
PÓS-JOGO
O Coritiba venceu, bem mais na base da raça do que na técnica. Contra o J. Malucelli, o Cori apresentou-se bem na defesa, mas deixando a desejar ofensivamente. Guilherme Macuglia, treinador coritibano, montou um esquema defensivo contra o Jotinha e teve a felicidade de sair vitorioso de campo, depois de um belo chute de fora da área do ala-direito China, aproveitando um rebote defensivo na etapa complementar. O Verdão mais correu do que jogou, prejudicado pela falta de meias armadores no time. Com a vitória de 1x0, o Alviverde soma agora 4 pontos e na próxima rodada encara o Cianorte, quarta-feira à noite, no Couto.
O jogo
Rodrigo Café; Henrique, Ozéia e Douglão; China, Leandro, Marcos Mendes, Igor e Daniel Cruz; Hugo e Anderson Gomes. Estes foram os 11 titulares que iniciaram a partida contra o J. Malucelli. O técnico Guilherme Macuglia montou um esquema tático defensivista, mais preocupado em primeiro não sofrer gol, para depois atacar.
No primeiro tempo, o time alviceleste teve maior domínio das ações, aproveitando o nervosismo Coxa-Branca, que errava muitos passes. Nas jogadas de bola parada, o Jotinha procura o gol de Café, mas a zaga coritibana dava conta do recado.
Dentre os estreantes, o meia-avançado Igor foi o que teve mais destaque. Henrique se postou bem na defesa, agora também na função de capitão do Cori. O time coritibano tinha um cinturão defensivo muito forte, com Henrique, Ozéia, Douglão, China, Leandro e Marcos Mendes.
Os alas pouco avançaram no jogo. Daniel Cruz, estreante pela esquerda, foi o autor do primeiro chute a gol do Alviverde, aos 37 do tempo inicial.
Depois de um ataque perigoso do adversário, a torcida Coxa-Branca apupou o time. De positivo, o apoio integral da Império Alviverde, que incentivou os jogadores.
Se tecnicamente o time deixou muito a desejar, com nítidas dificuldades para jogar em velocidade e com qualidade, de positivo mesmo foi o comportamento valente e raçudo dos jogadores. Raça não faltou. Mas quanto à técnica...
Gol de bico também vale
No tempo final, o time de São José dos Pinhais foi obrigado a fazer uma mexida em seu meio-campo. Macuglia mantinha o time bem postado na defesa, mas com pouca qualidade ofensiva. Anderson Gomes, muito marcado, teve uma atuação apagada. Hugo jogou isolado, apesar das tentativas de Igor se aproximar da dupla de atacantes. Os dois alas também tiveram uma atuação discreta, apesar de China ter feito o gol da vitória.
Com o meio de campo congestionado, o Verdão tinha dificuldades para atacar. O treinador Coxa-Branca mudou o time, trocando o meia-ofensivo Igor pelo atacante Eanes, que procurou aumentar a mobilidade ofensiva do Coxa. Eanes arrematou duas vezes a gol, mas foi só.
No tempo final, Daniel Cruz apareceu um pouco mais no jogo, fazendo dois cruzamentos certeiros, mas deixando Hugo e Anderson Gomes com poucas oportunidades de levar a melhor sobre os defensores do time azul. China também não tinha aparecido bem no jogo, mas foi dele o gol que levou o Coxa à vitória. Aos 31 do tempo final, a zaga adversário vacilou, Anderson Gomes conseguiu aparecer na frente da zaga e a bola sobrou para China, que arrematou bem, marcando o gol da vitória: Coritiba 1x0, para a felicidade da galera, que permaneceu desconfiada até o final, apesar da vitória.
Na comemoração, China foi em direção a curva da Império, batendo nos braços, em sinal de que jogava com raça. Depois, o ala recebeu o apoio dos companheiros de time, que comemoram o gol gesticulando uma homenagem ao atleta, que será pai este ano.
O treinador Coxa manteve o esquema tradicionalista, trocou 'seis por meia dúzia', ao tirar Leandro para a entrada e Adriano (ambos zagueiros, que jogaram na posição de volante) e de Hugo para a entrada de Rafael Santiago, atacante que entrou no jogo já nos momentos finais.
Vencer é bom, mas o time precisa de reforços
Ao final do jogo, os jogadores se abraçaram ao centro do gramado. A torcida deixou o Couto feliz pela vitória, mas ciente das dificuldades do time, que precisa de reforços, principalmente nas alas (na direita, só China está disponível no plantel), no ataque e na meia de criação.
Para uma competição nacional, o atual elenco coritibano é fraco. O Coxa precisa de reforços de qualidade. Se raça não faltou, qualidade técnica faltou. A vitória foi importante, mas não deve ser enganadora.
O time Verde e Branco marca forte, mas não arma jogadas ofensivas. Os atacantes ficaram isolados na frente, facilitando o jogo do adversário. Sem alternativas de criação em seu meio-campo, o Cori apresentou um futebol muito previsível. Ainda falta muito para este time ser o Coritiba que a torcida tanto quer.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)