
AVALIAÇÃO
No Pinheirão, o Coritiba venceu, mas não convenceu sua torcida, 2x1 contra a Portuguesa Londrinense. O futebol apresentado pelo Verdão não foi nada além de fraco, com poucas oportunidades de gol e com dificuldades para ganhar o meio-de-campo. Com a vitória, o Cori sobe uma colocação na tabela, ocupando provisoriamente a 7ª posição (o Paraná Clube tem dois jogos a menos), com 16 pontos. Na próxima semana, o Coxa encara o outro time londrinense, o Londrina, quarta-feira à noite no Couto Pereira.
O jogo
Jogando no Pinheirão, os atletas coritibanos reclamaram da alta temperatura, do cansaço do jogo da Copa do Brasil no meio da semana e da grama alta e de péssima qualidade. Apesar de tudo, a apresentação do Cori foi fraca tecnicamente, com um desempenho destacado apenas para Pedro Ken e Rodrigo Café, autor de três ótimas defesas na etapa primeira. Em segundo plano, Marlos, apesar da forte marcação individual e da dupla Keirrison e Hugo, que entraram durante o tempo final e apareceram mais do que a dupla Eanes e Edmílson, apagado em campo.
O Coxa pecou no modelo tático de Guilherme Macuglia, já que Fábio Lopes, improvisado na ala-esquerda não se apresentou ao ataque. O time da Lusinha atuava com um atacante isolado contra três zagueiros do Cori. Ganhando o meio-campo, o time do interior acabou levando vantagem no tempo inicial, chegando com mais perigo ofensivo do que o próprio Verdão.
Com Marlos muito marcado, apesar de procurar as triangulações com Pedro Ken e a dupla Eanes e Edmilson, o Alviverde não apresentou perigo à meta da Portuguesa na etapa inicial.
Sem apresentar perigo ofensivo, o Coxa acabou sendo surpreendido pelo time do Norte, aos seis minutos, numa cobrança de escanteio que foi defendida por Rodrigo Café, que evitou o gol olímpico. Em outro bom momento do time do Norte pioneiro, o goleiro Coxa-Branca voltou a aparecer bem, defendendo um chute forte, de fora da área.
Apesar de ter iniciado o jogo pressionando os "visitantes", o Cori não chegava ao gol. Uma boa oportunidade criada pelo Verdão aconteceu aos 46 minutos, depois que Edmilson entrou pela esquerda e passou para o volante Juninho, que conseguiu perder uma oportunidade incrível para marcar, livre na área.
Durante o intervalo, os torcedores deixaram as arquibancadas da curva de entrada do estádio e se dirigiram ao local abaixo dos camarotes, para apupar o Presidente Gionédis. Sem um policiamento adequado, pois alguns policiais chegaram ao local do jogo apenas nos minutos finais da primeira etapa, a cúpula diretiva coritibana optou por deixar o Pinheirão.
No tempo final, o Coxa voltou a campo sem mudanças. Com Marlos e Geraldo jogando muito próximos e facilitando a marcação da Lusinha, o time Verde buscava com Pedro Ken uma válvula de escape pelo lado do campo.
O primeiro bom momento coritibano no ataque rendeu o gol de abertura do placar. O segundo volante Geraldo fez uma boa jogada individual, passou pelo marcador e cruzou para o avante Eanes aproveitar o vacilo da zaga rubra e marcar o gol, na saída do goleiro: Coxa 1x0, com 14 minutos jogados no tempo final.
Um minuto depois, o time do Norte empataria a partida. Numa falta pela direita, a bola foi cruzada na área e Marcelo Neuma, de cabeça, venceu a zaga Coxa-Branca, empatando o placar.
O jogo melhorou num intervalo de cinco minutos. Tanto que o gol da vitória Coxa saiu aos 18, três minutos depois do gol de empate da Portuguesa. O melhor jogador do Cori em campo, Pedro Ken brilhou e acertou um belo chute, indefensável, fazendo 2x1 para o Coritiba.
Macuglia mexeu no time, trocando a dupla Eanes e Edmilson por Keirrison e Hugo. Outro que deixou o time mais cedo foi Fábio Lopes, dono de uma atuação apagada. O Cori aproveitou mais a presença dos atacantes Hugo e K9, buscando o contra-golpe com mais velocidade, trazendo um panorama mais ofensivo para o jogo.
No final da partida, o árbitro expulsou o atleta Baeza, zagueiro da Lusa, por uma falta feia no campo de defesa. Mesmo com um jogador a mais em campo, o time coritibano não soube aproveitar para ampliar o placar.
O jogo seguiu sem muita inspiração de ambos os lados até o apito final. Resumo da ópera: o Coxa venceu, mas não convenceu.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)