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Arquibancada
ArquibancadaSergio Brandão

Agora a coisa vai...

Umberto Louzer não é o primeiro a chegar por aqui com a mesma conversa de que "precisamos ser proragonistas". Disso sabemos e é aí onde mora o nosso principal problema : precisamos ser, um dia fomos mas não conseguimos mais alcancar este protagonismo.

A mesma conversa de Eduardo Batista e de Argel. A conversa de se sentir honrado em trabalhar no Coritiba, servia quando nos dávamos ao luxo de escolher TREINADOR, agora não. Vem os de segunda ou até terceira linha e mesmo assim chegam laçados, em alguns casos até sabendo que seus dias por aqui serão curtos.

Macaco velho, assina contrato longo, pelo menos até o final da temporada. Sem ambiente, o namoro se desfaz e será mais um a se somar aos demais, brigando pelos seus direitos milionários na justiça do trabalho, fechando mais um ciclo vicioso que no Coritiba nao tem fim. Os erros se repetem e o clube já não suporta mais tamanha incompetência.

Hoje depende de uma série de circunstâncias. Como tudo no Coritiba, nos últimos anos, tudo vira aposta. Porque não há mais nada a fazer a não ser contar com a sorte. Foi o que nos restou. Prevalece a máxima "o corpo paga quando a cabeça não pensa".

De jogadores encostados a treinadores desprestigiados, procuram no Coritiba uma vida nova e nós sem opções aceitamos e até oferecemos espaço a esta gente. Não é o caso de Louzer que até estava empregado, mas viu no Coritiba o que aqui nao existe mais: projeção, prestigio e glamour.

É de apostas, até absurdas que temos vivido, como trazer Pablo, por exemplo, o artilheiro sem gols. Como foi com a renovação com Argel, e outros absurdos injustificáveis. E deve ser assim com todos estes novos recém contratados, com exceção de Rodrigão, Sávio mais um ou outro.

Nosso nível de exigência tá tão baixo, que os atletas que seriam banco em outros tempos, hoje ostentam o status de titular absokuto e até de craque.

Um dia após a bomba colocada no ar pela editoria do site COXANAUTAS, quando se esperava uma retratação ou contestação ou explicações, Samir convoca a imprensa para sutilmente anunciar o " fim do clube". Sim, foi pelo menos o que entendi na matéria publicada na edição de hoje da Tribuna do Paraná.

A proposta, segundo ele próprio, que seria de ajuste financeiro, naufragou. Hoje o clube deve mais do que quando este G5 assumiu. No entanto, seguem com as mesmas decisõe, sem mudança, sem uma postura de choque, a não ser contratar um profissional da área de marqueting, que já trabalha para vender a marca Coritiba Foot Ball Club.

Me digam senhores, que grande investidor, que tenha a necessidade de anunciar a sua marca, usará o nome Coritiba como caminho? Quem sabe a Loja do Pedro, o mercadinho do seu Orlando, ali do Sítio Cercado? Dinheiro que não paga a tia do cafezinho. Mesmo que pipoquem com logos de anunciantes pelo uniforme todo, como fazem os clubes pequenos, não pagam a folha administrativa do clube. Grande investidor não colocará a sua marca no iniforme do Coritiba.

Venho responsabilizando todos os últimos presidentes, mas Samir é o cara da tampa do caixão.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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