
AVALIAÇÃO
Por Luiz Carlos Betenheuser Júnior - COXAnautas
O Coritiba venceu o Iguaçu por 2x0, numa partida morna, onde o Coxa chegou aos gols com Keirrison, co-líder na artilharia da competição regional, com 10 gols. Terminada a primeira fase, o Cori agora enfrentará o Toledo, o J. Malucelli e a Adap/Galo num quadrangular, com jogos em ida e volta, com os dois melhores indo às semifinais do PR 2008. Bastos seguiu sem sofrer gols e agora acumula 762 minutos invicto.
Primeiro tempo
Perante 10.345 presentes (público total), com dois titulares em campo - Keirrison e Édson Bastos -, o Coritiba iniciou o jogo com três volantes - Rodrigo Mancha, Douglas Silva e Dirceu -, o Verdão teve dificuldades para superar o trio defensivo do time de União da Vitória.
Sem forçar muito o ritmo, e com apenas Renatinho na armação, a atuação dos laterais foi boa só pelo lado da esquerda, com Ricardinho mostrando boa articulação no ataque. Já Marcos Tamandaré teve um rendimento apagado, pouco atacando pelo lado do campo. Esta composição de fatores favoreceu ao Iguaçu, que só pensava em se defender.
O posicionamento tático definido por Dorival Jr. fez com que a dupla Keirrison e Silvy ficassem isolados entre três zagueiros do time amarelo e azul de União da Vitória.
O time Coxa-Branca começou o jogo à toda. Logo aos 3 minutos, o volante Rodrigo Mancha avançou livre e chutou forte, de longe, com a bola passando perto do gol. A blitz continuava e aos cinco minutos, Keirrison ficou com o rebote do lance do goleiro e chutou para fora. Um minuto depois, na pressão coritibana, Ricardinho avança pela esquerda e é derrubado na área. Na cobrança, K9 acertou o pênalti, cobrando com estilo: Coxa 1x0. A pressão alviverde continuava e aos 10, Dirceu acertou um belo chute e a bola caprichosamente bateu na trave e saiu.
Apesar do domínio territorial, o Verdão não conseguia ampliar o marcador. O Coxa teve oportunidades com Thiago Silvy, Keirrison e Bernardi, mas nas três oportunidades as conclusões foram mal feitas.
O único momento de lucidez no ataque, por parte do Iguaçu, foi por volta dos 40, numa cobrança de falta que Édson Bastos defendeu com estilo, recebendo os aplausos dos torcedores. Nos minutos finais, K9 quase fez mais um, cabeceando bem, mas o goleiro tocou a bola pela linha de fundo, evitando o gol.
Aos 46, o árbitro apita o fim do primeiro tempo, num jogo em que o Verdão, com um time desentrosado e com poucas opções de articulação ofensiva, não chegou a empolgar.
Segundo tempo
O baixo rendimento do time coritibano fez o treinador Dorival Jr. mexer no time. DJ sacou Dirceu, que teve um rendimento regular, e Renatinho, também com um desempenho regular, sem mostrar o brilho de outras apresentações. Nos seus lugares entraram William, primeiro volante, e Marlos.
A mexida manteve a estrutura defensiva do Cori, que não era incomodado pelo ataque da Pantera do Vale. Do lado do Iguaçu, nenhum jogador chamava a atenção. Defensivamente, o 3-5-2 do Iguaçu impedia a movimentação da dupla Silvy e Keirrison (foto). Só que a presença de Marlos, um dos melhores do jogo, trouxe maior velocidade e qualidade no toque de bola.
Na parte defensiva, a dupla Bernardi e Nenê eram pouco forçados. Rodrigo Mancha fazia um papel misto, de volante e de terceiro zagueiro. William saia mais para o jogo, numa função de segundo volante. Douglas Silva ficava mais postado pela esquerda, mantendo o estilo tático que vinha sendo utilizado por Veiga: o de fazer a cobertura pelo lado esquerdo.
Ricardinho continuou indo ao ataque, mostrando um bom rendimento tático. Já Marcos Tamandaré pouco aparecia no ataque, dificultando o trabalho de Silvy e K9.
Logo nos primeiros minutos do tempo final, Ricardinho incendiou o jogo: aos 2, um belo chute de Ricardinho explode na trave, mas a bola não entra. William, podendo subir mais ao ataque, chuta forte e o goleiro defende, evitando o gol Coxa-Branca.
Com 15 minutos do segundo tempo, o meia Marlos fez linda jogada individual e conclui, mas a bola sai pela linha de fundo. E dos pés de Marlos, uma grande jogada surgiu aos 20, quando ele entra na área e bate com estilo, mas a bola teima em não entrar, batendo na trave.
Numa cobrança de falta, com estilo, Marlos acerta novamente o travessão, recebendo os aplausos da fiel torcida alviverde.
Num dos raros lances ofensivos do Iguaçu, uma cobrança de falta com força, Édson Bastos faz uma linda defesa, espalmando a bola para o lado e evitando o gol.
Para arrumar o meio-campo, o treinador DJ troca Rodrigo Mancha por Matheus, que procurou levar mais perigo ao gol do Iguaçu. Na base da vontade, o meia-ofensivo bem que tentou, mas não mostrou o suficiente para mudar o panorama do jogo.
Com um melhor rendimento de Marlos no jogo, o ataque do Cori mostrou trabalho aos 36, quando o artilheiro Keirrison pega uma sobra dentro da área, de frente para o gol, se livra do marcador com um corte seco e bate com estilo: Coxa 2x0, para a festa da fiel geral Coxa-Branca.
Édson Bastos ainda viria a fazer mais uma linda defesa, num chute colocado, no alto. EB fez uma bela ponte e evitou o gol do time de União da Vitória.
Para uma arbitragem que mostrou um bom desempenho - apesar da reclamação do time do Iguaçu pela não-marcação de penalidade máxima contra o Cori, no tempo final - , o árbitro Vagner Vicentin apitou o fim do jogo aos 47 do segundo tempo. Após o apito, a galera chamou e os jogadores atenderam o pedido, indo saudar os torcedores na curva de fundo.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)