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24/09, 16h04 | Arquibancada | Sergio Brandão

Ainda sem torcida

O futebol não é uma ilha separada do resto do mundo, assim como pensa a COMEBOL e a CBF, e neste momento, voltar com as torcidas nos estádios é loucura e até irresponsabilidade.

A Secretaria da Saúde do Paraná já se posicionou contra o retorno de torcedores aos estádios no Estado.

No inicio da semana, a Confederação Brasileira de Futebol conseguiu aprovação do Ministério da Saúde para realizar jogos com torcedores, respeitando o limite de 30% da capacidade total dos estádios. Mas sabe que a decisão pode ser um tiro no pé e por isso deixou a decisão final, aos governos municipais e estaduais.

O Governo de São Paulo já vetou a ideia. No Paraná, a Secretaria da Saúde, avisou que será contra a presença de torcida. Decisão sensata e coerente, já que a própria Secretaria trabalha para evitar aglomerações. Não haveria cabimento permitir a volta de torcida aos estádios neste momento.

Secretaria da Saúde do Município e do Estado, parecem estar de comum acordo. O bom senso deve estar no comando destas decisões.

Debate

  • "Concordo com todas as opiniões, uma vez que, sobre o vírus, todos se contradizem – unânimes apenas na falta de conhecimento definitivo – a nível mundial. Chegamos ao ponto em que os próprios autores da involuntária tragédia (também recheada de controvérsias a respeito de "fabricação ou descuido") permanecerem caladinhos – livres de comentários da mídia "ambientalista" salvadora do planeta –, porém tomando de assalto o poder econômico global (inclusive, e perigosamente, comprando de tudo por aqui: de cooperativas agrícolas a distribuidoras de energia). Em termos de energia, aliás, isso havia "caído no colo" dos mesmos já em 2016. A coisa vem de longe: eles agora estão apenas aumentando o nado de braçadas.
    Já que o assunto supera os estádios, este leigo arrisca dizer: conforme acima citado em comentário do colega Emerson, não só em NY, mas aqui também, o real contágio ocorreu entre os trancafiados (claro, não entre os tranquilamente bem instalados e financeiramente estáveis). E o raciocínio é simples, bastando apenas um exemplo. Perdão pelo texto longo, mas vamos lá...
    Uma família de parcos recursos, que durante o dia ou turnos alternados de trabalho se espalhava, se recolhe em um pequeno apartamento. O avô viúvo dormindo no sofá da sala. Inverno. Janelas fechadas. Mascaras? Em casa? Ora, todo mundo ali é de confiança. Um banheiro para dez. E aí o erro capital: quem vai ao supermercado? Ao meu ver deveria ser alguém saudável do grupo de risco. Um adulto que tomaria todas as precauções, seguiria os protocolos, faria as compras e voltaria seguro. Nas ruas – o vírus não é volátil –, uma voltinha com bom tempo faria bem. Mas não!
    Vai o jovem. "Deixa, comigo. Não dá nada!" Sair sem comer e beber algo? Jamais. Tira máscara, beberica, bate papo, passa na casa da namoradinha, beijinhos, sei lá o que mais, e volta. Assintomático. Tudo bem!... Tudo bem?"

    Luiz Roberto | 25/09, 19h33

  • "O correto seria estipularem um retorno a partir de fatos científicos, baseado em casos de contágio, transmissão e com protocolos de segurança ao torcedor. E de forma isônoma, ou seja, só liberar de acordo com o pior dos casos de cada sede, para não beneficiar nenhum time.

    Porém, essa pandemia mostrou que não estávamos preparados para tudo isso, principalmente quando vemos políticos tomarem decisões sem fundamento ou desdenhando da doença, ideólogos usarem discursos amedrontadores com cenários apocalípticos e até a OMS mudando de opinião dia após dia. É uma época em que a ciência é preterida, em nome da política, e bom senso de dirigentes, federações e institutuições estatais é algo que não devemos esperar.

    Acho bem provável que tomem uma decisão equivocada. A ver..."

    Carlos Maia J. | 25/09, 14h46

  • "Eu me pergunto o seguinte: qual a diferença de aglomeração num shopping e num estádio? A quarentena já destruiu a vida de muita gente e até hoje não se provou a eficácia dela. Afinal, onde estão os dados que relacionam queda de contágio com isolamento? Em Nova York, 66% dos infectados o foram dentro de casa, e não nas ruas. A quarentena estava fadada ao fracasso porque não atingiu a população de baixa renda, que precisa sair todo dia e vive em cortiços sem saneamento básico. No entanto, ela foi boa para o pessoal da classe média e alta, que curtiu seu isolamento gourmet por meio de vídeo-conferências em seus lares em condomínios fechados e home office. A verdade é que essa quarentena foi feita única e exclusivamente para garantir que o número de leitos nos hospitais não fosse prejudicado por internações, mas também serviu, infelizmente, para governadores e prefeitos corruptos encherem seus bolsos e tiranetes empregarem o terror psicológico contra as pessoas, tirarem a liberdade de locomoção de cidadãos e empregarem, em alguns casos, violência estatal contra as pessoas. Se tivessem sido empregados desde o início o isolamento vertical (grupos de risco), o uso de máscaras e álcool gel não teria sido necessária a quarentena."

    Emerson Faria | 24/09, 21h17

    • "Emerson, total diferença. No shopping a Império e a torcida não ficam se acotovelando na esquina tomando cerveja. O shopping tem um ambiente muito mais controlado que um estádio e arredores. No shopping o segurança pode expulsar alguem que não atenda as determinações de saude, o que seria impossivel no estádio. Entendo seu ponto de vista e concordo em partes, mas relevar que a transmissão ocorre no contato e as aglomerações facilitam isso é loucura. Estádio gera aglomeração dos arredores desenfreadas e sem controle, e isso é suficiente para causar um estrago na cidade inteira."

      Alex | 25/09, 08h25

  • "Não questiono a decisão de liberar ou não. Essa é uma decisão dos Governantes e principalmente uma decisão individual de frequentar ou não.
    Certo ou não, vejo contradição com as decisões de liberação de shopping, praias, parques, transporte público etc. com grandes e sem controle aglomerações de público.
    Em S. Paulo estão pensando em liberar também com restrições de capacidade, em recintos fechados ( o que é pior) como cinemas, teatros, eventos etc.
    Ainda estou em dúvida sobre uso indevido da pandemia, entre seriedade das decisões, política, saúde e hipocrisia dos formadores de opinião."

    Celso T. | 24/09, 18h26

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O Blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.

O Autor

O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

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