
Entrevista coletiva
Por: João Carlos Sihvenger
Como analisa os 180 minutos com o Operário e como fazer para que essa desclassificação não se torne problema para o jogo da série A com o São Paulo? “A equipe começou bem os dois jogos, chegando a garantir uma vantagem de 2 a 0 na primeira partida, mas perdeu o controle após um pênalti e sofreu o empate. No segundo jogo, a equipe teve seu melhor início até o momento, criando chances e pressionando alto, mas começou a perder o foco e a tomar decisões ruins após 25 minutos, permitindo ao adversário marcar. Foram feitos ajustes no intervalo para melhorar a variabilidade ofensiva e a pressão defensiva, que inicialmente funcionaram, mas depois levaram a dificuldades, resultando em um jogo inconsistente e emocional que terminou na disputa de pênaltis”.
Hoje colocou uma equipe bastante ofensiva, com apenas um jogador de marcação no meio, isso não deixou a equipe muito vulnerável para tomar os contra-ataques? “A atenção do time, a comunicação interna e o comportamento pós-perda caíram, criando oportunidades para o adversário. Jogadores como William, Lavega e Josué, apesar de mais ofensivos, estão acostumados a atuar como meio-campistas, e outros jogadores como Pedro Rocha e Ronnier têm funções mais versáteis. O desafio do time é manter a consistência no comportamento e na concentração, pois a falta de foco permitiu que o Operário equilibrasse o jogo e ameaçasse com os gols e o placar a favor, tanto no primeiro como no segundo tempo, fazendo a equipe correr atrás para empatar o jogo nas duas vezes.”
Como vê a busca do equilíbrio entre o ataque e a defesa que tomou sete gols nos últimos três jogos, principalmente agora que vai enfrentar equipes de nível superior às enfrentadas no Paranaense? Por quê a substituição do Ronnier pelo Sobral? “A substituição do Ronnier pelo Sobral foi primariamente pela capacidade de cobrança de pênaltis, considerando o momento do jogo e a necessidade de batedores especialistas, sendo que Sobral é um especialista na cobrança de pênaltis. Quanto aos problemas defensivos, eles são um problema coletivo, decorrentes de atrasos na leitura de jogo e na execução dos movimentos defensivos, em vez de falhas individuais dos jogadores. Embora as falhas defensivas tenham sido menos severas do que em alguns jogos passados, a equipe precisa de maior consistência e eficácia coletiva para ter sucesso em partidas cruciais como essa e as que vem pela frente.”
Hoje teve a oportunidade de escalar Maycon e Jacy, dupla que deu muita consistência defensiva à equipe no ano passado, mas optou por começar com Maycon e Thiago Santos, por quê? E quais foram os critérios para as substituições de Breno Lopes, Pedro Rocha e Ronnier, jogadores que estariam à disposição para os pênaltis? “O Thiago Santos conquistou sua posição inicial devido ao desempenho consistente, e da competitividade que existe dentro do elenco que faz elevar o nível dos jogadores. Thiago teve essa oportunidade e foi como um momento para ele consolidar seu trabalho, e destaco aqui o compromisso da equipe com a justiça com base no desempenho dos jogadores. Em relação às substituições, embora jogadores experientes como Pedro e Breno pudessem cobrar pênaltis, outros como Sobral e Lavega foram considerados mais especialistas ou mais descansados naquele momento, e as substituições foram feitas para manter a energia e a competitividade da equipe nos minutos finais.”
Pode fazer uma análise do time nesta competição, quais as virtudes e o quais as perspectivas futuras na Série A? “Houve um curto tempo de preparação e a chegada de diferentes grupos de jogadores. Tivemos transições ofensivas importantes, mas reconheço que houve muitas oportunidades perdidas e a existência da necessidade de maior solidez defensiva. A equipe visa equilibrar um jogo defensivo agressivo com o gerenciamento do espaço perto de seu gol para limitar as chances do adversário. Lamentamos não ter chegado à final, agradeço o apoio dos torcedores e temos a necessidade de esforço coletivo para encontrar as soluções.”
Sobre o Lavega, que errou o pênalti e saiu muito triste do campo, tendo que ser consolado pelos companheiros e em relação ao Morisco que logo vai completar 100 jogos pelo Coritiba, considerado pelo técnico anterior como um dos melhores goleiros na sua idade, o que projeta para ele? “Lavega é um profissional excepcional com alta dedicação, ritmo de trabalho e adaptabilidade, contribui significativamente para o esforço coletivo da equipe e possui virtudes técnicas individuais. Sua versatilidade em atuar em diversas posições, como meio-campista ofensivo, ponta e meio-campista central, oferece soluções importantes para a equipe acomodar outros jogadores de forma eficaz. Disse para ele manter a cabeça erguida e continuar trabalhando duro, e precisamos evoluir para alcançar melhores resultados em momentos decisivos. Pedro Morisco tem muitas qualidades como goleiro, incluindo defesa de área, cobertura de linha e construção de jogadas com os pés, demonstrando grande potencial para sua idade, e isso gera altas expectativas para seu futuro.”
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)