
PRÉ-JOGO
Por Ricardo Justus Barreto - COXAnautas
Precisando da vitória para alcançar a liderança, o Verdão contará com o apoio maciço de sua fiel torcida para vencer o AtleTiba de logo mais e ampliar a vantagem histórica sobre o maior rival, num jogo de fortes emoções.
Sem mistérios
O Verdão Coxa-Branca já está definido e preparado para enfrentar o "co-irmão" da capital. A novidade fica por conta do retorno de Ricardinho que, recuperado de uma amidalite, assume a lateral-esquerda no lugar de Carlão. O restante do time será o mesmo que derrotou a Portuguesa, em Cambé, na última quarta-feira pelo placar de 2x0.
Mais do que manter uma base, o técnico Dorival Jr. mantém a coerência na escalação do time, pois mesmo podendo contar com jogadores como Douglas Silva, Rubens Cardoso e Veiga, optou por aguardar as melhores condições físicas destes. Desta forma, surge a grande oportunidade aos jogadores que vêm se preparando desde o fim do ano passado para se fixarem no time titular, já que uma boa apresentação no clássico ganha muitos pontos com a torcida.
O grande risco fica por conta da escalação do zagueiro Henrique no time titular, pois se o jogador já está negociado com a equipe do Palmeiras, sua participação no jogo torna-se temerária. Para deixar o Alto da Glória, pode-se entender que resta apenas o anúncio formal do acerto do Coxa com seu ex-presidente, Sérgio Prosdócimo, parte interessada numa execução judicial da qual os direitos federativos do atleta passou a fazer parte.
O temor do torcedor Coxa-Branca quanto à utilização de um jogador que já pode estar negociado, é quanto ao seu comprometimento com o time em campo. Ficam as dúvidas: será que ele atuará com vontade? Será que ele dividirá uma bola do jeito que o clássico exige? Será que ele vestirá o espírito guerreiro da gloriosa camisa alviverde? Essas dúvidas só serão sanadas depois que a bola rolar.
O adversário
O time da Baixada vem para o confronto com o Verdão do Alto da Glória praticamente com a mesma base do ano passado, ou seja, com o mesmo time que somente se livrou do rebaixamento em 2007, por ter contratado um técnico que conseguiu tirar leite de pedra. A principal força do "co-irmão" está no banco de reservas, o técnico Ney Franco.
Pelo que se viu da equipe da Baixada até agora, o modelo tático utilizado é o 5-3-2, sendo o meio campo formado por dois volantes e um meia de criação.
O sistema tático utilizado pelo time visitante é bastante defensivo, por isso enfrentou dificuldades para vencer seu adversário na Baixada, no meio de semana, o Engenheiro Beltrão. Quando o adversário não busca o ataque, o time do técnico Ney Franco não tem como utilizar seu perigoso contra-ataque. A saída para a busca do gol torna-se a bola parada, sendo esta a razão de seu time possuir zagueiros artilheiros.
O confronto
Na teoria, o Coritiba é um time muito mais criativo do que o adversário desta tarde, pois conta com o brilhante meia Pedro Ken e com a sensação do campeonato e mais novo xodó da Nação Coxa, o meia Renatinho. Já o time da Baixada, como conta com três zagueiros, dois laterais e dois volantes, fica com toda a criação a cargo do meia Netinho, que não vem correspondendo às exigências da função, assim como seus dois alas, muito criticados pelos seus torcedores.
O meia Netinho deverá ser marcado de perto, pois se ele não conseguir jogar, o adversário ficará sem rumo, buscando sobreviver apenas de longos lançamentos, ou chutões, além das bolas paradas, quando os zagueiros poderão freqüentar a área coritibana. Caso um desses chutões dêem certo, o atacante Ferreira também deverá estar bem marcado, pois sua principal característica é a velocidade.
Se o Alviverde desempenhar essas funções com perfeição - marcar o meia Netinho e o atacante Ferreira e bloquear as jogadas de bola parada na defesa - a vitória coritibana virá ao natural. Isso não quer dizer que seja uma vitória fácil, porque se trata do maior clássico do estado, mas a vitória virá ao natural para o time que tem Pedro Ken, Renatinho e Keirrison. No banco, uma alternativa tática interessante para o clássico: o atacante Henrique Dias pode entrar durante a partida para colocar fogo na pesada zaga adversária.
Paz e muita festa
O clássico AtleTiba é um jogo onde a festa das arquibancadas merece destaque. E que o destaque seja realmente a bonita festa e o clima de paz entre os torcedores, como sempre foi na grande maioria dos AtleTibas. Que a rivalidade seja apenas no gramado e que os torcedores façam o seu papel, ou seja, torçam e incentivem suas equipes.
A nova mentalidade da Nação Coxa-Branca está fazendo com que as grandes partidas no Monumental do Alto da Glória se tornem inesquecíveis. A Torcida Império Alviverde, a maior do sul do Brasil, é a peça fundamental para essa transformação. A maior bateria própria de todas as torcidas organizadas do país tem feito mais de trinta mil vozes cantarem em uníssono seu amor ao Coritiba, energia essa, conhecida como a "Mística Alviverde", que é absorvida pelos onze guerreiros em campo, transformando-os em raça, garra e superação.
Mais uma vez essa será a tônica no Alto da Glória. Que a Nação Coxa, embalada pela nova geração de fiéis torcedores, comprove mais uma vez que números de pesquisas não correspondem ao amor Alviverde, demonstrando que somos a maior e mais vibrante do Paraná.
Que Deus ilumine a todos e que a Paz impere sempre!
Meu Verdão Coxa-Branca, tua camisa faz meu coração vibrar!
Campeonato Paranaense 2008 – 4ª rodada
Coritiba x A. Paranaense
Data: 20/01/2008, domingo
Horário: 18h
Local: Estádio Couto Pereira, o Monumental do Alto da Glória
Coritiba
Édson Bastos; Gilberto, Henrique, Jeci e Ricardinho; Careca, Rodrigo Mancha, Pedro Ken e Renatinho; Keirrison e Hugo
Técnico: Dorival Jr.
A. Paranaense:
Vinicius; Danilo, Antonio Carlos e Rhodolfo; Jancarlos, Valencia, Claiton, Netinho e Michel; Ferreira e Marcelo Ramos (Rodrigão)
Técnico: Ney Franco
Árbitro: Maurício Batista dos Santos
Assistente 1: Rogério Carlos Rolim
Assistente 2: Moisés Aparecido de Sousa
4º Árbitro: Edemar Paris
Observador: José Carlos Meger
Representantes: Nilton Ramon e Márcia Adiles
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)