A taça Dirceu Krüger tem que ser nossa.
Não pude assistir ao jogo de ontem, no mesmo horário era a festa de aniversário de seis anos de idade da minha neta. Vocês entenderão quando forem avós. Os que já são sem dúvida compreendem.
Assisti depois aos melhores momentos e, ressalvado sempre que eles não dão com segurança total como foi o jogo, deu para notar que o Coritiba melhorou. Os gols saíram de jogadas trabalhadas e não quase ao acaso como às vezes acontecia. O nosso goleiro, Muralha, em que pese o tenhamos recebido com um pé atrás, se saiu bem nas três intervenções que precisou fazer. Parece que o Rodrigão e o Giovani têm ainda que perder alguns quilinhos, mas mesmo assim foram muito bem. Ainda que o Iago estivesse lesionado, a falta dele e do Kady foram importantes para o time. Há ausências que soam como reforços.
Mas, claro, se por um lado devemos ficar contentes com o resultado, por outro não podemos negar que ainda é cedo para ter segurança e confiança. No primeiro turno também vencemos o primeiro jogo, fora de casa, pelo mesmo placar, mas depois não vencemos nenhum no Couto e perdemos a taça. Como cachorro mordido por cobra tem medo de linguiça, o negócio é aguardar e observar mais.
A conquista do segundo turno tem um simbolismo para nós, qual seja o nome da taça que se disputa, Dirceu Krüger, o nosso imortal Flecha Loira. Não podemos permitir que caia em mãos estranhas, menos ainda vocês sabem de quem.
Assim, ainda que o campeonato estadual possa estar em segundo plano quando o que mais importa é o retorno à série A, é um título sempre importante, desta vez valorizado pelo nome da taça.
Vamos ver como nos sairemos contra o FC Cascavel, e se conseguiremos a primeira vitória em casa, o que poderá ser um segundo passo de bom começo.
Sobre o autor
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Sobre o blog
O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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