
6
Arquibancada
A trajetória da SAF no Botafogo, que começou como um conto de fadas sobre profissionalismo, virou abóbora em 2026. O clube, que serviu de vitrine para o modelo no Brasil, agora expõe o lado mais sombrio da dependência de um único investidor.
A "estratégia agressiva" de mercado resultou em um endividamento que triplicou os valores herdados da associação, chegando à marca assombrosa de R$ 3 bilhões. O anúncio de venda da SAF em jornais estrangeiros é o atestado de que o modelo de "dono" é uma faca de dois gumes. Porque se o dono eentra em crise , o clube é arrastado junto.
Enquanto no Coritiba a Treecorp ainda tenta convencer sua torcida de que o investimento trará estabilidade a longo prazo, o Botafogo serve de espelho retrovisor para o que acontece quando a conta da modernização chega e não há caixa para pagar. O torcedor alvinegro, que viu o time brilhar em campo recentemente, agora lida com a angústia de saber que sua instituição está novamente na prateleira, sob risco de paralisia operacional.
O caso prova que a SAF não eliminou o risco de quebra; ela apenas mudou o nome do credor e a escala do problema. O futebol brasileiro assiste agora a um teste de fogo: se o Botafogo não encontrar um comprador sólido e rápido, o modelo de clube-empresa poderá sofrer um descrédito sem precedentes.
A opinião dos colunistas não refletem, necessariamente, a opinião do site.
Cada colunista tem sua liberdade de expressão garantida e assinou um termo de uso desse espaço.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)