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Bola de Couro
Bola de CouroFelipe Rauen

Não foi o que eu esperava, mas tenhamos paciência.



Não posso dizer que não gostei do time do Coritiba ontem. Sem dúvida houve alguma evolução na comparação com o time que tínhamos anteriormente. Mas nem por isso ainda foi suficiente para nos dar um sentimento de segurança para uma boa temporada.

Hoje vou usar o meu espaço para transmitir o pensamento de dois dos nossos assíduos membros, que sintetizam bem o que senti do jogo de ontem. Não é preguiça intelectual minha, mas sim um reconhecimento aos dois pela visão lúcida que mostraram nos comentários, com o que homenageio também todos os demais participantes do Coxanautas. Depois que os li, penso que qualquer manifestação minha beiraria ao plágio.

Pedindo vênia a eles, com a palavra, pois, Carlos Maia e Celso Tauschek:

“Primeiro tempo muito desorganizado do Coxa. Parece que não estávamos preparados para a ausência do Gamalho.

Pressionou o Maringá, principalmente pelo lado de Romario e Igor Paixão mas deu muitos espaços para o contragolpe, em um deles resultando em pênalti, salvo por Wilson.

O Coxa tentou enfrentar as duas linhas de 4 do Maringá, mas faltou entrosamento, pontaria e criatividade para fazer o gol, e ainda levou vários sustos do Maringá.


No segundo tempo, Morinigo corrigiu um pouco o posicionamento da meia, e logo Matheus Bueno e Valdeci entraram no lugar do Robinho e Natanael, que não foram bem. Mas também não impressionaram (embora não tenham comprometido).
Rafinha estava bem marcado, indo bem no primeiro tempo e caindo no segundo, assim como o Romário, que começou bem, mas cansou, recuando mais na segunda etapa.

O melhor na minha opinião foi o Igor Paixão, indo para cima com personalidade e fazendo uma boa jogada no gol. Mas cabe um destaque para o Wilson, que defendeu um pênalti e deu muita tranquilidade à zaga.
William Farias fez um discreto, mas bom jogo, enquanto Val e Waguininho foram muito mal; embora Waguininho tenha marcado o seu primeiro gol.
No final, a zaga soube segurar, mesmo com um a menos, apesar da pressão.

Se o time deu esperança contra o Rondonópolis, contra o Maringá trouxe algumas interrogações.

Tem que ter paciência nesse regional, principalmente nesse início, mas Morinigo terá que corrigir muito se quiser que esse time seja protagonista na série B. E a diretoria terá que pensar em reforçar a meia cancha com mais criatividade, e buscar uma opção para concorrer com Leo Gamalho.”

“CALMA É só inicio de temporada, a segunda partida, campo ruim, temperatura alta, sem principal atacante. Treinar é uma coisa, jogar é outra, não jogou bem mas ganhou as duas e já tem torcedores reclamando. Foi montado um time totalmente novo e precisa de tempo para entrosamento de jogo e se tornar uma equipe forte.
Vamos com calma que essa equipe vai se entrosando e vai crescer. É visual que acabou o jogo inútil da defesa e volantes, ficarem trocando bolas laterais e atrasando para o goleiro. Não se vê chutões;
Esse time é melhor do que o do ano passado que disputou a séria A. É nítida a qualidade de alguns jogadores, mas precisa afinar o entrosamento.”



Sobre o autor

Felipe Rauen
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".

Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.

Sobre o blog

O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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