
RESULTADO
Em uma noite de merecidas e justíssimas homenagens a Dirceu Krüger, o que se viu, na noite desta quinta-feira, 25, no Couto Pereira, foi uma caricatura daquele Coritiba do Flecha Loira, quando os jogadores entravam em campo determinados a honrar a camisa e suar sangue em busca da vitória. Mas não no dia de hoje. Com um gol do goleiro Wilson nos acréscimos, o Coritiba foi buscar um "heroico" empate por 3x3 diante do LANTERNA do Campeonato Paranaense 2016. Dirceu Krüger e a torcida do Coritiba não mereciam isso.
Antes do jogo, o melhor momento desta noite. Comemorando 50 anos de serviços ao Coritiba, Dirceu Krüger puxou a fila dos jogadores e deu o pontapé inicial na partida. Pena que isso em nada sensibilizou os jogadores Alviverdes, talvez apenas Dudu, um dos únicos que tentou alguma coisa. Logo aos cinco minutos, ele arriscou de fora da área e a bola bateu na rede pelo lado de fora. Aos 11, um lance bizarro. João Paulo recuou e, de maneira inexplicável, Wilson segurou a bola com as mãos. Na cobrança em dois toques, Danilo Rios bateu forte e abriu o placar. Entretanto, cinco minutos mais tarde, em um lance de sorte, o Coritiba empatou. Carlinhos bateu falta, a bola desviou na barreira e foi morrer no fundo das redes de Edvaldo.
O gol deu uma animada no time Alviverde que, mesmo totalmente desorganizado em campo, tentava criar alguma coisa. Aos 32 minutos, Dudu teve boa chance ao entrar sozinho na área, mas ao invés de finalizar, preferiu o passe para Leandro e a zaga do Rio Branco afastou. No minuto seguinte, o time do litoral desempatou o jogo. Roberto cruzou e Rodrigo Jesus, sozinho na área, apenas desviou de Wilson para completar para o fundo das redes. O jogo estava movimentado e, logo depois da saída de bola, Dudu bateu forte e acertou a trave do goleiro adversário. Nos acréscimos, o Coritiba voltou a empatar o jogo. João Paulo bateu escanteio, Walisson disputou a bola com Marcão e ela foi morrer no fundo das redes de Edvaldo. A arbitragem confirmou gol contra do zagueiro parnanguara. Final de um primeiro tempo que mais parecia pelada que jogo de futebol profissional.
Na segunda etapa, o Coritiba voltou com Negueba no lugar de Carlinhos, que saiu machucado. Logo aos quatro minutos, Juan cabeceou para boa defesa de Edvaldo. No minuto seguinte, foi a vez de Juninho incomodar o goleiro. Aos 12 minutos, foi a vez de Leandro perder mais um gol incrível neste Paranaense. Mais uma vez, o goleiro do Rio Branco apareceu para evitar o gol. Quatro minutos mais tarde, Gilson Kleina tirou Guilherme Parede para a entrada de Vinícius e ouviu alguns insultos da torcida. Mas o pior estava por vir. Roberto recebeu na entrada da área e bateu firme. O Leão da Estradinha voltava à liderança do placar aos 18 minutos.
Depois disso, o que se viu no Couto Pereira foi um verdadeiro show de horrores. Aos 25, Gilson Kleina se lembrou que Thiago Lopes estava no banco e lançou o ex-titular no lugar de Leandro, que mais uma vez não fez absolutamente nada em campo. Na base do "joga para o alto e reza", o Coritiba implorava aos céus por um gol de empate, mas não fazia nada para merecê-lo. Até que, aos 51 minutos (e da maneira mais improvável), veio o tento salvador. João Paulo bateu escanteio, a bola foi passando por todo mundo e encontrou a cabeça do goleiro Wilson, que subiu à área no desespero. Foi o empate do Verdão. Final de jogo, um 3x3 que não engana (ou não deveria enganar) ninguém.
Em um dia que deveria ser de homenagens a Dirceu Krüger, o Coritiba feriu mais um pouco o coração de sua torcida que, definitivamente, não merece passar pelo que passa, ano após ano. Mais uma vez, a instituição foi chacota na mídia por uma atitude que deveria ter sido resolvida dentro dos muros do Alto da Glória. Até quando esse amadorismo vai imperar no Couto Pereira (tanto da diretoria que não honra com os seus compromissos em dia, como dos jogadores, que expuseram a instituição e sua torcida ao ridículo em mídia nacional). E segue a caravana. Todos sabemos qual será o seu final.
Imagem: Coritiba Foot Ball Club
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)