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Bola de Couro
Bola de CouroFelipe Rauen

Feijoada.



Ontem, uma vitória fundamental e indispensável, em que pese contra um dos adversários menos qualificados da série B, como foi na semana passada contra o São Bento, e que teve mais chances de gol do que nós. Mas o Coritiba soube ser eficiente nas duas finalizações e é o que basta para saber vencer o jogo.

Alex Muralha foi muito bem, e me parece mais tranquilo do que o Wilson que está sempre a reclamar da defesa.

A nossa zaga não é confiável, nem tanto pelo Sabino, mas o Walisson Maia é o que se pode chamar de “estabanado”. Isso é um problema, pois os que restam são o Romércio, que também é fraco e pensa ser eficiente jogando todas as bolas que consegue interceptar para fora, e o Rafael Lima, que no ano passado mostrou não merecer confiança. É um problema sério e que poderá nos trazer prejuízo logo adiante. A direção de futebol tem que ver isso, e logo.

Na meia cancha, o Matheus Sales mostrou estar bem acima do Vítor Carvalho, pois ao menos procura tentar entregar a bola em boas condições para os companheiros, e não para o adversário. O Luiz Henrique é um lutador, mostra muita raça e potencial para evoluir, mas ainda não convence como o nome ideal para a meia cancha, aliás outro ponto fraco do fraco elenco do Coritiba.

Como sempre o Rodrigão, como todo bom artilheiro, ainda que possa em certos momentos parecer apagado no jogo, nos lances fundamentais sabe aparecer e definir.

Mas amigos, ainda que alegre com as duas vitórias consecutivas, e desejando que elas se repitam, não podemos deixar de lembrar que nosso time é limitado. Ontem, mais uma vez, a torcida foi fundamental para o resultado. Mas como será fora de casa, onde até agora vencemos apenas o modestíssimo Guarany, quase que acidentalmente? Aguardemos para sentir se o time evolui, mas enquanto isso rezemos.

O título da coluna é em homenagem ao Giovanni. Desde que chegou no clube, no início da temporada, se aguarda, em vão, que entre em forma física. Mas em todos os jogos, e ontem não foi diferente, participa como se tivesse vindo de uma boa feijoada, quando, quem gosta sabe bem, ao final fica-se com uma grande preguiça e vontade de dormir. Pois é o que vejo no Giovanni, preguiça. Parece que está em campo sem saber bem o que fazer e sem ter ainda digerido uma lauta feijoada que, conforme Stanislaw Ponte Preta, só é boa se tiver uma ambulância de plantão.

Sobre o autor

Felipe Rauen
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".

Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.

Sobre o blog

O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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