a pressão para que eles resolvam todos os problemas do time mal montado cresce a cada dia, a cada instante. Dessa pressão, Keirrison, que entrará no decorrer da partida, também não escapará.
O adversário
O Nacional de Rolândia, do norte do Paraná, é o lanterna da competição. Só acumulou derrotas nas quatro rodadas do campeonato e possui a pior defesa, com dez gols sofridos. Mesmo enfrentando o Coritiba em profunda crise e moribundo, o adversário não tem muitas ambições, apostando no fator climático, o forte calor, como auxílio para conseguir um bom resultado.
A vitória não é mais do que a obrigação
Pelo passado glorioso do Verdão Coxa-Branca que faz a camisa 'pesar', os jogadores que entrarem em campo têm a obrigação de vencer a partida, mesmo jogando fora de casa, ao enfrentarem uma das equipes mais fracas do campeonato.
Jogar bonito e convencer o torcedor Coxa com um bom futebol é uma tarefa que está beirando o impossível. Além da diretoria Alviverde montar um elenco fraco, o modelo tático utilizado por Macuglia prejudica qualquer equipe ao abdicar da criação em favor da destruição das jogadas.
Anular o Coritiba de Macuglia é extremamente fácil: basta marcar o único meia de criação do Alviverde para estagnar ofensivamente o time. Aqueles que seriam as válvulas de escape, no caso os laterais, são fracos no apoio ao ataque. Assim, a única esperança de gols são as bolas paradas ou os 'acidentes'.
Independente dos erros táticos e da falta de qualidade, a obrigação do Cori esta tarde é a vitória, custe o que custar! Perder ou empatar contra equipes inexpressivas nunca foi resultado normal para o time Coxa-Branca, jogando onde for!
Chega de agir como time pequeno!
Campeonato Paranaense 2007 - 5ª rodada
Nacional x Coritiba
Data: 28/01/2007, domingo
Horário: 16h
Local: Estádio Erick Georg, em Rolândia
Nacional:
Renato; Da Silva, Gonçalves e Nei; Juninho Sodré (Robson), Danilo, Fábio Braguim, Kléber (Ricardo Maranhão), Almir e Joelson; Marcão
Técnico: Danilo Augusto
Coritiba:
Rodrigo Café; China, Henrique, Leandro e Daniel Cruz; Juninho, Rodrigo Mancha, Marcos Mendes e Marlos; Anderson Gomes e Hugo
Técnico: Guilherme Macuglia
Árbitro: Paulo Amaral
Assistente 1: Rogério Oliveira Costa
Assistente 2: Auro Bispo dos Santos
4º árbitro: Júlio César de Souza
Observador: Afonso Vítor de Oliveira
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)