
CURIOSIDADE
Após o final do jogo de domingo retrasado, 17, decisão do Campeonato Paranaense de 2005 em que o Coritiba perdeu o título nos pênaltis, a Polícia Militar do Estado do Paraná voltou a ter problemas para manter a segurança dos torcedores do Coritiba, a exemplo do domingo anterior, dia 10, onde os agredidos foram os torcedores do A. Paranaense.
Tudo começou dentro do Estádio da Baixada, quando diversos policiais passaram a espirrar sprays de pimenta nos olhos dos torcedores coritibanos que passavam, aparentemente sem motivo algum.
Vejam a declaração do torcedor Ricardo Fernandes sobre porque teve spray de pimenta jogado em seus olhos: "Não foi por nada, simplesmente eles espirravam pimenta nos olhos de quem estava passando, sem a gente ter nem aberto a boca pra nada...". Entre os prejudicados, inúmeras mulheres, crianças e pessoas de idade.
Segundo o relato do torcedor Roney Guerreiro Magaldi, fora da Baixada a situação ficou ainda pior quando um grande grupo de policiais passou a agredir todos os torcedores que passavam pela Avenida Madre Maria dos Anjos, após não poderem contornar alguns torcedores mais irritados que não podiam deixar a Baixada, pois a saída dos alviverdes estava fechada. Com os nervos à flor da pele, alguns torcedores começaram a forçar a saída, quando chegou um grupo de PM, agredindo todos aqueles que viam na frente, indistintamente.
A maioria absoluta destes torcedores agredidos não motivou de forma alguma tal agressão. A atitude arbitrária da polícia chegou ao ponto de um torcedor Coxa-Branca ser obrigado a descer de seu carro, sem nada ter feito, e, após deitar-se no chão por ordem da PM, ser espancado sob a mira de uma escopeta.
Informações dão conta que também torcedores atleticanos, integrantes da Torcida Organizada Os Fanáticos, que optaram por não comparecer à Arena em protesto contra a diretoria do A. Paranaense, ao reunir-se nas imediações da Baixada para tentar assistir ao jogo (intenção frustrada pela diretoria do A. Paranaense, que não liberou a transmissão para a Capital), foram provocados pelos policiais que chegavam para trabalhar no jogo, sendo que, ao final do jogo, estes mesmos policiais retornaram para agredir os torcedores rubro-negros.
Nas imediações do Couto Pereira, mais confusão. Torcedores do Coritiba, tristes com a derrota para o maior rival, pegavam o ônibus para ir para casa, com a camisa do Coritiba, esquecendo-se da determinação da Polícia Militar para que não fossem utilizadas camisas de clubes nos veículos coletivos.
Os policiais, ao invés de orientarem os torcedores para retirarem suas camisas, simplesmente partiram para a agressão desnecessária, como relatou ao site o torcedor Adriano Domingues Souza: "Infelizmente mais uma vez presenciei e dessa vez acabei sendo vítima. Perdemos o titulo, iamos para casa triste é claro, mas sem bagunça ou outras alterações, mas no momento de pegar o ônibus no tubo Maria Clara o que se viu mais uma vez os policiais espancando convardemente qualque pessoa que estivesse na rua, não querem saber se são mulheres, crianças, seja quem for, se estivesse na frente deles apanhava.
Meu irmão de apenas 14 anos foi agredido por um policial, não chegou a machucar graças a Deus, mas o susto dele foi enorme, minha namorada foi xingada e desrespeitada e eu também fui agredido, mas como meu irmão tbm não me machuquei...
Tudo isso somente porque nos e outros torcedores estávamos de camisa do nosso Clube dentro do ônibus". O assombroso relato do torcedor reflete bem o estado de espírito que o cidadão que se depara com o despreparo policial para atuar em situações envolvendo um grande número de pessoas.
Lamentavelmente o que se vê é o despreparo para atuar com prevenção, serenidade, competência e segurança real, não aquela das propagandas, onde todos sorriem. Fica o registro, esperando que o Sr. Secretário de Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari e sua equipe consigam reduzir os índices de violência, inclusive aqueles cometidos pelo abuso de autoridade.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)