
FAMÍLIA COXA
Duas família Coxas-Brancas e um amigo em comum, residentes em Porto Alegre, viajaram até a Argentina para acompanhar o jogo do Brasil e honrar as cores do Glorioso Alviverde.
O Coxan@uta Adriano do R. Ribeiro, André Piasseta Ribeiro (filho de Adriano), Gilberto Gaeski, Alberto Gaeski e Luiz Alberto Langer viajaram até a cidade de Buenos Aires para acompanhar a partida envolvendo as seleções da Argentina e do Brasil, valendo pelas Eliminatórias da Copa do Mundo 2006, que ocorreu no último dia 08.
Como fiéis torcedores do Verdão, levaram camisas do Coritiba para o Estádio Monumental de Nuñes (de propriedade do River Plate).
Adriano conta mais sobre a viagem dos coritibanos:
"Existem coisas na nossa vida que todos temos vontade de fazer, mas por motivos profissionais, finananceiros, não fazemos; às vezes temos tempo, vontade e não temos dinheiro; às vezes temos dinheiro, vontade e não temos tempo; às vezes temos dinheiro, tempo mas a vontade acaba.
Assistir um jogo da Seleção Brasileira era algo que eu gostaria de fazer há muito tempo, mas por uma razão ou outra nunca havia feito.
E digo amigos, assistir a um jogo do Brasil com a Argentina dentro do Estádio do River Plate, o Monumental de Nuñes, em Buenos Aires, é coisa para nunca mais se esquecer. Chega a arrepiar.
O barulho da torcida é algo que nunca ouvi em nenhum estádio do Brasil, e eu já pude assistir jogos em diversos deles. A torcida é toda unida, grita o jogo todo, todo o estádio, coisa impressionante. Somente no final alguns torcedores do River que ficam no anel superior começaram a cantar, e logo foram respondidos por torcedores do Boca, que ficaram ao lado da torcida brasileira, separados por um tapume.
Formamos um grupo de seis pessoas, dos quais cinco Coxas-Brancas, e resolvemos ver este jogo. A cidade de Buenos Aires, para quem já teve a oportunidade de conhecer, é maravilhosa e muito bonita.
Diferente do que se fala, a torcida argentina não foi em nenhum momento ofensiva ou violenta com os brasileiros, pois pudemos circular na cidade com a camisa da Seleção
Brasileira, sem ser importunados, apenas uma gozação ou outra.
Meu filho André, sempre com a camisa do Coxa, despertava curiosidade. Na maioria dos lugares que estivemos, guias, garçons, conhecem o Alviverde. E é claro que não perdemos a oportunidade de divulgar as cores do Verdão naquelas bandas. Levamos duas bandeiras grandes do Coxa e penduramos atrás do gol de fundos (onde saíram os quatro gols do jogo).
Achei que a televisão brasileira mostrou pouco a torcida brasileira, que tinha gente de todas as partes do Brasil, pernambucanos torcedores do Santa Cruz, cariocas torcedores do Flamengo e Fluminense, gaúchos, do Grêmio e Inter. Havia também torcedores argentinos que, acho, não conseguiram comprar ingressos e se debandaram para poder assistir o jogo na torcida do Brasil mesmo. Havia duas meninas de El Salvador que ganharam um concurso e que também estavam presentes.
A maioria do pessoal vai com a camisa do seu clube do coração e não com a do Brasil, preferem divulgar as cores de seu time do coração.
Devemos elogiar a polícia argentina que deu toda a segurança a torcida brasileira, escoltando os onibus até dentro do estádio, no começo quando vi as filas de argentinos comprando ingressos no jornal. Fiquei meio apreensivo, pois estaria levando meu filho de 14 anos, mas não houve qualquer problema graças a Deus e com certeza a viagem ficará marcada em sua memória por toda a vida, e com certeza aumentará sua paixão pelo futebol (que já é grande).
Hoje já mudei meus conceitos, sempre ouvi dizer que um homem deveria escrever um livro, plantar uma árvore e ter um filho. Hoje acho que além disso ele tem de ser Coxa-Branca e assitir a um jogo da Seleção Brasileira na Argentina".




Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)