
ARBITRAGEM
O depoimento do árbitro Evandro Roman no TJD – PR, sobre o esquema de corrupção nas arbitragens paranaenses, realizado na tarde-noite de segunda-feira, trouxe à tona mais uma novidade: segundo o apitador, na decisão da semifinal do Campeonato Paranaense de 2003, que foi apitada por ele, um dirigente do Coritiba, acompanhado pelo árbitro Carlos Jack Magno (também denunciado por Roman como um dos árbitros corruptos no Paraná), procurou um dos assistentes pouco antes do jogo contra o Londrina, que acabou empatado em 2x2.
Roman não citou qual dos assistentes (Altemar Roberto Domingues ou Vágner Vicentin) teria presenciado o encontro, mas, segundo o árbitro, o assistente havia gravado a conversa. Segundo Evandro Roman, o encontro seria uma tentativa de facilitar as coisas para o Coxa em campo. Roman disse que o assistente tem uma fita gravada dessa conversa, mas não apresentou a fita no julgamento.
Segundo a matéria assinada pelo jornalista Carlos Simon (Praná On-line/Tribuna), o árbitro Evandro Roman perguntou, em tom irônico, a Domingos Moro, advogado da defesa dos árbitros acusados de corrupção, se ele sabia quem era o tal dirigente. Por sua vez, Moro reagiu de forma indignada à pergunta, lembrando que ele comandava o futebol do Coritiba à época. Moro também questionou a autenticidade da denúncia e negou qualquer culpa, mesmo sem ser citado nominalmente pelo apitador.
Segundo a reportagem, o defensor disse que entendeu ser o alvo do recado. Por sua vez, o árbitro Evandro Roman afirmou que falará o nome do dirigente e do assistente assim que conseguir essa fita.
Já na matéria assinada pelos jornalistas Robson De Lazzari, Rodrigo Fernandes e Leonardo Mendes Júnior (Tudo Paraná/Gazeta), Roman pediu ao Tribunal que pudesse revelar esta tentativa de suborno olhando para Domingos Moro, mas seu pedido foi recusado pelos auditores do Tribunal.
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Nota
A equipe dos administradores do site Coxan@utas preza pela legalidade e legitimidade no futebol. As denúncias do árbitro precisam ser averiguadas, independentemente de nomes ou cores de camisas. E, se comprovadas, os envolvidos devem ser punidos, quem quer que sejam, independentemente de nomes ou cores de camisas.
Mas, para facilitar as investigações, Roman deveria ter sido categórico, nominando qual dirigente do Coritiba teria participado do tal encontro, até porque o Coritiba Foot Ball Club é muito maior do que qualquer dirigente, profissional ou torcedor dele.
Situações específicas como esta, apontada por Roman, em nenhum momento refletem o anseio da coletividade Coritiba, acostumada a construir estádios com seu próprio dinheiro, conquistar títulos com o esforço de sua gente. O Coritiba, às vésperas de completar 96 anos de existência, é maior do que todos.
Discordamos das manchetes das matérias assinadas pelos quatro jornalistas, uma vez que a Instituição Coritiba Foot Ball Club nada tem a ver com a denúncia. Se um dirigente ou profissional do Clube está envolvido num esquema de corrupção, ele deve ser julgado e punido, se for o caso.
Assim como em 1997, quando a crônica esportiva paranaense se uniu em defesa da instituição A. Paranaense, depois da denúncia de corrupção envolvendo na época o presidente do Clube, Mario Celso Petraglia e sua secretária Marli, no esquema Ivens Mendes, à época responsável pelas arbitragens no Brasil, nada mais isonômico que defender as instituições.
Continuamos em defesa da Instituição Coritiba e do futebol levado a sério.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)