
Entrevista coletiva
Por: João Carlos Sihvenger
Como viu esta partida em que mais uma vez a vantagem de dois gols não foi sustentada? Viu erros defensivos? A sequência de jogos – 10 em 32 dias pode estar afetando a parte física dos jogadores? “Embora o placar tenha sido semelhante ao jogo contra a Chapecoense, a consistência defensiva foi melhor no primeiro tempo contra o Operário. A equipe não conseguiu manter a agressividade defensiva no segundo tempo, o que levou à imposição do adversário e forçou uma mudança para uma defesa com cinco homens. Existe a necessidade de a equipe conseguir finalizar os jogos marcando um terceiro gol e sustentar sua intensidade, mas reconheço um certo cansaço de uma agenda de muitos jogos em pouco tempo.”
Mais uma vez o Coritiba não consegue sustentar uma vantagem de dois gols, muito por falhas defensivas. Como serão os trabalhos desta semana até o próximo jogo, visando corrigir estas falhas? “Nós precisamos nos cobrar, embora a organização coletiva seja importante, as decisões individuais em situações ofensivas e defensivas são decisivas para o resultado do jogo. Uma semana cheia de treinos permitirá uma melhor preparação física e mental, reduzindo erros de julgamento e execução, e é importante essa cultura de atenção, orientação e encorajamento dentro da equipe. A mera crítica é ineficaz e uma combinação de encorajamento e orientação é crucial para que os jogadores aceitem o feedback, o que será um foco nos treinos para melhorar a comunicação interna e abordar os erros individuais recorrentes”.
Como avalia esses 10 jogos em 2026? O time está assimilando suas ideias? E quanto à parte ofensiva, os gols estão sendo marcados por jogadores de frente, ainda busca ajustes neste setor? “O desenvolvimento da equipe é contínuo, com foco na compreensão dos comportamentos dos adversários para criar vantagens, apesar do tempo limitado de treinamento devido a uma agenda apertada. Embora algumas situações sejam treinadas, outras surgem da criatividade dos jogadores, mas reconheço a dificuldade de manter a consistência em um jogo dinâmico com oposição inteligente. As inconsistências atuais são devido à natureza do futebol e à fase inicial do trabalho, os jogos muitas vezes servem como sessões de treinamento devido à falta de tempo prático dedicado.”
Em relação à evolução ofensiva do Bruno Melo, que diferente do ano passado, este ano está com mais liberdade ofensiva, inclusive participando de gols? “Os laterais Bruno Melo e Tinga são laterais com grande capacidade construtiva, com variedade de passes, o Bruno é um jogador que esconde muito os passes, ele tem aparecido ofensivamente com bom timing e executa com refinamento seus cruzamentos, demonstra boa inteligência de jogo apesar de não ser um jogador tradicionalmente agressivo ou rápido. Estou satisfeito com a evolução do Bruno, mas também reconheço o crescimento do Tinga, com sua experiência e capacidade física para sustentar essa agenda exigente, mas destaco a importância de evitar lesões para manter o desenvolvimento da equipe.”
Já consegue enxergar o time com autonomia para resolução dos problemas no campo, ou ainda dependem do caminho que o treinador aponta para eles? “Embora um plano estratégico seja fornecido para criar cenários favoráveis, a execução e as soluções dentro do jogo cabem sempre aos jogadores. A resolução de problemas é um processo de aprendizado coletivo e não linear, envolvendo interações entre treinadores, staff e jogadores, com base em conceitos subjacentes. É importante que os jogadores incorporarem liberdade com responsabilidade, para o treinador permitir que eles exerçam essa autonomia, e assim, promovemos uma cultura onde os jogadores se sintam seguros e responsáveis.”
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)