O preço é alto
Mesmo assim, ainda restarão os ainda mais reservados e exigentes, como eu, que sempre vão alimentar sonhos maiores: daquele Coritiba velho de guerra.
São dois momentos. Um depende do outro. Primeiro precisa subir, para depois trazer junto a torcida para criar o segundo momento (mais difícil).
É evidente que o retorno à elite não significa ter de volta um time com qualidade em 2020. Aí estão Avai, CSA e outros tantos que provam isso.
Talvez seja preciso pensar em momentos distintos. Subir a qualquer preço e depois pensar num novo clube e consequentemente num novo time. E só depois começar a pensar em criar raiz na elite do futebol brasileiro.
Um raciocínio para ajudar os apressados que já cobram time para o ano que vem, sem sequer ter alcançado o primeiro objetivo que é subir.
Os problemas do Coritiba são tão grandes que precisam ser divididos em etapas. Muitos deles vão exigir períodos mais longos de trabalho, como os crônicos problemas administrativos.
Não acredito que sejam resolvidos na atual administração, mas bem que podiam muito bem começar agora, com Samir. Para marcar sua gestão com algo positivo.
A movimentação de bastidores dá sinais de mudança. Novos e velhos coxas se articulam desde já com vistas ao próximo pleito eleitoral.
Junto virão promessas, utopias e sonhos de um clube zerado, limpo, sem problemas ou pelo menos com o encaminhamento de todas as soluções, dos velhos problemas da “velha política” que habita o clube há anos.
Até aqui erramos demais. Não podemos mais correr este risco. Podendo pagar um preço ainda mais alto, quem sabe até definitivo para a vida futura do Coritiba. Para o bem ou para o mal.
Sobre o autor
O Coritiba está na minha alma, muito mais até que no coração. Aprendi a gostar de futebol assim, de alma e também de coração. Sou do tempo do Belfort Duarte, hoje Couto Pereira. Isso foi no início dos anos 60. De lá nunca mais saí. Na década de 70, o Coritiba me conquista definitivamente, quando montou times inesquecíveis, várias vezes campeão. Período que passei a frequentar programas de rádio para tentar ficar o mais próximo que podia do futebol. Foi a época de Dirceu Graeser, no famoso"Viva o Futebol", na Rádio Clube, depois Rádio Cruzeiro. Foi o meu começo nos meios de comunicação. Vivo do jornalismo há mais de 30 anos, dedicados ao Rádio e principalmente televisão. Hoje sou muito mais da arquibancada. Sou mais torcedor e menos jornalista, principalmente quando o assunto é Coritiba.
Sobre o blog
Sou jornalista há mais de 30 anos. A profissão e a condição de torcedor, me fizeram aprender a policiar posições quando escrevo para tv ou rádio. Isso me desenvolveu muito o lado crítico. Costumo dizer que futebol é uma coisa e esporte é outra, bem diferente. Basicamente porque o futebol se transformou num produto da mídia e envolve muito dinheiro. O esporte amador, não. Sem dinheiro ele apenas sobrevive. É o caminho que o vôlei começou a tomar, por exemplo, mas ainda passa longe de ser o sucesso que é o futebol. Gosto de escrever sobre os dois: esporte e futebol. Jornalismo é minha profissão, o Coritiba minha paixão. Será um prazer estar aqui com vocês falando sobre tudo isso.
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