
DIVERGÊNCIA
Uma situação inusitada chamou a atenção de quem esteve no Couto Pereira na tarde de domingo, 27, para assistir à vitória Coxa-Branca por 2x0 sobre o Náutico, que deixou o Verdão cinco pontos acima da temida zona de rebaixamento.
Com um belo início de partida, inclusive marcado por uma espetacular assistência ao centroavante Rômulo, que abriu o placar, o meia-atacante Marcelinho Paraíba teve uma queda de rendimento durante o jogo, culminando na perda de uma penalidade máxima sofrida por Leandro Donizete, que fez linda jogada individual e foi derrubado na área.
Após mandar pra fora a cobrança, o capitão coritibano ouviu algumas vaias esparsas que surgiram e se repetiram em algumas das vezes em que pegou na bola dali em diante. O craque se incomodou com os apupos e tratou de se desdobrar em campo, marcando dois gols - um de falta, não validado após acertar a trave, quicar dentro e sair.
O que valeu - completando cruzamento perfeito de Thiago Gentil - foi motivo para um duplo desabafo: um dentro de campo, por parte do camisa 9, artilheiro do time e vice-artilheiro do Brasileirão, com 12 gols marcados - mais que um terço dos 34 assinalados pelo Coxa - e outro nas arquibancadas e cadeiras do Couto Pereira, inclusive com um princípio de confusão nas sociais superiores, onde muitos torcedores criticaram e xingaram alguns dos que haviam vaiado o capitão alviverde.
A reação de apoio ao artilheiro que surgiu da maior parte da torcida foi, inclusive, alvo de comentário por parte do treinador Ney Franco na coletiva à imprensa, merecendo seus elogios. “O Marcelinho vem sendo determinante a nosso favor e mantém uma média de boas atuações. Temos que ter paciência porque ele se entrega o tempo todo e é muito legal ver a torcida incentivando e apoiando o atleta. Ele tem personalidade, técnica e tática. Nos ajudou muito no jogo e está sujeito a perder pênalti. Ele tem um aproveitamento muito alto e o que vale são os três pontos conquistados”, sentenciou.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)