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Bola de Couro
Bola de CouroFelipe Rauen

É o que temos e outras questões.

Na semana passada tivemos uma vitória muito apertada contra o Guarany, time que está na parte de baixo da tabela, a cinco pontos da zona de rebaixamento. Apresentação fraca, onde a vitória veio por detalhe, a manter a torcida preocupada.

Sábado, outra vitória conquistada como muita dificuldade, facilitada pela expulsão de um jogador adversário, contra uma equipe que está na antepenúltima colocação e é forte candidata ao rebaixamento. Mais uma apresentação que não convenceu, mantendo-nos temerosos quanto ao futuro do time.

Ambos os jogos em casa, onde a força da torcida normalmente deveria fazer com que os visitantes se encolhessem.

Mas é o que temos, amigos. Não dá para esperar mais desse grupo, a não ser que o Jorginho consiga, o que até agora não vimos, dar algum entrosamento em campo, ou o que se costuma chamar de padrão de jogo para um mínimo melhor aproveitamento. Temos que torcer para que, mesmo ganhando com grandes dificuldades, o time vá avançando e consiga a classificação. Mas muito atentos para o fato de que se estamos em quarto lugar na tabela, as três equipes que nos seguem na classificação estão com apenas dois e três pontos a menos, o que pode mudar em uma só rodada. E o que parece pior é que os três primeiros colocados cada vez mais se distanciam, de modo que por enquanto estamos disputando uma única vaga.

Não bastassem às más expectativas que a torcida tem em relação ao time, chamou a atenção, tanto quanto o jogo em si, o desentendimento entre o Rodrigão e o Nathan e o Vítor Carvalho, iniciado pelo destempero do primeiro. Se o episódio ocorreu em público, sendo filmado e divulgado nas redes sociais e mídia comum, é de se temer muito que pode estar acontecendo no vestiário e que é escondido do grande público. Se o que vimos é uma amostra, talvez aí esteja uma parte – uma parte só, pois a deficiência técnica é o maior fator – das más apresentações e do período de seis jogos consecutivos sem vitórias. O episódio é preocupante e parece mostrar falta de comando da comissão técnica e direção sobre os “boleiros”.


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Para agravar a nossa situação, a ação judicial que o rival nos moveu pela não cessão do estádio em 2017 foi julgada procedente, resultando em condenação a pagamento vultoso. A tese certamente era controvertida, tanto que o resultado do julgamento não foi unânime ( 3 x 2) pois a recusa na cessão decorria de justo motivo, no meu entender, mas foi outro o entendimento da maioria, que seguiu o relator Luciano Carrasco Falavinha Souza, e infelizmente perdemos mais uma para o rival.

O processo tramitou em ambos os graus de jurisdição por dois anos, o que demonstra que no Paraná o Judiciário é ágil.

Sobre o autor

Felipe Rauen
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".

Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.

Sobre o blog

O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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