
PARANAENSE
Do site FutebolPr
Estádios põem estadual sob risco
Se hoje fosse dia 15 de janeiro de 2005, a Federação Paranaense de Futebol teria que baixar um ato suspendendo o início do campeonato estadual (previsto para começar dia 19 de janeiro). Motivo: falta de condições em todos os estádios do interior, sem exceção. Até lá, os clubes vão ter que rebolar muito para colocar as praças em condições de receber torcida e times.
Esta é a conclusão a que chegou a Comissão de Vistoria da FPF, que conta também com pessoas do Corpo de Bombeiros e Polícia Militar locais, Ministério Público, Vigilância Sanitária, Associação dos Cronistas Esportivos do Paraná e representantes dos árbitros. No último final de semana, ela visitou os primeiros cinco estádios e nenhum deles foi aprovado em todos eles as providências vão desde prevenção contra incêndios até o gramado. Além disso, em todos eles foram encontradas irregularidades nas medidas oficiais das traves, além de ser impossível medir as áreas de pênalti e outras áreas do gramado, já que muitos nem estão demarcados porque não há jogos no local.
A comissão, presidida por Cirus Itiberê da Cunha, da FPF, vai exigir quatro itens em todos os 16 estádios, inclusive naqueles que ainda serão observados:
1) equipamentos de prevenção contra incêndios (exigência do Corpo de Bombeiros);
2) espaço reservado para a diretoria do visitante;
3)cumprimento de todos os ítens de segurança e integridade da torcida;
4) revisão nas medidas oficiais do campo e das traves.
Fora de padrão
Em alguns lugares, o abandono é tanto que o representante dos árbitros, Nelson Orlando Lenkhuln, sequer conseguiu entrar em campo para tirar as medidas. É o caso do estádio Waldemiro Wagner, de Paranavaí, cujo mato chega na altura da canela. Por isso, a demarcação neste e outros só será verificada na vistoria final.
Mas o que surpreendeu Nelson foram as diferenças encontradas nas medidas de todas as traves dos cinco campos visitados. Todas fora da regulamentação, principalmente na sua altura (a medida oficial é 2,44m de altura por 7,32m de largura). No estádio Roberto Brezinski, de Campo Mourão, por exemplo, a trave é 14 centímetros mais baixa. A explicação é que o local vai recebendo colocação de terra e grama e vai "diminuindo". Nos outros casos, a diferença é menor, mas existe. Por isso, os responsáveis pela manutenção, do alambrado para dentro, receberam um manual levado por Lenkhuln.
As providências
Além das quatro exigências básicas para todos, a comissão recomendou as seguintes providências nos estádios visitados:
Waldemiro Wagner (Paranavaí): limpeza geral; troca do gramado (já iniciada); reforma nos vestiários, bares e banheiros; recuperação do alambrado.
Albino Turbay (Cianorte): ampliação da capacidade - de 3 para 5 mil pessoas; instalação de linhas telefônicas para a imprensa; construção de um vestiário para a arbitragem, separado dos atuais; ampliação dos vestiários dos atletas.
Roberto Brezinski (Adap): limpeza geral, ampliação de para 5 mil pessoas; construção de um banheiro nas cabines de imprensa.
João Cavalcanti de Menezes (Engenheiro Beltrão): ampliação da capacidade - dos atuais 1,5 mil para 5 mil pessoas; construção de cabines de imprensa de alvenaria; construção de muro externo; limpeza geral; interdição da rua em dia de jogo, pois o acesso dos vestiário é na via pública.
Bom Jesus da Lapa (Roma): limpeza geral; reforma nos pisos dos banheiros; reforma nos bares; reforma no alambrado; retirada dos entulhos na pista entre arquibancada e campo; reforma nos vestiários.
Próxima etapa
Por causa da previsão do tempo, a comissão adiou as visitas programadas para este fim de semana, adiando-as para o dia 21. Serão visitados os dois estádios de Londrina, o de Bandeirantes e Rolândia. Em seguida, virão Iraty, Toledo e Francisco Beltrão, ficando a Capital e Paranaguá para a última etapa.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)