Logo COXAnautas

Bola de Couro
Bola de CouroFelipe Rauen

Devagar, mas...




Só hoje escrevo sobre o jogo do Coritiba contra o Figueirense. Assisti a partida fora de casa, em outra cidade, e não tive tempo de traçar algumas linhas.

O jogo - ao contrário do anterior contra o Sport quando, como disse em coluna anterior, o futebol(?) apresentado pelas duas equipes justificaria devolver o preço do ingresso aos torcedores – foi muito bom, com as duas equipes tentando o gol e sem apatia.

Eles tiveram duas chances imperdíveis, ambas impedidas pela boa colocação e atuação do Alex Muralha, que defendeu o pênalti e quase no final do jogo duas bolas em ataques dentro da pequena área. Mas nós também quase vencemos, colocando uma bola na trave. De elogiar a zaga, onde o Sabino vem se destacando e que melhorou depois da entrada do Nathan Ribeiro.

Enfim, um bom jogo e um bom empate, pois atuamos a maior parte do tempo com um jogador a menos, injustamente expulso, pois o primeiro lance em que recebeu o cartão amarelo nem falta foi.

Talvez nos saíssemos melhor se o Jorginho não errasse nas substituições, como de regra tem ocorrido. O Kelvin surpreendentemente estava muito bem, e penso que em vez dele quem deveria sair era o cada vez mais lento e improdutivo Rodrigão que, não fosse o passe de peito que deu para o Juan Alano na elaboração da jogada do gol, nem se notaria a sua presença. E o Igor novamente muito mal, pesado e lento, nem parece um jovem saído das categorias de base, mas como entrou no lugar do Rodrigão, ficou o seis por meia dúzia no nosso ataque.

Assim, ainda que a tangente classificação na tabela, a proximidade dos adversários e o fato de que temos dois jogos fora, um dos em casa contra o forte Bragantino, aos trancos e barrancos estamos nos mantendo na luta. Espero que consigamos sucesso e confirmemos a vaga antes do jogo contra o Vitória ou então que contra eles devolvamos o que ocorreu na última rodada de 2017.

Com esperança, mas com muita tensão e temor.


Sobre o autor

Felipe Rauen
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".

Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.

Sobre o blog

O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
Ver comentários (40)
Link copiado para a área de transferência