Logo COXAnautas

Arquibancada
ArquibancadaSergio Brandão

Bom dia! Como tem passado, coronel?

Se conheço o coronel, deve estar aos gritos pelo CT do Cajú. Ainda montado em seu salto alto, com sua voz esganiçada, tentando, fazendo muita força para achar um tom moderado, mas sem dar oportunidade de defesa a quem é chamado para a conversa. Impõe, ameaça... e se não for assim, do jeito dele, a partir daquela conversa, o emprego está ameaçado.

Ele não suportaria mais um fracasso. Afinal, o time dele estava a caminho da disputa do titulo mundial, no final do ano. Promessa feita a seus torcedores. No caminho precisou ajustar as coisas, diminuindo a importância do Paranaense, por exemplo, chamando o Campeonato Regional de “Ruralzão”. Conseguiu aliados até de outras cores, caso de Bacellar, com quem dividiu algumas cumplicidades, caso agora do Youtube.

Não, não é que a vaca tenha ido pro brejo, mas bobo que não é, o coronel já detectou ruído no meio do caminho que traçou. Já percebeu que seu time não é lá estas coisas, o Barcelona das Araucárias, como disse em muitas vezes, e vai precisar de ajuste.

Tomar 3 do Coxa, seja em que condições for, dentro de casa, não cabe na cabeça dele. Três dias depois, nova lambada, também de 3 , agora para um time argentino que nem é lá estas coisas. “Algo deve mesmo estar errado” – deve estar pensando aquela cabeça que se bobear sonha também em comandar o mundo, um dia.

Eu fico aqui tentando imaginar o que deve prevalecer neste momento para ele. Se o ruralzão não valia, imagino que continue com o mesmo comportamento, afinal, teimosia tem de sobra naquela alma. Imagino que vai se manter fiel, como em 2014, quando mesmo numa decisão com o Coritiba, mandou a campo um time inferior para a partida decisiva.

Mas e a Libertadores, que ele busca faz tempo? Ainda não está comprometida, o sonho ainda não morreu, mas as dificuldades já surgiram. Agora precisa vencer fora, o mesmo time que lhe surrou em casa, para conseguir a classificação. Se isso não acontecer, começa a torcer por combinação de resultados. Em poucos dias, se vacilar, pode sobrar muito pouco para quem um dia sonhou em Libertadores e título mundial.

Na verdade estão nestas coisas as lições da vida, que alguns aprendem e outros não. No caso dele, a lição é repetida, mas não tem jeito do coronel aprender.

Enfim, problemas dele e deles todos. Para os quais dediquei pela primeiras vez na vida uns parágrafos a mais. Apenas para junto de vocês, tentar entender o que pensam e principalmente como virão no domingo, para a partida decisiva. Na verdade estava aqui pensando alto, e decidi colocar tudo no blog “Arquibancada”.

Para quem acompanha futebol já há alguns anos, eu diria que venham como vier, o importante é nos prepararmos para uma guerra. Que venham com o sub 17, sub 23, com o time principal, virão da mesma forma, com tudo certamente. Com toda a gana e respeito que merece um atletiba decisivo. Este é o único sentimento que todos eles têm, seja sub ou principal. Vão se recuperar durante estes dias, arrumar força para a qualquer preço tentar reverter os últimos insucessos.

Virão com o time que vencemos domingo, por três, ou virá o time que perdeu de 3 do São Lorenzo? Não importa. Virá o Atlético de sempre para mais um atletiba final de campeonato.


Será luta em campo. Espírito de batalha final de uma grande guerra. Se atletiba é importante em qualquer circunstância, pense na decisão de um título?
A derrota de ontem, para o São Lorenzo, esquenta ainda mais a decisão.

Sobre o autor

Sergio Brandão
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

Sobre o blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
Ver comentários (91)
Link copiado para a área de transferência