
VERGONHA
As imagens da televisão não mostraram e os jornais não publicaram notícia alguma sobre o assunto, mas os torcedores do Coritiba que foram até Ponta Grossa para acompanhar o Verdão em busca da sexta vitória consecutiva acabaram sendo alvos de violência por parte da torcida adversária.
Próximo ao final do primeiro tempo, alguns torcedores do Fantasma foram até o alambrado que separava as duas torcidas, onde não mais que cinco policiais de cada lado faziam a segurança. Os simpatizantes do clube local passaram a provocar ostensivamente a torcida alviverde, até a confusão ser instaurada no intervalo da partida.
Alguns torcedores do Operário começaram a atirar pedras em direção aos torcedores coritibanos, que tiveram de procurar um local seguro para se protegerem da chuva de pedras que caía sobre eles. É bom frisar que se trata de uma pequena parcela de torcedores que protagonizaram as cenas lamentáveis, sem que em momento algum se possa generalizar a situação.
Como forma de protesto pela violência exacerbada, os torcedores alviverdes começaram a cantar “Vergonha, Vergonha”, direcionando os gritos à torcida adversária e também à polícia militar, que, segundo relatos, nada fez para conter a onda de violência.
“A primeira barbaridade é que quando chegamos não havia sinalização nenhuma para onde deveríamos ir e acabamos tendo que passar por mais de uma vez pelo meio da torcida do Operário, correndo riscos desnecessários e sendo hostilizados”, lembra o colaborador do Coxanautas Gilmar Pinto, que esteve em Ponta Grossa e registrou alguns dos problemas no estádio Germano Krüger.
De acordo com Gilmar, os problemas começaram logo na chegada, onde apenas um pequeno guichê e uma minúscula entrada para a torcida Coxa-Branca foram disponibilizados. Do lado alviverde, até o cachecol do Coritiba de Gilmar foi retido pelo segurança do time dos Campos Gerais. Sem a devida identificação, o adereço acabou sumindo.
“Ao entrar no estádio nossa torcida passou perigosamente atrás da torcida do Operário, sendo hostilizada e recebendo cusparadas. Sorte que ninguém viu e ninguém quis jogar pedras que haviam aos montes”, completou Gilmar.
Nos banheiros utilizados, falta de água, fios de eletricidade soltos, lâmpadas queimadas, sem contar que não havia a menor condição de higiene e limpeza. Mas o momento de maior tensão acabou sendo mesmo a chuva de pedras. “No intervalo, pedras enormes foram jogadas pela torcida do Operário. Este foi o momento mais tenso, pois haviam crianças. Chegou a um ponto que comecei a gritar: parem de jogar, parem de jogar”, relembrou.
As agressões voltaram a ocorrer na saída do ônibus da torcida, que também foi apedrejado. O torcedor ainda questiona a isonomia com relação as vistorias nos estádios. "O pior é saber que enquanto somos obrigados a ir a um estádio como este, o nosso está interditado, e a Federação Paranaense de Futebol não faz coisa alguma para agilizar a liberação”.
A torcida Alviverde agora quer saber quais serão as medidas administrativas adotadas pelos órgãos competentes, e qual será a postura da direção do clube para a defesa da integridade física dos seus torcedores.
Confira no início da matéria a sequência de fotos registradas por Gilmar clicando em 'próxima foto' e 'foto anterior' para avançar e retroceder.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)