No bom caminho.
Ainda há muito que evoluir, mas o time está no bom caminho. Não é qualquer um que consegue se manter invicto por nove partidas, com sete vitórias, duas das quais fora de casa.
O Willian Farias fez a sua melhor partida desde que iniciou a segunda passagem pelo Coritiba. Firme no desarme, com bons passes, e um leão no tocante à garra, deixando de lado a atitude que até há pouco tinha quanto a fazer cara feia para os adversários e receber cartões amarelos.
Val e Robinho também foram excelentes. Waguininho foi muito útil taticamente, se deslocando e abrindo espaços. Uma excelente partida também do Castan e do Igor Paixão, em que pese este tenha deixado de fazer um gol imperdível. Os laterais sofreram muito com os atacantes pelos seus lados, especialmente o Guilherme Biro, mas o acontecido não pode servir para “queimar” os jovens que têm potencial e já mostraram isso em outros jogos. O técnico soube manejar colocando Willian Farias para auxiliar na marcação pelos lados na segunda etapa.
Claro que nem tudo foi bem, de novo entrou o Dalberto que de novo nada produziu aparecendo somente por levar um cartão amarelo em lance que se mostrou tolo. Não entendo a insistência do técnico com ele.
E a apresentação do time mostrou um aspecto para o qual nem sempre prestamos atenção, o bom preparo físico da equipe que correu bem até os minutos finais. É um aspecto fundamental em um campeonato longo e muito disputado, com intervalos pequenos entre uma partida e outra.
Não posso encerrar sem falar na arbitragem. No pênalti que foi marcado em nosso favor realmente é duvidosa a conclusão sobre se a falta foi dentro ou fora da área. Vi e revi o lance e não fiquei convencido. Penso que na dúvida talvez não fosse o caso de marcar a penalidade máxima, não sei, a discussão é intensa. Mas lembrando os gritantes erros de arbitragem nos nossos jogos contra o Botafogo e o Londrina, anoto o que dizem os que gostam de jogar em cassinos: “a banca paga e recebe”, ou seja, um dia o destino nos compensaria. Agora parece que vem VAR, aguardemos.
Vamos lá, Coritiba, estamos no bom caminho.
Sobre o autor
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Sobre o blog
O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
Ver comentários (8)
