Três Pelés
Merecedor de todas as homenagens, todas as manifestações são carinhosas, algumas reveladoras, mas quase todas contam quase a mesma história: a genialidade de Pelé para uma época de um futebol romântico, bem distante do que vimos nos campos hoje.
Eleger Pelé como rei do futebol, sempre me pareceu bastante óbvio, mesmo que você não concorde com isso. Julgo perda de tempo comparar Pelé e sua época, com que o resto do mundo do futebol produziu até aqui. Pelé foi o maior e ponto. Jogador completo, com todos os fundamentos e dono de um talento impressionante. O resto, Ronaldinho Gaúcho, Ronaldão, Maradona e Cristiano Ronaldo, sem passar por Messi e Neimar e outros menos importantes, vivem em outro mundo do futebol.
Vi tudo isso de Pelé a Neimar e não perderia meu tempo com classificações ou comparações. O futebol do tempo de Pelé para o futebol moderno, são quase duas modalidades diferentes: Futebol foi o que Pelé jogou. Hoje o que ainda chamam de futebol, deveria ser chamado de outra coisa. Não que um é mais importante que o outro. Apenas são diferentes. Nem mais e nem menos importante, só precisa de outra denominação.
Quem sabe, lendo Armando Nogueira e Nelson Rodrigues, você entenda melhor o que quero dizer.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
Ver comentários (8)
