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06/12, 09h56 | Bola de Couro | Felipe Rauen

Cada vez mais perto.

Ontem, contra o Bragantino, o Coritiba teve mais uma pífia apresentação. Dizer que o time foi medíocre ou sofrível é adjetivação insuficiente, na verdade, a exibição foi horrenda.

Tendo a maioria dos jogadores deficiências técnicas por todos conhecida, esperava-se que o técnico, valendo-se de dez dias de parada e de treinar em uma espécie de refúgio, trouxesse a campo um time que tivesse algum padrão de jogo, alguma jogada ensaiada, como se diz. Que nada, só soubemos destruir e quando tínhamos a bola quase nunca ela era trocada entre dois ou três dos nossos, salvo nos constantes recuos, usados a abusados.

Há no elenco jogadores dos quais se poderia esperar mais, não são tão ruins como vêm mostrando, mas o que venho observando é que falta neles confiança e espírito guerreiro. Parecem conformados com o que acontece, acreditando que, como diz o inapto presidente do clube, o time vai reagir, sairá logo da zona de rebaixamento, e assim vamos ficando cada vez mais perto da catástrofe. Claro que temos que expressar confiança no elenco, não por merecer, mas por ser o que temos, nada mais dá para fazer neste campeonato. Mas ao lado dessa conduta seria necessária outra, no sentido de motivar os jogadores a suprirem as deficiências com disposição. Não é o que se vê. Ontem, exceto o Rodolfo que volta e meia dava uns gritos com os colegas, o time nem de longe pareceu estar preocupado com o quase certo rebaixamento. Nesta hora seria importante ter um treinador vibrante e motivador, mas o atual, trazido pelo ontem não-participativo Ricardo Oliveira, fica estático e em silêncio ao lado do campo.

Mas quero expressar aos amigos outra preocupação, esta comigo. Ontem, por volta dos trinta minutos da segunda etapa, me surpreendi ao dar-me conta de que não estava torcendo, apenas assistindo ao jogo. O sofrimento está tão grande e intenso, que certamente o meu subconsciente agiu levando-me à indiferença, o que é talvez o pior dos sentimentos. Quem me conhece pessoalmente sabe como fico na arquibancada ou no sofá. Não arranco os cabelos porque já os tenho poucos, mas grito, esbravejo e festejo. Pois até esse sentimento de indiferença essa pífia gestão fez com que acontecesse. Foi passageira a indiferença, o Coritiba faz parte da minha vida e nunca vou deixar de torcer, seja qual for o momento, mas às vezes a nossa mente trata de nos defender de males maiores, até físicos, e nos faz ficar indiferentes em momentos difíceis.

E assim vamos cada vez mais próximos do inferno da segunda divisão, agora necessitando fazer campanha igual a de clube que quer ficar entre os primeiros colocados para escapar. Temos que ter esperança, mas está difícil. Diz o ditado popular que a esperança é a última que morre. Sim, é a última, mas morre também.

Debate

  • "O Bragantino está com um bom elenco. Esteve na zona do rebaixamento; foi ao mercado: contratou quase um novo elenco, e aí está. Dominou o Coritiba completamente. Felizmente para o nosso Coritiba, ainda não calibraram as conclusões. O empate, no Couto, representa, para o nosso Coxa, uma vitória. Este ponto foi merecido pela luta. Convenhamos o Bragantino jogou "em casa" e dominou amplamente a partida. Ganhamos um ponto gigante. Vamos adiante. Afinal, a vida continua."

    João B. | 07/12, 13h38

  • "O primeiro passo pra tentar mudar essa situação é mudar o comando do clube no próximo dia 12"

    Ezequiel B. | 07/12, 13h28 | Móvel

  • "sei que muita gente não gosta, mas pra mim - alguns exageros e "cutucadas" a parte - ainda é o cronista que escreve as verdades sobre o Coritiba.https://www.umdoisesportes.com.br/colunas-e-blogs/augusto-mafuz/coritiba-eleicoes-evangelino-neves/"

    Alvyr J. | 07/12, 12h17

  • "Meu caro Rauen, ontem eu tive certeza de que esse time é pior do que o de 2018. Aquele era ruim, mas tinha uma meia dúzia que lutava. Esse time de ontem nem na segundona vence. Alguns destes jogadores, como por exemplo o Galdezani, não servem pra segundona. Caras que não acertam um passe de 2 metros, que rifam a bola sem olhar pro lado. Já faz tempo que vejo o jogo com passividade, pois os nossos últimos times são previsíveis, ou seja, já se sabe que não vai ganhar antes de jogar. Na última década nosso percentual de vitórias nos brasileiros é de menos de 30%. O que dizer... Em tempo: Contratar peças como Osman e esse Colombiano só podem ter algum mistério para impulsionar..."

    Marcus C. | 06/12, 23h55

  • "Repito: ainda bem que Rafinha não pensa como nós, torcedores! Impedido que foi de evitar o inédito Tri de um freguês (que nunca havia passado de um "bi" ante nosso Hexa) por conta de uma grave fratura sofrida durante a fatal disputa, voltou! E voltou correndo mais que a rapaziada, mesmo tendo seu projeto de aposentadoria adiado desde o ano passado – antes da contusão. Nós, torcedores jogando a toalha... e ele lá, correndo em dobro. Contra o Braga, retirado na hora errada e substituído pela pessoa errada (Sasse? Ainda no Coxa? Não estava no Vasco, time do eixo?), manteve a serenidade. Quisera eu ter a coragem, a vontade e a hombridade do "pequeno grande homem". SAV!"

    Luiz Roberto | 06/12, 23h49

    • "Luiz, ele deve fica "p. da vida"...cansou de ganhar em cima dos pudol...tanto que quando eles ganharam um campeonato, depois de 4 vice, o goleiro deles falou que era "como ganhar uma Champions"...fico imaginando os filhos dele e do Miranda e o do Alex, também...que são coxas como nós, nessa tristeza sem fim...o Erodes disse aí em cima: a gente sofrendo e perdendo pros Bragantino da vida. Tá osso...o Rafinha é o único, sério mesmo, é o único motivo pra eu ter um tiquinho de esperança !!!"

      Jorge Junior | 08/12, 14h12

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O Blog

O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.

O Autor

Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro". Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Desde fevereiro de 2.009 é Cônsul do Coritiba em Porto Alegre. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.

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São Paulo 58
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10º Santos 45
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