
DR. X MUSIC
Nos bastidores do COXAnautas, existe uma regra entre os editores que é a de sempre citar a fonte, coisa que nem mesmo alguns jornalistas fazem. Como hoje é dia 1º de abril, aí vai uma matéria básica sobre quem copia. Mas quem copia e copia direito. Pois pior que copiar e não citar a fonte, é fazer isto e ainda copiar errado.
Vamos a algumas versões de músicas que circulam pelo universo do You Tube:
Steppenwolf, uma banda canadense, criou “Born to Be Wild” em 1968. A temática da música acabou transformando-a num hit entre motociclistas de todo mundo, a lá 'Easy Rider'.
Em 87, os ingleses do the Cult, lançaram a música em seu CD “Eletric”, que originalmente se chamaria “Peace” e teria uma temática similar a do disco anterior, o “Love”, e que acabou sendo transformado para um disco realmente elétrico.
Em “Eletric”, o the Cult traz à tona a inspiração dos covers. “Born to Be Wild” é o único cover da discografia da banda.
De Londres, o Cult seguiu para Nova Iorque, onde mudaram conceitualmente o formato da banda. Depois da fase positive-punk, onde rebatiam a cultura gótica que imperava no Reino Unido, Astbury conheceu Renée Beach, que se tornou a estilista da banda. O Cult mudou o conceito, deixou o cabelo crescer e se tornou uma banda de Hard Rock.
As influências de Renée sob Ian ficaram claras no disco "Sonic Temple", o maior sucesso em vendas da banda em quase 30 anos de carreira. No disco, as referências às mulheres são marcantes nas músicas “Fire Woman”, “Sweet Soul Sister” e “Edie - Ciao Baby”, que conta com a participação especial da belíssima Renée Beach, já namorada de Astbury, que interpreta a modelo Edie Sedgwick, ícone do movimento da Pop Art, falecida em 1971.
Em 94, a então esposa de Astbury, Heater, aparece noutro vídeo da banda, Star. Mas esta é outra história, para outro dia...
Em 89, a banda fez uma apresentação na TV norte-americana com as músicas “Born to Be Wild” e “Sun King”. O vocalista Ian Astbury é conhecido por mudar as letras das músicas quando está em cena e na apresentação na TV não foi diferente, com direito ao ‘bônus’ dos já tradicionais palavrões e os jogos de cena para as mulheres da audiência, fato reverenciado em alguns dos clips da banda.
Slayer - Born to Be wild
Quem também fez uma versão de “Born to Be Wild” é a banda Slayer. Tom Araya, vocalista da banda, é tido por muitos como o dono do timbre mais agressivo no cenário musical. Quem já ouviu “Necrophobic”, do disco “Reign in Blood”, de 1986, sabe bem do que estou falando.
O Slayer é um dos ícones daquele que era Speed e passou para Thrash Metal. Com uma combinação inusitada de influências, de Bach a Motorhead, os norte-americanos possuem uma banda coesa e que gosta de brincar com as rádios dos EUA, lançando versões cover como "Inagaddadavida", do Iron Butterfly.
Quem não conhece a música “Necrophobic” pode ter uma idéia do que se trata ao ouvir Araya cantando o refrão
“Like a true nature's child
We were born, born to be wild
We can climb so high
I never want to die
Born to Be wild
Born to Be wild”
Numa apresentação, também para a TV dos EUA, Slayer literalmente faz de “Born to Be Wild” uma concepção de "heavy metal thunder" a Lá Godzila.
Outras bandas que fizeram versões para este clássico são o INXS e o papa Ozzy Osbourne, que contou com a participação especial da Miss Piggy, do Muppetes Show. É isto mesmo, o Ozzy é meio maluco. Tão maluco que o remix de "Crazy Train" dele conta com a participação da Madonna.
Beatallica - Hey Dude
Beatallica é uma banda de uns malucos, que fazem músicas clonadas do Metallica e do Beatles. Isto mesmo, parece maluquice mas é verdade! Eles misturam letras e melodias, fazem paródias sacanas das músicas das duas mega-bandas.
Os caras são impagáveis, não parecem estar nem aí com nada, mas não vacilam com o Metallica, famoso pelo caso criado contra o Napster: não gravam discos, disponibilizam as músicas por MP³ e fazem shows para arranjar uma grana.
Dread Zeppelin - Immigrant Song
O Dread Zeppelin é outra banda maluca, mas bem bacana. São engraçados, impagáveis até. O vocalista é um clone do Elvis, da época em que o Elvis estava gordo, bem gordo, mas bem gordo mesmo. Os demais integrantes são uns malucos que tocam reggae. Mas um detalhe: eles tocam as músicas do Led Zeppelin!
Dream Theater & Queensrÿche - Comfortably Numb
A versão ao vivo da música do Pink Floyd ficou bacana no arranjo das bandas Dream Theater & Queensrÿche. Clássico do rock progressivo, "Comfortably Numb" ficou encorpoda.
Os vocalistas das duas bandas capricham na interpretação. Como sempre, Geoff Tate, do Queensrÿche, detona com seu timbre soprano, uma das vozes mais agudas do cenário do Heavy Metal de todos os tempos.
Korn - One
A versão da balada do Metallica, a primeira banda de Thrash Metal a ter bala na agulha em enfrentar de frente os fãs com baladas ("Fade do Black", a primeira delas, virou ícone de uma geração, após a trágica morte do baixista Cliff Burton), apareceu no MTV Icon da TV norte-americana.
Os caras do KoRn fazem uma versão interessante de "One", música que trata sobre a tragédia das minas terrestres. Durante a apresentação, atrás do palco aparecem cenas do filme "Jonhy vai à guerra", no qual um soldado é vitimado por uma mina terrestre e fica destroçado, mas vivo, no hospital.
A MTV pegou algumas boas sacadas na edição de imagens, como as analogias entre os pedais duplicados da música com o acompanhamento de Lars Ulrich, baterista do Metallica, e do Rob Trujillo, baixista (ex-Suicidal Tendencies) com o baixista do Korn em cena.
Megadeth - Anarchy in the UK
Dave Mustaine, vocalista do Megadeth, não tem um timbre legal, não canta bem, mas tem uma performace carismática. É como se fosse um Ozzy do Thrash Metal.
Em 91, assisti a banda no Rock in Rio 2, e eles fizeram um baita show. A potência sonora dos dois bumbos da bateria era incrível. Mustaine apresentou a banda e não se apresentou. Nem precisava, a platéia fez isto por ele.
Limp Bizkit - Welcome Home (Sanitarium)
A banda participou do tributo ao Metallica no MTV Icon da TV dos EUA. Os backing vocals do refrão 'Leave me Be, Sanitarium, just leave me alone' não contaram com os tradicionais 'Just Give me Fucking Alone!' que Heatfield tanto gosta.
Mas na versão do Icon MTV, a platéia participa, com uma métrica diferente no refrão tão tradicional feito pelo pessoal do Limp Bizkit.
Se por um lado a platéia vai junto, o pessoal do KoRn fica bem sentadinho... Acho que eles não tem tanta coisa em comum com os caras do Limp Bizkit...
Disturbed - Shout (version 2)
A música do Tears for Fears foi, digamos, reinventada pelo pessoal da banda Disturbed (apesar do JR aí que postou no You Tube citar Limp Bizkit, Korn, Metallica, Cypress Hill e até, pasmem, Eminen!).
A versão ficou algo como um Frankenstein freak. Literalmente, muito diferente do original. A melodia da versão dos Tears sofreu uma avalanche sonora neste remix. Disturbed transforma "Shout" num petardo sonoro.
Dio & Malmsteen - Dream on
Dois dos mais temperamentais músicos do cenário do Heavy Metal fizeram dupla para reinventar o hit do Aerosmith, originalmente gravado no início da década de 70 e que levou a banda ao estrelato.
O vocalista Dio e o guitarrista Malmsteen são famosos por seus temperamentos egocêntricos e de difícil convivência. A versão ficou interessantíssima com o arranjo mais clássico nas guitarras, tendência que acompanha Malmsteen, e os vocais mais graves e potentes de Dio.
Pena que o autor do vídeo aí, errou o tempo entre a música e a imagem. Dio parece cantando com delay... Coisa de JR.
Whitesnake - Fool for your Loving
É um cover feito pela própria banda criadora da música. No princípio do Whitesnake, Covardele cantou a versão original numa escala tonal mais baixa. Quando Steve Vai entrou na banda, em 89, Covardele resolveu regravar a música. E acertou em cheio! A versão dois, mais alta, ficou bem, mas bem melhor que a original.
O vídeo vale pelas brincadeiras de Vai com a guitarra. Bem humorado, Vai brinca com sua própria genialidade, de quem aos 17, tocava com Frank Zappa. Vale também pela carinha de mocinho triste de Covardale, como se a escultural loura do vídeo fosse apenas coisa da imaginação dele. Aliás, é a mesma loura de Deeper the Love... Bom, ela deve ter alguns bons motivos para aparecer tanto assim...
Soa mais falso do que uma nota de duzentos reais Coverdale fazendo jogo de cena por ao dizer que não será mais um idiota do amor...
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)