
INTERATIVIDADE
O sucesso da nova mania do site COXAnautas, chega à sua terceira edição. Várias seleções musicais chegaram para nossa avaliação.
Na terceira edição, é a vez do Coxa-Roxo Luiz Carlos Betenheuser Júnior, mostrar o seu selecionado, com alguns dos principais discos de algumas bandas bacanas.
Confira:
Danzig
O Danzig surgiu em 88, depois que Glenn Danzig deixou o Misfits, banda do circuito hardcore e underground do pós-punk dos anos 80, em Nova Jérsei, para formar o Samhain e logo depois uma banda que levava seu nome. Dos tempos de Misfits, ficou a marca registrada das maquiagens de zumbis e esqueletos.
Seu primeiro disco"Danzig", de 1988, teve nas faixas Mother e Twist of Cain os carros chefes do disco. A banda toca uma música simples, com riffs pesados e vocais diferentes do usual, graças ao timbre grave de Glen. Em geral, acertam nos backing vocals, fazendo composições tão simples quando bacanas para se ouvir.
Danzig foi tido por parte da imprensa americana como o lado negro de Elvis e de Jim Morrison, pelo seu timbre grave e letras sobre vampiros, lobisomens, monstros e demônios, mortos. Ele parece levar isto tudo a sério, algo que não é para ser levado a sério.
A semelhança com Elvis vem dos tempos de Misfits, quando a banda tinha uma camiseta com um esqueleto com topete a lá Elvis, cantando. Algo como um Freak Show, tema que parece trazer interesse para Glenn Danzig.
Os Misfits chamou a atenção de Metallica, que gravou três covers da banda ("Green Hell", "Die Die My Darling" e "Last Caress"). De Misfits, Danzig herdou um apoio do Metallica, que tinha em seu vocalista James Hetfield um admirador ao ponto de usar camisetas da banda em fotos publicitárias.
Danzig chegou a ser convidado para fazer o Wolferine, em X-Men, mas as gravações atrasaram muito e ele abandonou a idéia de cinema, indo para a edição de quadrinhos.
Depois, a banda lançou Danzig II, III e IV, durante os melhores anos da banda.
Gueto
A banda Gueto surgiu em meados da década de 80, na zona norte paulistana, atingindo o sucesso no final dos 80 início dos 90, quando chegou a fazer dois shows em dias consecutivos em Curitiba, no antigo Aeroanta (que ficava na Rua Piquiri).
Tidos agora como visionários, a frente do seu tempo em tempo em se tratando de Brasil, por misturarem o rock, o rap, o funk, o heavy metal e o hip hop. Tudo misturado, criou um som funkly, dançante sem ser chato. Justamente por ser ao mesmo tempo dançante, sem ser xarope (pelo contrário), a banda agradava públicos de ambos os sexos.
O primeiro disco, “Estação Primeira”(1987), que tinha Márcio, Júlio César, Marcola e Edson-X na banda, contou com o trombonista Raul de Souza e o percussionista Luiz Batera. Desse primeiro trabalho, as músicas “G.U.E.T.O”, “Estação Primeira”, “A mesma dor“ e “Borboleta Psicodélica” foram os carros-chefes do disco, chegando a tocar bastante na rádio Estação Primeira.
A mistura de ritmos deixou ao Gueto o legado de ser uma banda de vanguarda em se tratando de bandas brasileiras, revolucionando conceitos muito utilizados mais de duas décadas depois.
Nos shows, a banda costumava tocar uma versão para “The Lady don’t Mind”, do Talking Heads, e “I Can See Clearly Now”, de Johnny Nash, com destaque para os falcetes de Júlio César, o JC.
A banda fez mais um disco que teve boa aceitação do público "E agora é pra dançar?". Com a saída do vocalista, a banda perdeu força, lançou anos depois um disco fraquíssimo, que não foi bem aceito pelos fãs. No final do século passado, a Warner relançou os dois primeiros trabalhos do Gueto.
Iron Maiden
Com o cenário pré-Heavy Metal em baixa pela Europa no final dos anos 70 e a explosão britânica do punk, com Pistols, Damned e Clash, uma nova onda musical surgiu com o Iron Maiden: o NWOBHM (New Wave Of British Heavy Metal), que veio para compor um circuito musical onde apenas Mortörhead e Sabbath faziam parte com sucesso.
A banda surgiu em 75, com o Steve Harris, ícone do heavy metal em todos os tempos, e o guitarrista Dave Murray. Três anos depois, Di’anno nos vocais e Doug Sampson na bateria, gravaram o primeiro disco, um compacto com três faixas, intutulado “The Soundhouse Tapes”, que vendeu mais de 5 mil cópias em 10 dias.
Um ano depois, já na poderosa EMI, a banda lançava novos singles, como “Running Free”. Depois de apresentações esporádicas em pubs, a banda começa a ganhar força com uma fiel e entusiasmada legião de fãs, no coração do punk mundial: o Reino Unido.
Em 1980, gravam o primeiro álbum, Iron Maiden, com músicas que continuam nos repertórios dos shows há mais três décadas e que abalou o cenário punk no Reino Unido, com um novo conceito de trabalho musical, mais elaborado. Neste disco surgiu o mascote da banda, o cadavérico Eddie, criado pelo desenhista Derek Riggs, e que está presente em todas as capas dos álbuns e nos shows da banda.
Em 81, sai o segundo disco, “Killers”, do qual surge a primeira turnê mundial, com muito sucesso especialmente no Japão. No final dessa turnê, o vocalista Bruce ‘Air siren’ Dickinson entra na banda. Um ano depois, o sucesso mundial decola com o disco “The Number Of The Beast”, cuja faixa título se tornaria um hit da banda (a música foi inspirada no filme “A Profecia”. Foram 179 shows durante 10 meses de turnê, 1 milhão de fãs presentes e mais de 2 milhões de cópias vendidas em todo o planeta, fato que assombrou a mídia especializando, trazendo novos contornos ao cenário heavy.
Na mesma época, Nicko McBrian entra na bateria e a banda visita o Brasil para ao Rock in Rio, com direito a um solo de guitarra de Murray, que ficou para a história da banda. Eetra-oficialmente, chegou a ser dito que 150 mil pessoas viram a apresentação, com cenário já preparado para aquele que também seria um álbum visionário, o Powerslave, inspirado em cenários do Antigo Egito. Nesta fase, a banda usa de num conceito de interatividade com o público (o Edie brinca com os músicos e com a platéia) e de virtuosismo cênico. Desta época, a banda lança um duplo ao vivo, coisa pouco usual no cenário musical da época, o “Live After Death”, gravado em Los Angeles.
Mais de trinta anos depois, a banda continua fazendo sucesso, sedimentando-se no topo do cenário heavy metal, graças a uma fidelíssima galeria de fãs incondicionais. A banda passou por mudanças, tanto na formação, como nos conceitos musicais. Atualmente, são três guitarristas, Adrian Smith, Janick Gers e David Murray.
Metallica
A banda surgiu em 1981, em Los Angeles, com o baterista Lars Ulrich e James Hetfield, guitarrista, que depois viria a assumir também os vocais. Logo depois entra Dave Mustaine (guitarra), que fica pouco tempo e sai para formar uma banda própria, o Megadeth.
O primeiro LP, o “Kill’em All’, com a presença de Kirk Hammett na guitarra solo. A música “Seek and Destroy” foi um dos carros chefes do disco, que apresentava um novo conceito musical, com riffs bem marcantes de guitarra, que acabou sendo chamado Power Metal, por ser mais veloz que o tradicional Heavy Metal.
Com o crescimento do Metallica, a Bay Area, como era conhecido o movimento musical ocorrido na área da baía na Califórnia, com bandas influenciadas pelo Hardcore e pela NWOBHM, criaram uma nova vertente do metal, chamada thrash metal, com destaque para o próprio Metallica e o Megadeth, além de Slayer, Testament e Exodus.
Dois anos depois, novo disco, o “Ride the Lightning”, disco bem produzido, com uma musicalidade mais consistente. “Fade Black”, uma música com ares de balada gótica (pois tratava da morte) quebrou conceitos no cenário do metal. Neste período, Cliff Burton era o baixista da banda.
Em 1984, vem um petardo sonoro, o “Masters of Puppets”, um grande salto qualitativo no trabalho musical da banda. Com o disco, o Metallica ganhou ares de astro mundial, num disco equilibrado, consistente e inovador para o gênero, tanto que vende um milhão de cópias só nos Estados Unidos. Neste ano, durante a turnê pela Europa, a banda perde o baixista Cliff Burton, num acidente com o ônibus da banda.
Passados alguns anos, a banda lança os discos “And Justice for All” e “The Black Album”, numa vertente diferente, mais contextual e introspectivo, já com Jason Newsted no baixo.
Depois de uma parada, devido a mudanças na banda e ao tratamento contra o álcool no volcalista, em 2003, a banda traz o baixista Robert Trujillo (Suicidal Tendencies e Ozzy Osbourne). A banda lança o "St. Anger", um disco mais cru, com peso e agressividade, mas sem ser tão inovador quanto os trabalhos do início dos anos 80. A banda perdeu créditos com os fãs ao acionar judicialmente o Napster, tirando-o do “ar”.
Queensrÿche
O Queensrÿche surgiu em Seattle, no ano de 1981. Chris DeGarmo e Michael Wilton (guitarristas), a Scott Rockenfield (baterista) e Eddie Jackson (baixista) formaram a base daquele que seria o Queensrÿche, com a entrada de Geoff Tate nos vocais. Com um timbre bastante agudo, Tate mudou o cenário do metal ao trazer conceitos de ópera para as canções.
Depois de alguns álbuns, várias excursões e uma legião crescente de fãs, em 1988 a banda cria a sua “Mona Lisa”, o disco "Operation: Mindcrime" (1988), produzido por Peter Collins. O álbum é um trabalho conceitual, como um roteiro de um filme, com cada música representando uma parte de um todo.
O disco conta uma estória sobre um tal Dr. X, que utiliza das drogas, da mídia, da política, do amor e do sexo para concretizar uma trama de assassinatos que o levariam ao poder.
O disco conta com passagens interessantíssimas, onde personagens fazem parte de um “cenário” musical: um âncora de TV, um padre, uma feira (interpretada pela loura Pamela Moore), uma enfermeira. Detalhes do enredo são contados (e não cantados). O disco é um sucesso de vendas, tido pelos fãs da banda como o melhor trabalho deles.
Detalhe interessante é a participação de Pamela com Tate em contrastes vocais. Ambos, donos de vozes agudíssimas, fazem arranjos vocais bem bacanas ao “interpretarem” as “cenas” das músicas do ‘Operação Mente Criminosa’.
Em 1991 a banda lançou o disco Empire e fez uma apresentação no Rock in Rio 2. Depois de mudanças na formação, o Queensrÿche voltou com outros trabalhos, mas sempre na sobre do Operation, o maior sucesso dos caras de Seattle, que em 04 de abril de 2006 lançaram o “Operation: Mindcrime 2”, um disco conceitual, sobre o fim da trama iniciada em 88.
Sucidal Tendencies
O Suicidal Tendencies surgiu no bairro de Venice, Los Angeles, formado por quatro jovens oriundos das colônias latinas. Mike Muir, vocalista e líder do grupo, chamou a atenção de sua banda ao misturar elementos das culturas latina e negra, fazendo enorme sucesso com os punks e os skatistas.
Desde cedo, o ST levava a alcunha de banda problemática, pois misturava elementos das gangues (v. “Colours, as Cores da Violência”, filme sobre os ‘clips’ e os ‘bloods’, grupos rivais no cenário norte-americano), que brigavam nos shows do Suicidal.
Perseguidos pela polícia, o ST lançou seu álbum de estréia em 1983, ganhando mais um adversário, o PMRC (Parental Music Resource Center), a censura americana às músicas tidas como hostis, pornográficas e/ou violentas. Uma das camisetas da banda, uma “smile face” com um tiro na testa e a inscrição “Seja um terrorista feliz” causou impacto entre os fãs da banda, que adoravam o humor cáustico e ferino de Muir & Cia.
A banda crescia em número de fãs e em perseguições. A justiça proibiu a realização de shows dos cycos do Suicidal Tendencies por cinco anos, mas a pena foi revertida para dois, depois da intervenção da gravadora.
Pouco depois, os suicidals lançaram o álbum “Join the Army”, um álbum bacana, com misturas de estilos que originou uma música interessante, que chamou a atenção também para outras bandas, como o Anthrax, cujo guitarrista Scott Ian tocou em alguns shows, em jams sessions interessantes, que ajudaram a quebrar paradigmas no cenário punk e metal (dali começaram a surgir a ‘união de forças’ entre os estilos, como um dia foi cantado pelo SOD).
Do disco, a música “Possessed to Skate” virou sucesso. Outra boa pedida é “Join the Army”, com seus vocais de apoio marcantes. Nesta fase, a banda troca de guitarrista, entrando Mike Clark, dono de riffs interessantes, que trouxeram uma atmosfera mais heavy metal para a banda.
Dono de um humor para poucos amigos, o gigantesco Muir (na capa do disco, com a bandana), fazia coreografias dignas de um orangotango, utilizando-se dos sinais característicos das gangues, algo rotineiro agora entre as organizadas de futebol. Muir, introspectivo, idealizou o terceiro disco, o “How I Will Laugh Tomorrow when I can't Smile Today?”, um disco marcante na história da banda, que ganhou adeptos em vários estilos musicais relacionados.
Em 1990, a banda participou do ‘Clash of the Titans’, com Testament, Slayer e Megadeth. Muir, para variar, não deu muita trela às boas maneiras e ao apelo comercial não posando para a foto oficial do festival. Além de pegar ‘briga’ com Dave Mustaine, do Megadeth, que afirmou à imprensa que o ST não deveria estar participando daquela turnê, o ‘Clash’ aconteceu também envolvendo integrantes do Slayer e do Megadeth.
The Mission UK
A banda surgiu de uma dissidência do Sisters of Mercy, quando Hussey, o guitarrista, e Eldritch, o vocalista se desentenderam. Assim, no final de 1985, a dupla Wayne Hussey e Craig Adam criou o Mission, também chamado de Mission UK (devido ao fato de existir uma banda americana de R&B também chamada Mission), com Hussey assumindo os vocais.
No início de 1986 fizeram a primeira turnê européia, tocando com o The Cult, numa turnê que teve um episódio curioso: em uma das apresentações Ian Astbury e Billy Duffy, do Cult, subiram ao palco para tocar com o Mission em uma espécie de jam session, e algumas pessoas garantem que Andrew Eldritch (do Sisters of Mercy) estava lá na platéia assistindo tudo. Tema tão curioso quanto improvável, mas é o que diz a lenda.
Em setembro lançam “God's Own Medicine” (se referindo à morfina), seu primeiro álbum que traz os clássicos "Stay With Me", "Wasteland" e “Severina”, que chegou a tocar bastante nas rádios do circuito comercial. O disco é uma mistura entre um hard rock e heavy metal com um pop-rock gótico dos anos 80.
Em 1988 saiu o disco “Children”, produzido por John Paul Jones (Led Zeppelin). "Tower Of Strength” é o carro chefe do trabalho, que ainda conta com um cover de “Dream On” do Aerosmith, que chegou a ser tocado em alguns shows, mas não agradou a platéia, o que fez a banda a abandonar a idéia. Por sua vez, uma clássica versão de "Wild Flower", do the Cult apareceu em alguns shows do Mission UK e circulam pelos programas de troca de arquivos musicais.
Nos anos 2000, a banda fez apresentações no Brasil e na Argentina.
The Sisters of Mercy
O Sisters of Mercy é tido como um dos precursores da música gótica na Inglaterra. Criado em 1980, surgiu com apenas dois integrantes: o guitarrista Gary Marx e o baterista Andrew Eldritch, dono de uma voz bastante grave, assumiu os vocais e colocou uma bateria eletrônica em seu lugar (que ele chamava de Doctor Avalanche). Depois entraram Ben Gunn na guitarra e Craig Adams no baixo (que depois iria formar o Mission UK e tocar no The Cult).
Em 81, lançaram suas primeiras músicas e ainda alguns covers de Rolling Stones, Dolly Parton e Hot Chocolate. Em turnê pela Europa e Estados Unidos a banda sofre uma mudança, com a entrada do guitarrista Wayne Hussey (que depois iria formar o Mission UK).
O primeiro disco foi “First and Last and Always”, um marco da música gótica, considerado o melhor trabalho do grupo nesta fase. Dois anos depois, a banda volta às paradas com o single “This Corrosion”, que seria um aperitivo para o próximo disco, o “Floodland”, com experimentações de Eldritch no teclado.
Em 1988, vieram os singles “Dominion” e “Lucretia My Reflection” e mudanças na banda. Logo saiu mais um disco, o “Vision Thing”, que caracterizou uma grande mudança musical no Sisters, que se tornou uma banda mais hard, com destaque para a poderosa “More” - e o seu poderoso refrão de "E eu preciso de todo amor que você puder me dar, e eu preciso de mais!" -, que contava com a presença da bela voz da israelense Ofra Hazza, cantora que viria a falecer anos depois, ainda jovem. A banda fez apresentações no Brasil, em 1990, com destaque para o sempre soturno Eldritch, sisudo, de poucas palavras, sempre de preto e de óculos escuros nos shows.
The Cult
A banda nasceu nos primórdios da década de 70, quando o vocalista Ian Astbury decidiu montar uma banda. Surgia o Southern Death Cult, um grupo punk influenciado pela música e o visual dos anos 60. Com a entrada do guitarrista Billy Duffy (do Theatre of Hate), a banda passa a se chamar Death Cult e logo depois, The Cult. Completavam a formação inicial o baixista Jamie Stewart e o baterista Nigel Preston.
O álbum de estréia "Dreamtime" (de 1984), eclético para a época, fez com que a banda fosse classificada assim por algumas revistas americanas: "muito gótico para o público em geral, muito heavy para os góticos e muito progressivo para os punks".
Em 1985, ainda em Londres, a banda lança o disco "Love", cujo nome era uma grande provocação ao cenário gótico que assolava o Reino Unido, com bandas como Sisters, Cure, Bauhaus. A característica básica do disco, com ares de pueril em suas composições, são as guitarras com efeitos de pedal Phaser. Do disco surge a música mais tocada em todos os shows da banda, a 'She Sells Sanctuary'.
Em 86, ainda na Inglaterra, a dupla Astbury e Duffy, base do grupo, trabalham em “Peace”, que tem um clima adolescente, mas que não agradou aos músicos, que resolvem ir para os Estados Unidos, onde o produtor Rick Rubin, que trabalhara com Slayer e Danzig, mudou radicalmente o conceito do álbum. “Peace” passou a se chamar “Eletric”, com nítidas influência de AC/DC, Stones e Zepellin. Mais pesado, o disco foi rotulado como "Hard Blues Rock". As gravações, feitas em Nova Iorque, deixaram marcas na banda: convívio com a máfia e os Hells’Angels, que estava nas proximidades, bagunças com o pessoal do Slayer e o namoro de Astbury com a modelo e produtora de moda, Renée Beach, que aparece nos vídeos “Edie – Ciao Baby” e “She Sells Sanctuary” (Versão 1993).
A banda cruza os EUA, já com uma mudança, a entrada d Matt Sorum na bateria e vão morar em Los Angeles. “Sonic Temple” aparece em 89 (as gravações são feitas no Canadá), disco que fez a banda alcançar um sucesso estrondoso pelos EUA, com “Fire Woman”, “Sunk King” e “Sweet Soul Sister”, além da balada “Edie (Ciao Baby)”, uma homenagem à modelo Edie Sedgwick, ícone do movimento Pop Art dos anos 60, ex-namorada da Andy Warhol e Iggie Pop.
O disco traz outro conceito musical à banda, nitidamente hard rock agora, com um apelo variando entre o sexy e o espiritual nas letras (Astbury destaca a cultura indígena nas letras), uma variação que nitidamente interessava ao vocalista.
Em 91, lançam “Ceremony”, um disco com influências do guitarrista Duffy. A banda acaba, devido a problemas do vocalista com o álcool e as drogas. O último show é feito no Brasil, em São Paulo.
A banda resurge em 94, com o disco “The Cult”, uma composição marcada pela influência do vocalista Astbury, com composições mais espirituais, falando sobre amigos que morreram cedo (como o ator River Phenix) e uma homenagem à então esposa, Heather, que aparece no vídeo “Star”. A banda volta às turnês, mas encerra as aparições também no Brasil, em 95.
A banda volta em 2000, trazendo o hit “Painted on My Heart” (trilha sonora de “60 Seconds”, com a belíssima Angelina Jolie e Nicolas Cage no elenco), que tinha alguns palavrões adicionados às aparições ao vivo na turnê Sul-Americana e o disco Beyond Good and Evil, com destaque para “Rise”, um disco poderoso, cru, bem rock. Eles voltam a tocar no Brasil, inclusive em Curitiba, repetindo o feito em 2006, depois de nova parada e de Astbury fazer algumas turnês no novo Doors, o Doors do século XXI.
Whitesnake
Saindo do Deep Purple, em 1976, o vocalista David Coverdale resolveu fazer uma banda e surgiu o David Coverdale's Whitesnake. Um ano depois, saia Northwinds, que contou com a participação de um outro grande vocalista, Ronnie James Dio, nos 'backing vocals'.
A banda fazia uma mistura de hard rock com letras versando sobre o amor e os relacionamentos entre homem e mulher. Várias mudanças, e em 85 a banda toca no Rock in Rio, com clássicos como “Loving ain’t no Stranger”, “Guilty of Love” e “Crying in the Rain”.
Em 89, um disco clássico da banda, com a entrada do genial Steve Vai na guitarra (aquele que aos 17 tocava com Zappa e interpretou o demônio em “Crossroads”, onde teve que fingir tocar errado). Disco com belíssimas composições, como “The Deeper The Love”, “Fool For Your Loving” (revisada, a versão fica muito superior à original), “Silent Ships”, o "Slip of the Tongue" traz uma nova dimensão para o estrelado do Whitesnake. O disco tem arranjos equilibrados, com destaque ao virtuosismo de Vai, que literalmente, dá mais uma aula de técnica musical.
A mistura entre a voz de Covardale e o virtuosismo de Vai rende um disco incrível, com o guitarrista, bem à vontade, parecendo brincar de fazer música nos vídeos.
A banda voltou a tocar no Brasil, numa promoção da 89 Rock, rádio paulistana. Vai deixa o grupo e Vanderbeg, outro guitarrista, continua o legado com Covardale. A união gerou um disco acústico, no Japão, com vários clássicos de várias épocas.
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Isso não é música!!!
É um Hino! E sabe por quê? Porque Dr.X é Rock!
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