Lembranças
Antigamente disputava-se a Taça Brasil, com um time representante de cada Estado e definição regional sobre qual deles avançaria na disputa.
Em 1960 Coritiba enfrentou o Grêmio Porto-alegrense em três partidas e uma prorrogação, com resultados de 1 x 1 em Curitiba, 3 x 3 e e 1 x 1 em Porto Alegre. Diante dos empates, o último jogo teve prorrogação, que resultou em novo empate em 0 x 0. A força política dos gaúchos fez com que o terceiro jogo também ocorresse em Porto Alegre.
Na época ninguém pensou na solução da disputa dos pênaltis - mais justa - e a passagem do time para a outra fase foi decidida através da moeda, lançada ao ar pelo presidente da Federação Gaúcha de Futebol. O Coritiba pediu "cara" e a moeda caiu com a face "coroa".
Na foto, Arion Cornelsen abre os braços olhando para a moeda que nos desclassificou, tendo ao seu lado Miguel Chechia.
Time base do Coritiba: Hamilton, Nico e Carazzai; Julinho, Bira (Bequinha) e Guimarães; Miltinho, Chico, Oda, Duílio e Ronald. Na época não eram permitidas substituições e no último jogo Chico atuou em grande parte do tempo lesionado.
Sobre o autor
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Sobre o blog
O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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