COXAnautas - Coritiba Eternamente

26/08, 08h42 | Arquibancada | Sergio Brandão

O preço é alto

Eu sei, foram, ou ainda são tantos anos de pobreza administrativa e técnica, que tem gente que só vai sossegar no final do ano, caso o Coritiba consiga finalmente o retorno à Série A.

Mesmo assim, ainda restarão os ainda mais reservados e exigentes, como eu, que sempre vão alimentar sonhos maiores: daquele Coritiba velho de guerra.

São dois momentos. Um depende do outro. Primeiro precisa subir, para depois trazer junto a torcida para criar o segundo momento (mais difícil).

É evidente que o retorno à elite não significa ter de volta um time com qualidade em 2020. Aí estão Avai, CSA e outros tantos que provam isso.

Talvez seja preciso pensar em momentos distintos. Subir a qualquer preço e depois pensar num novo clube e consequentemente num novo time. E só depois começar a pensar em criar raiz na elite do futebol brasileiro.

Um raciocínio para ajudar os apressados que já cobram time para o ano que vem, sem sequer ter alcançado o primeiro objetivo que é subir.

Os problemas do Coritiba são tão grandes que precisam ser divididos em etapas. Muitos deles vão exigir períodos mais longos de trabalho, como os crônicos problemas administrativos.

Não acredito que sejam resolvidos na atual administração, mas bem que podiam muito bem começar agora, com Samir. Para marcar sua gestão com algo positivo.

A movimentação de bastidores dá sinais de mudança. Novos e velhos coxas se articulam desde já com vistas ao próximo pleito eleitoral.

Junto virão promessas, utopias e sonhos de um clube zerado, limpo, sem problemas ou pelo menos com o encaminhamento de todas as soluções, dos velhos problemas da “velha política” que habita o clube há anos.

Até aqui erramos demais. Não podemos mais correr este risco. Podendo pagar um preço ainda mais alto, quem sabe até definitivo para a vida futura do Coritiba. Para o bem ou para o mal.

Debate

  • "Tomara prevaleça e se concretize de fato."

    J. Mario | 27/08, 11h37

  • "Mistério?! Mistério!? Tempero novo?! kkk"

    J. Mario | 27/08, 11h36

  • "Sérgio, seu comentário é muito bom e na hora certa. O preço é alto sem dúvidas. Uma herança que se arrasta e nos persegue sem trégua. Mas tem tempero novo prometendo uma nova receita!"

    Admir Rosa | 27/08, 06h16 | Móvel

  • "Um passo de cada vez. O negócio é subir. Depois é outro negócio. Não pode ser do nível do Paraná do ano passado e, muito menos, do CSA e Avaí do presente. No entanto, levando em conta os atuais dirigentes não é uma boa pensar no futuro."

    Tadeu A. | 26/08, 21h10

  • "É óbvio que tem que subir pra projetar a série A.

    Só que...aí entramos em um paradigma!

    Nesse exato momento, quase virada de turno estamos milagrosamente (bem na verdade pela baixa qualidade técnica dessa série B) disputando a liderança do campeonato e consequentemente o título. Logo, nessa condição, TEM QUE SER PROJETADO 2020 NA SÉRIE A.

    Subir sem quaisquer projeções, vai virar um CSA, Avaí e Paraná. Vai apanhar, descer humilhado mais uma vez e de novo tentar recomeçar. Se é que será possível.

    De hoje até o fim dessa temporada, não da de sair contratando ou dispensando geral. Mas, tem que ir criando uma base, um alicerce. Desse atual elenco, apenas uma 6 duzia de jogadores conseguem jogar a série A, e isso não significa que vão jogar bem. Isso não da um time titular se quer.

    Outra coisa...

    E de repente o futebol brasileiro recebeu uma dose monstruosa de dinheiro (sabe-se la da onde) e por essa razão, alguns clubes tem quase 3 times pra jogar: Palmeiras, Flamengo, São Paulo, Santos, Grêmio, Inter. E ainda tem aqueles times que estão mais em baixa financeiramente, no entanto, tem camisa ou elencos aceitáveis: corinthians, galo, cruzeiro, bahia, poodles e ceará.

    É um verdadeiro dilema: Subir pra série A sem time, sem base, sem alicerce, sem filosofia e apanhar de todo mundo OU com algum tipo de planejamento desde já? Ou algo ainda mais digamos masoquista? Abrir mão de subir pra A e formar uma boa base na série B??? De repente tentar chegar mais longe na Copa do Brasil?

    Enfim...as soluções são todas improváveis.

    O Fortaleza, montou uma boa base e é capaz de se manter na A. Já CSA, Goiás e Avaí subiram apenas no embalo e tão aí, apanhando geral. Claro que eles não tem camisa e isso conta também!"

    Cristian N. | 26/08, 21h04

    • "escrevi paradigma, quando na verdade era paradoxo!"

      Cristian N. | 26/08, 21h10

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Equipe COXAnautas

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O Blog

Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.

O Autor

O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.

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