
CURIOSIDADE
A falta de informação e orientação pela Polícia Militar fez com que o clássico ParaTiba de domingo tivesse momentos de confusão entre torcedores. As reuniões entre torcidas organizadas, Clubes, PM e FPF que antecediam aos clássicos em Curitiba novamente não ocorreram neste ParaTiba.
Do lado de fora do Couto Pereira, muitos torcedores que portavam camisas das organizadas foram impedidos de entrar ao Couto Pereira. Apesar de antiga (trata-se de uma determinação de 2001 da Secretaria de Segurança Pública), a norma acaba por deixar dúvidas para muitos torcedores. A falta de informação poderia ser solucionada com as reuniões (e o cumprimento do que neles é acordado) e com a divulgação junto à imprensa, às torcidas organizadas e até mesmo os sites de torcedores dos times da capital.
Problemas fora do Estádio
Outro inconveniente para o torcedor foi o fato da determinação da SESP impedir a venda de ingressos aos torcedores visitantes no estádio do jogo, no dia do clássico. Neste ParaTiba, conforme noticiou a Tribuna do Paraná, cerca de 640 torcedores do Paraná Clube compraram antecipadamente os ingressos para o clássico. Como a carga era de 3 mil ingressos, cerca de 2.400 ingressos restantes foram devolvidos à administração do Coririba após o meio dia de sábado.
No domingo, muitos torcedores tricolores foram ao Alto da Glória e não puderam comprar ingressos, pois a determinação da PM impedia a venda nas arquibancadas do Couto, mesmo com o interesse do Cori em vender ingressos à torcida adversária. Sem ingressos e querendo assistir ao jogo, a revolta e a insatisfação da torcida cresceu do lado de fora do Couto.
Apesar da reclamação generalizada, nada de concessões por parte da PM e os torcedores voltaram para casa ou compraram ingressos na torcida do Coxa, onde tiveram que assistir calados a permanência do tabu coritibano de há quase 10 anos não perde para o co-irmão no Couto Pereira. E os clubes, precisando de dinheiro são forçados a abrir mão de uma receita.
Problemas dentro do Estádio
Dentro do estádio, mais confusão por parte do policiamento. A impossibilidade de uso de faixas das torcidas neste clássico acarretou corre-corre, discussão e até um início de confusão junto à torcida paranista. No lado da Império Alviverde, em vez das já tradicionais faixas da maior organizada do Verdão não foram levadas ao Alto da Glória, foi pendurada uma faixa com a inscrição "Coritiba Campeão Brasileiro desde 1985". Já no lado dos tricolores, uma faixa(foto) com palavras cujas iniciais (pintadas em outra cor) compunham Fúria (o nome da maior organizada do Paraná Clube) apareceu no Couto Pereira.
Por volta dos quinze, vinte minutos do primeiro tempo, a faixa foi colocada nas grades das arquibancadas da curva de fundos. Quando isto ocorreu, policiais militares correrem em direção ao segundo anel da curva de fundos. A confusão foi formada. De um lado, a PM querendo cumprir a ordem superior e retirar a faixa; do outro, os associados da organizada querendo deixar a faixa. No corre-corre, a faixa foi colocada de ponta cabeça, para minutos depois ser colocada na posição correta.
Confusão sem fim
Ao final da partida, o sistema de som do Estádio Couto Pereira informava que a torcida do Coritiba sairia primeiro do estádio. Mas antes do final, nova confusão, desta vez com um fotógrafo profissional e policiais da cavalaria.
Nas cadeiras inferiores, quatro policiais (sem a identificação no colete) pediam aos torcedores do Cori para deixarem o local, tendo em vista as gozações habituais entre as torcidas rivais. Um dos soldados, ameaçou prender o fotógrafo, quando ele alertava que a confusão começou quando um assessor (paranista) de um vereador com origens Coxas-Brancas provocava a torcida do Coxa.
O fotógrafo foi até os policiais explicar o que estava ocorrendo entre os torcedores quando foi pressionado. Alegava um dos PMs da Cavalaria que ele estaria "jogando a torcida contra a autoridade". Perguntando para ele, qual era o seu nome, o soldado complementou: "Você quer acompanhar o restante do jogo na sala de triagem (da PM)?". A tese do policial pareceu perder força quando outro torcedor alertou o PM de que o "torcedor" não era um torcedor qualquer e sim um fotógrafo que estava à serviço, mostrando o crachá da ARFOC – Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos.
Já do lado paranista, a PM não parecia se importar com os importunos dos torcedores, em especial, do assessor do edil curitibano.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)