
Entrevista coletiva
Por: João Carlos Sihvenger
Como foi a preparação para e este jogo? Foi o oitavo jogo contra o rival sem derrota, terceira vitória consecutiva fora de casa e o sexto jogo sem tomar gols. “O clássico é um jogo que tem uma importância simbólica devido às instituições envolvidas, uma vitória que demonstra competitividade, de um time que teve uma transformação mais profunda de que seu adversário. O sucesso da equipe pode ser atribuído à construção contínua desde o ano passado, com os principais jogadores permanecendo e a competência dos recém-contratados”.
O time teve uma melhora significativa em relação ao último jogo. Quais foram as novas ideias implantadas? “Foi um desafio jogar contra um adversário que havia observado o jogo anterior, o que nos colocou em desvantagem em termos de preparação para o plano de jogo. A equipe teve a capacidade de se ajustar durante o jogo, especialmente nos primeiros 15 a 20 minutos, quando o adversário foi dominante. Fico satisfeito com as habilidades práticas de resolução de problemas da equipe em campo, e reconheço que em apenas 14 dias, é impossível cobrir todo o conteúdo necessário e desenvolver todos os comportamentos”.
Em relação ao bom comportamento defensivo, herança desde o ano passado, e a pressão dos atacantes para roubar bolas importantes e que resultaram em gols? “A estratégia foi muito boa, de pressionar a saída de bola do adversário, tanto em fases estáticas quanto elevando o bloco, para criar oportunidades mais perto do gol adversário. É muito importante e fundamental a estabilidade defensiva, pois um time não pode alcançar resultados sem impedir que as chances do adversário se convertam em gols. Hoje houve um esforço coletivo de todos os 11 jogadores para minimizar as oportunidades do adversário e reduzir gradualmente seu repertório de ataque”.
Quanto a identidade da equipe; já tem sua assinatura? Principalmente na questão dos contra-ataques? “A identidade da equipe é uma construção coletiva, construindo sobre os pontos fortes existentes de competitividade e compactação defensiva, integrando nossas convicções. É importante uma identidade compartilhada, valorizando os pontos fortes individuais e coletivos para capacitar a equipe, isso ao invés de impor uma assinatura pessoal. A equipe progrediu em construções lúcidas contra a pressão individual e a posse de bola confortável. Houve a necessidade de controle e verticalidade para evitar ficar excessivamente exposto. O técnico expressa imenso orgulho pessoal e profissional em liderar a equipe profissional do Coritiba. A abordagem é feita jogo a jogo devido ao início da temporada e às variadas reações dos jogadores ao treinamento e aos jogos acumulados. Afirma que não tem pressa em decidir a escalação do próximo jogo, priorizando as condições e a recuperação dos jogadores, e destaca a importância do próximo jogo em casa como a primeira oportunidade de se conectar com a torcida do Coritiba.”
Sobre o protagonismo de Lucas Ronnier, que nos últimos dois jogos participou dos gols da vitória, e seu potencial para se tornar um jogador importante para o clube na série A. “É um jogador que está tendo sucesso devido à sua ética de trabalho diária, dedicação e espírito competitivo nos treinos, e faz uma observação em relação à sua vontade de se desafiar e seguir as instruções. Trata-se de um jogador versátil, capaz de atuar em vários espaços e posições, possuindo fortes habilidades no um contra um e capacidade de cabeceio. Seabra afirma que o sucesso contínuo de Ronnier depende da manutenção de seu profissionalismo, humildade e força mental, reconhecendo o papel do clube no apoio ao seu desenvolvimento em um ambiente altamente competitivo.”
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)