
POR ONDE ANDA?
Por Daniel Gouveia - COXAnautas.
Imortalizado por um gol e sua comemoração marcante no AtleTiba decisivo de 2004, Tuta chegou ao Coritiba no início da temporada daquele ano.
O Coritiba disputava a Taça Libertadores da América e Tuta foi contratado para ser o centroavante daquele time junto do futebol japonês. Problemas com a documentação e o atraso na contratação acabou em trapalhada: a papelada do atacante não chegou a tempo.
Isso fez com que o jogador ficasse de fora da lista de 25 jogadores do Cori, dando chance a jogadores como Bruno Batata, André Nunes e Josafá de disputar o torneio mais importante das Américas. Tuta apenas poderia jogar no Coritiba na Libertadores caso o Verdão avançasse para a fase seguinte, coisa que não aconteceu.
Junto com Luis Mário e Aristizábal, formou o “ataque dos sonhos” definido por Antônio Lopes, mas que tiveram poucas chances de atuar juntos. Nas seis partidas que as três estrelas do Cori atuaram juntos foram três vitórias e três empates com seis gols marcados pelos atacantes (três de Tuta, dois de Luís Mário e um de Aristizábal).
O jogo mais marcante desse trio com certeza foi a finalíssima do Campeonato Paranaense de 2004. Depois de vencer o primeiro jogo por 2x1 e quebrar a vantagem de dois empates do Atlético (sem Tuta que estava suspenso) o Coritiba foi à Baixada podendo até empatar para sair com o título. Num jogo muito movimentado o placar favorável ao time da casa de 3x2, ainda da primeira etapa, se arrastava pelo segundo tempo.
Até que aos 31 minutos do segundo tempo a história se altera. Em escanteio pelo lado direito do ataque, o lateral-esquerdo Ricardinho, que havia entrado no lugar do selecionável Adriano, coloca a bola na primeira trave do gol atleticano. Tuta, que estava posicionado no segundo pau se desloca, antecipando-se aos zagueiros rubro-negros para estufar as redes do goleiro Diego.
Na comemoração um gesto que ficaria imortalizado na mente de todo torcedor alvi-verde. Tuta dirige-se em direção à principal torcida organizada do Atlético-PR, faz o gesto característico de silêncio cruzando todo o setor Buenos Aires da Arena da Baixada.
A torcida Coxa vai ao delírio e continua a fazer ecoar os gritos de Coxa no estádio Joaquim Américo até o árbitro de comportamento estranho Marcos Tadeu Mafra apitar o fim da partida. Festa da torcida e de Tuta, que já tinha vestido a camisa atleticana em 1998, mas assim como vários outros ex-jogadores do time do Água Verde, mostra rancor e desprezo de sua antiga camisa.
Durante o Brasileiro a passagem do atacante foi igual a do time: morna. Na chamada zona do agrião, o Coritiba não empolgou em nenhum momento, assim como o atacante. Selou sua saída quando foi criticado publicamente pelo então presidente do clube, Giovani Gionédis, após perder um pênalti contra o Vasco e ter saído rindo da cobrança.
No fim do ano saiu do Coritiba e assinou com o Fluminense. No clube carioca ficou por duas temporadas e foi campeão carioca de 2005. Sua última passagem de destaque no futebol nacional foi pelo Grêmio em 2007, onde disputou a Libertadores, chegou a final, mas saiu derrotado para o Boca Juniors da Argentina.
Depois do Grêmio, ele rodou por São Caetano, Figueirense e Náutico, onde terminou a temporada passada rebaixado para a Série B. No fim do contrato deixou a equipe pernambucana e atualmente, aos 36 anos, veste a camisa do Resende do Rio de Janeiro, equipe que disputa triangular contra o rebaixamento no Rio de Janeiro.
Ficha técnica:
Moacir Bastos (TUTA)
Data de Nascimento: 20/06/1974
Cidade: Palmital - SP
Clube posterior ao Coritiba: Fluminense - RJ
Títulos no Coritiba: Campeonato Paranaense 2004
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)