Era isso que queríamos.
Ontem, contra o Sampaio Correa, o Coritiba fez uma excelente apresentação, em especial na segunda etapa que, arrisco-me a dizer, foi o melhor desempenho em todo o campeonato.
O time entrou em campo determinado, com postura à altura da sua condição de líder, dominando quase todo o primeiro tempo, em que pese um susto que o adversário nos deu. O gol não saiu pela boa atuação da defesa do oponente, e também por insistirmos quase que somente pelas jogadas pela direita, opção que os adversários já observaram que é muito usada.
Mas na segunda etapa, mantendo a mesma postura e comprometimento desde o início do jogo, a alternativa pela esquerda gerou efeito e logo fizemos dois gols, um em cruzamento do Igor Paixão e outro no rebote de uma bola chutada pelo mesmo jogador. Por fim, a grata surpresa do menino João Vítor, que em poucos minutos mostrou muito mais futebol do que o Guilherme Azevedo, cuja utilização espero que o treinador desista definitivamente.
Robinho fez uma excelente partida, assim como Natanael, Biro, Willian Farias (mais uma vez o destaque) e o Igor Paixão, sem esquecer do Waguininho, não só pelo gol como pela utilidade tática. Na verdade, esses foram os que estiveram mais em evidência, pois quase todos se saíram bem. Bochecha e Jhony, em que pese tenham atuado por poucos minutos, não corresponderam. O primeiro não reprisou a boa atuação contra o Vasco e ambos perderam tolamente bolas em frente à nossa área, o que poderia ter nos complicado não fosse a boa atuação da zaga.
Enfim amigos, foi o Coritiba que queremos. Harmônico, buscando o resultado desde o começo do jogo e não se acomodando com o placar favorável, ao ponto de por pouco – lances com Léo Gamalho e Rafinha – não ter sido ampliado.
Acredito que o elenco soube assimilar as críticas e, embora nada tenha sido dito a respeito, a direção deve ter intervindo no vestiário.
Um aspecto, antes de finalizar, que me chamou muito a atenção. A alegria coletiva dos jogadores que estavam em campo, no banco e a comissão técnica, com o gol do João Vítor. Quase esmagaram o menino, sepultado por tantos abraços e risos. Isso é um indicativo de que reina bom clima no elenco.
Vamos ao confronto com o CRB, sempre lembrando que a próxima partida é a mais importante e que pelo que dizem os matemáticos futebolísticos, com mais sete ou oito pontos estaremos classificados para voltar à série A, preferivelmente com o título de campeões de modo a ter lugar garantido na terceira fase da Copa do Brasil.
Sobre o autor
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Sobre o blog
O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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