COXAnautas - Coritiba Eternamente

09/09, 10h02 | Arquibancada | Sergio Brandão

Sem futebol por mais 10 anos

Como é do conhecimento de alguns, dia 25 de outubro, lançamos um livro sobre o Coritiba. Trata-se de uma pequena parte da centenária história do clube, contada em crônicas, mas antes de tudo, o livro é principalmente o conjunto de ideias da torcida, a partir de reuniões, de manifestações e de muitos comentários expostos aqui no site COXAnautas. Em cada um dos textos publicados no livro, você certamente se sentira representado. O conteúdo é resultado de quatro anos de leitura de todos os comentários aqui feitos por vocês e até pelos colunistas. Por isso, tenho dito que o livro não é meu, é nosso.

Diante da atual crise que vive o clube, acho oportuno adiantar um contexto que abordamos no livro, resultado de um destes raciocínios que me refiro. Que inclusive muito superficialmente propus na última gravação da TV –COXAnautas: parece que não cabe mais avaliar o time a cada rodada, ou individualmente ou ainda o desempenho de setores ou de atletas específicos, como treinador, departamento de futebol etc.
Quem sabe seja melhor contextualizar este Coritiba que temos de 15 anos pra cá. Não para responsabilizar, dar nomes aos bois, achar responsáveis, em conversas vazias que agora nada acrescentam, mas tentar entender como o Coritiba chegou neste momento difícil.

Imagino que se entrou por uma porta, há de existir uma porta de saída. Achar esta saída parece ser a questão. E parece ser claro que muitos falam, sabem, mas poucos tentam, se apresentam para o trabalho. A estes o meu respeito, mesmo que não concorde com muitos pontos de vista.

Alguns de forma bastante equivocada, outros de interesses duvidosos, mas a verdade é que isto está acabando com o Coritiba. Achar um caminho para a solução se torna sonho cada vez mais distante. Principalmente porque o remédio que o clube precisa tomar é amargo e nem todos querem se sujeitar a este processo demorado e dolorido, de abdicar de prazeres assumir a uso de medicamento pesado.

Tínhamos uma gripe que mal curada virou pneumonia e o paciente já pela boa, por conta do descaso e idade avançada, vai vivendo como dá.

Assim, temos um raciocínio que, de forma grosseira expõe genericamente o problema. Mas a maior questão parece ser outra. Quem sabe a conversa que precisamos entender seja outra, com um passo à frente desta discussão de remédio, grupos dissidentes etc. A segunda parte deste processo de cura será provavelmente a conversa que precisamos ter.

Assim como na politica tradicional, a politica do Coritiba e de muitos clubes brasileiros, é de cumprimento de mandato, tentando deixar seu nome na história do Clube e o próximo presidente que trate o problema da sua forma, com seu grupo, com o seu jeito pessoal de gerir o clube. Samir, Bacellar e Vilson, os três últimos, embora tenham vindo de fôrmas idênticas, marcaram e marcam com gestões distintas, já bastante conhecidas e debatidas por cada um de nós.

A pergunta que não quer calar é: quem será o nosso próximo presidente? Mesmo que isso ainda seja cedo para ser perguntado, faltando dois anos e meio para Samir completar seu mandato, mas creio que a pergunta pode ajudar neste momento.

A pergunta faz sentido porque da forma como o clube anda sendo gerido, certamente Samir não será reeleito. E seu sucessor só vence a eleição caso proponha devolver o Coritiba vitorioso à sua torcida. Do contrário, com a mesma proposta de acertar as finanças, não terá apoio da torcida. Ou tira o clube deste limbo ou vai cuidar da sua vida. Nem que faça uso da mesma ladainha politica do “me engana que eu gosto” , mas apenas a proposta de um time vencedor para eleger alguém no Coritiba a partir de Samir.

Isso nos dá a certeza que todo o “sacrifício” financeiro feito até aqui, será jogado na lata de lixo. Todos os três anos de pobreza financeira, propondo Francisco de Assis como padroeiro do Coritiba, com consequências sérias no departamento de futebol, terá sido inútil.

Ou os grupos políticos se unem em nome de uma causa, ou Samir cessa imediatamente com esta obsessão financeira. Porque certo é que este caminho não é o que a maioria quer. Ou o próximo presidente segue com a austeridade financeira e não teremos futebol por pelo menos uns 10 longos anos.

Debate

  • "Falando em impeachment, no Santos o Conselho aprovou. Aqui tem Conselho?"

    Antonio Henrique Dias | 11/09, 11h23 | Móvel

  • "Eu sinceramente não acredito que o problema seja a austeridade financeira ou mesmo o plano de metas da gestão do Samir. Na teoria tudo era lindo, o problema é o abismo entre discurso e prática dessa diretoria eleita. A verdade é que nosso presidente é um grande falastrão, que desde os primeiros dias vem descumprindo as promessas de campanha e se escondendo da imprensa e da torcida por meio dos textões encaminhados por e-mail. Não existe austeridade financeira em um clube que contrata quase 20 atletas na temporada, com um percentual de sucesso próximo de zero. Não existe aposta em categoria de base se você não dá uma sustentação aos mais jovens, tendo ao menos duas ou três peças experientes (e de qualidade) que chamem a responsa e ajudem a piazada a evoluir. O que vemos no ano é justamente o contrário, uma aposta quase cega nas categorias de base trazendo reforços com qualidade muito inferior à nossa própria piazada. Quem se dá bem, é se virando sozinho nos 30 no meio de um bando de feridas, como é o caso do Parede. Podem perceber que nossos raros momentos de alegria no ano, se é que tivemos, vieram dos pés da piazada (desconsiderando o Wilson que joga quase sozinho). Eu acredito sim em austeridade financeira, até pq não temos o tamanho e a exposição de um Flamengo, que nos permita atrair patrocínios e investidores e investir acima do nosso potencial visando resolver a dívida no médio prazo por meio dos resultados em campo. Se mergulharmos nas dívidas, nossas chances de afundarmos ainda mais na lama são enormes. A questão é, de fato, botar a mão na massa e trabalhar. Aposto que eu e a maioria dos Coxas trocaria essas 20 contratações por somente TRÊS, que seja, de qualidade inquestionável. Que viessem pra trazer experiência e dar a cancha necessária pra piazada. O que resolveria nossa vida é gestão profissional do futebol, inteligência de verdade e não o projetinho deixado pela turma do Bacellar, chamado UNIFIC, que a gestão do Samir diz ter aprimorado. Na prática, estamos aí com as tais 20 contratações sem nenhum respaldo e fazendo acordos com a turma do Lipatin. Em resumo, é uma diretoria que não apresenta nada de novo na prática, com o agravante de estarem torrando os míseros trocados que temos com um monte de feridas que não servem nem para serem titulares em time de série C. Precisamos de união dos grandes Coxas, mas penso que algo mais drástico precisa ser feito urgentemente. Tenho sérias dúvidas se o Coritiba sobrevive (ao menos na série B) ao fim da gestão desse bando de incompetentes. Por fim, parabéns ao Sérgio e colaboradores pelo livro, no aguardo para conferir!"

    Rafael V. | 11/09, 11h13

  • "Desde a queda para a segunda divisão naquele fatídico ano de 1989 que só andamos para trás. De lá para cá fizemos umas 3 campanhas boas na série A. Em contrapartida, quedas e mais quedas para a série B e uma avalanche de times medíocres. Nossas participações internacionais beiram ao ridículo. A única coisa que cresce é a DÍVIDA!!! Ela vai na proporção inversa do desempenho em campo, o que não dá pra entender. Vai investir mal assim na caixa prego!!!! O caminho do fim está trilhado já, só não vê quem não quer...."

    Marcus C. | 10/09, 22h39

  • "Gostaria de saber qual é a dificuldade de esse site pedir a renuncia dessa desgraça que comando o Coritiba?"

    Jonas D. | 10/09, 19h23 | Móvel

  • "15 anos é pouco. Acompanho o Coritiba desde 1989 e resumo esse período em 30 anos de mediocridade, com raríssimas exceções (98, 03 e 11). Os anos 90 foram uma piada."

    Pedro R. | 10/09, 19h18 | Móvel

    • "Concordo. São poucos os momentos de euforia com o time nestas 3 décadas. É uma fábrica de frustrações, fato que me leva a questionar se vou fazer esta maldade com meus filhos. Todo o stress e chateação que passei com o Coxa nestes anos e hj até evito que meus filhos, ainda pequenos, vão ao estádio. É triste, mas é a mais pura realidade."

      Marcus C. | 10/09, 22h35

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