2017 com a cara de sempre!
Na média, prefiro avaliar no todo, o conjunto da obra de um departamento de futebol, de uma diretoria responsável pela montagem de um elenco.
Falar das saídas e prováveis chegadas, ainda me dá nos nervos. Porque na média ainda não saímos do que sempre fomos, ou pelo menos somos há uns cinco anos. Os que anunciam saídas, não vão fazer falta. Os que podem chegar, são ilustres desconhecidos. Uns até muito suspeitos. Como um artilheiro com 3 gols, numa segunda divisão do futebol colombiano, com um nome bem estranho, por sinal.
Assim, parece mesmo que nossos problemas se repetem, dia-a-dia, como no filme da marmota. Um 2017 nada promissor nos espera, com mais ou menos 300 dias de novas angústias e sofrimentos, recheados de lamentações, esquentando no final do ano quando teremos eleições. Neste período vão nos encher mais uma vez com esta conversa chata de estádio novo.
Sem bola de cristal esta é a previsão do Pai Brandão, preto velho das arquibancadas do Couto, já cansado dos mesmos e eternos anos que afundam cada vez mais o nosso velho e amado Coritiba.
Quase largando os bets, fico aqui arrumando motivos e razões para continuar numa história que só tem desilusão e lamentação. Sentado debaixo de um enorme limoeiro, azedando a vida. Fazer o quê, se gosto de futebol e amo este clube?
Quem sabe me vacinar e tentar curtir só o lado bom? Mas cadê ele, o lado bom que só tem lado ruim? Então fico, porque gosto de futebol? Sim, porque amor acaba em algum momento quando não há reciprocidade.
Me sinto como os eleitores desta turma que elegeu um governo para comandar o pais, acreditando numa virada de jogo, mas que não houve e nem vai haver. Pelo contrário, a história só se agravou. Tudo bem que há um contexto maior, há uma discussão mais ampla que precisa ser levada em conta, mas a farinha acabou no mesmo saco. Se não estava, acabou ficando e se misturou. Agora é difícil separar o joio do trigo.
Não apoiei esta turma, mas sim, aqui fui de Bacellar, mas não precisei de muitos dias para retirar o apoio. Tarde, eu sei. Apoio que não passou de apenas achar que ele e sua chapa seriam melhores do que foi Vilsão. Não foi. E tenho a humildade para reconhecer que com Vilsão acho que a coisa seria menos ruim. Apenas palpite. Afinal, foram os eleitores que assim decidiram. Não votei nem em Bacellar e nem em Vilsão, mas teria votado em Bacellar se tivesse o direto do voto.
Errar é humano? Sim, mas é burrice persistir nele por algumas vezes.
Proposta de reflexão para agora: Se você quer mudar o Coritiba para os anos seguintes, é bom começar a olhar para esta questão desde já. As eleições são no final do ano que vem. Será dali de dentro que vai sair o futuro presidente do clube. Entre os mesmos de sempre, que se revezam no comando e que às vezes lançam um nome novo para disfarçar a chapa. Ou quem sabe, com um pouco de sorte, surge um salvador da pátria.
Já erramos muito até aqui. Mais uma vez será burrice.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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