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Arquibancada
ArquibancadaSergio Brandão

Acima de tudo... a democracia!

Socialistas, progressistas, comunistas ou tantos outros “ istas” que usam por aí, não me dizem absolutamente quase nada.

Fernando Henrique Cardoso foi exilado como Serra, Brizola e outros tantos inimigos de Lula que, por sua vez são adversários na história recente do país. Vai entender, não é? Mas é preciso entender, sim... para não sair por aí dizendo bobagens e ser visto como um desinformado.

Somos um país sem ideologia. Aliás, muitos nem sabem o que é ideologia.

Começa por Bolsonaro que diz que seu governo “começa a limpeza de um país socialista” - isso é uma grande idiotice. Uma conversa populista que confirma o que sempre pensei a respeito dele e que com isso faz a mesma política que diz combater.

Sou socialista, se preciso escolher um destes nomes que classificam nossas preferências. É no socialismo que julgo estar a justiça. Mas também foi nele onde aprendi que nunca fomos socialistas e nem seremos tão cedo. Como também sei que nunca seremos progressistas e nunca um país comunista. Somos um país refém de uma política sem partido, sem ideologia, feito de interesses pessoais, com raríssimas exceções.

Se te interessa saber, se me dessem dois lados, para escolher, seria antes um comunista do que um progressista bolsonariano. O comunismo é pelo menos mais humano. Mas a desinformação ainda é tanta que falam de comunismo como se fosse um xingamento, uma ofensa. Aqui é palavrão.

Fui filiado e fundador do PT no Paraná e ainda defendo as mesmas convicções que empunhei no final dos anos 70, começo dos anos 80. Pena, nada daquilo vingou. O PT errou, também roubou como todos os outros anteriores, propondo o mesmo jogo, só para chegar ao poder.

Não acredito na inocência de Lula, não gosto de Gleisi Hofmann, não votei em Dilma. Sou socialista, que também não é Serra, nem FHC, Aécio e todos estes “mitos” da política nacional.

Faço parte do grande grupo de 45% de brasileiros que não votou em Bolsonaro. Não faço da política uma arquibancada de futebol. Não tenho torcida na política, se é que preciso ser ainda mais claro.

Na política não há vencedores, há maioria. E como não me envolvo passionalmente, não tenho nenhum problema de lidar com as derrotas.

Continuo com minhas convicções, até que alguém me convença do contrário. Mas se vier, que venha com argumentos.

À torcida Coxa que ataca Samir misturando futebol com ideologia política, considero um grave erro. Ser contra Samir por conta de sua errada administração no comando do clube, concordo e também apoio. Chamar Samir de comunista é errado. Samir é socialista, se te interessa saber. Se na verdade ainda é filiado ao PSOL, como ele mesmo anunciou há um ano.

Por que tudo isso? Uma satisfação aos meus amigos aqui do site COXAnautas, que me cobram uma posição sobre o tema. Aos que não contentes em me cobrar por aqui, agora me escrevem longos e-mails cobrando uma posição política. Para não responder isoladamente, aqui está minha posição clara e limpa.

Aos que dizem que aqui não é lugar de debate político, acho que não é bem assim. É preciso discutir política partidária para nos tornarmos um país mais e melhor politizado, para não sair por aí dizendo bobagens.

Desde que o debate seja civilizado, não vejo porque não debater em momentos como o de agora , por exemplo.

Amigos Andre A , J. Mario e outros que agora não lembro o nome, aqui está a minha posição.

Saudações alviverdes, democraticamente falando!

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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