
SER COXA TÁ NO SANGUE
Nasci em 1965, em Curitiba, e hoje com 41 anos de idade, continuo indo ao Couto. As coisas estão diferentes, mas o Coxa sempre é o Coxa. Anos 70, 80 o futebol era mais romântico, tínhamos ídolos, hoje não. Antes íamos ao estádio pela paixão, pelo ídolo, pela magia do clássico e das torcidas. Agora é um só motivo que me faz continuar indo ao Couto: AMOR E ORGULHO PELO COXA.
O MUC - Movimento Unido Coritibano - era a mais importante torcida do Coxa e também a maior na época. Eu tinha amizades com os cabeças da torcida, eu e meus amigos eram os poucos garotos que iam em todos os jogos, chegaram a fundar a MUC MIRIM e nos colocaram como os principais garotos da torcida. Nunca vou esquecer disso... (risos). Durou pouco, mas foi muito legal.
Sempre tive vontade de ter uma bandeira, ou algo que eu pudesse expressar meu sentimento pelo Coritiba. Aí veio a idéia de fazer a faixa TÁ NO SANGUE, porque ela traz realmente o que eu e todos os Coxas sentimos e temos pelo Coritiba.
Eu estou nesta foto do time do Coritiba de 1978, um verdadeiro timaço: sou o ultimo garotinho agachado no canto direito da foto. Era eu nos meus doze, treze anos de idade.
Quando chegava domingo e meu pai me levava para entrar de mascotinho, junto com os jogadores, era um verdadeiro sonho que se realizava. Eu esperava a semana toda para viver aquele momento.
Hoje, infelizmente, sou obrigado e vivenciar essa fase de cabeças-de-bagre e jogadores que só querem grana, ainda bem que eu consegui viver a época linda do futebol do Paraná e do Brasil.
José Higino
Serviço
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Nota
Os Helênicos são responsáveis pelo trabalho de recuperação e preservação da memória histórica do Coritiba Foot Ball Club. A foto do time de 1978 faz parte do acervo do Clube, que vem sendo catalogado pelos pesquisadores Coxas-Brancas.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)