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14/12, 13h50 | Bola de Couro | Felipe Rauen

O presidente e a liturgia do cargo.

Não há mais o que escrever sobre o time atual do Coritiba, fruto de política e de administração totalmente equivocadas de uma gestão que, sem fazer autocrítica, se aferra ao poder, nem que para isso usando de argumentos rasos e sofismas, como estão mostrando as últimas notícias.

Não bastasse a contração de dezenas de jogadores inaproveitáveis, estamos por conquistar o recorde de troca de treinadores em um só campeonato. A de ontem, certamente é uma amostra da falta de convicção e planejamento do grupo que está no poder. Barroca foi contratado, mas com o presidente avisando ao Jorginho para ficar ao alcance do telefone. Este último veio quando o barco já fazia água e as únicas marcas que deixou em sua passagem foram o veterano e cansado Ricardo Oliveira e o jovem mais conhecido como filho do Bebeto. E ontem, querendo mostrar para a torcida que ele não seria o culpado pela catástrofe que se aproxima, o presidente demitiu um técnico contratado como uma aposta – como se o Coritiba atual tivesse tempo para apostas – que veio indicado por um empresário e abençoada pelo inoperante Ricardo Oliveira.

Por falar em presidente e nas últimas notícias, observo que nem mesmo a liturgia do cargo ele sabe exercer, o que demonstrou quando ofendeu aos adversários na disputa eleitoral chamando-os de “cagões” (veja aqui). Palavrão é algo para ser bem usado, seja pelas circunstâncias ou seja pelo local. Quando um árbitro comete um erro grave e que nos prejudica, é natural o palavrão explodir na arquibancada. Em conversa de botequim também é comum o uso do palavrão. Quase todos nós usamos, mas sabendo quando e onde é aceitável.

Mas você não vê um dirigente de uma grande empresa, um presidente de alguma entidade ou alguma autoridade usando palavras chulas em público. Isso se chama respeitar a liturgia do cargo. Quem está no comando de órgão governamental ou entidade associativa que congrega multidões, tem que saber que o cargo impõe freios nas manifestações públicas.

A afirmação do presidente só serviu para atestar que ele não está à altura do cargo para o qual foi levado por uma parte dos associados, não tem postura de líder. Com razão os adversários não aceitaram debater com ele, talvez até porque temeram que no curso da discussão o encontro pudesse ser desvirtuado pelo uso de linguagem imprópria.

O time não pode mais ser salvo neste campeonato, a não ser por um raro milagre. Mas tentemos então pelo menos salvar o clube nas próximas eleições.

Debate

  • "Samir é incompetente, fraco, omisso, irresponsável, crasso, pífio, mau caráter, mau intencionado e sem vergonha!

    Samir, por favor, SUMA!! de uma vez e não apareça mais nem pra torcer!"

    Erodes B. | 17/12, 15h55

  • "O samir não é responsável pelas dívidas anteriores a 2018.
    A responsabilidade dele é muito mais grave.
    Ele é responsável pela desmoralização do Cortiba no cenário futebolístico.
    Até 2018 tínhamos dívida mas também crédito.
    Podíamos negociar com bons jogadores e bons técnicos.
    Após samir, perdemos crédito.
    Continuamos com as dívidas e não conseguimos mais negociar com jogadores e técnicos de nível.
    samir é único responsável por hoje não conseguirmos sequer negociar com técnicos de terceiro nível do cenário nacional.
    Jogadores, somente refugos, pré-aposentadoria ou em recuperação médica.
    Nem base conseguimos montar, pois perdeu ranking de participação em competições nacionais e, por consequência, não atrai mais jovens talentos.
    O dano causado por SAMIR,PAULO BAGGIO, JORGE DURÃO, EDUARDO BARROS E ANÍBAL MESQUITA JR. é muito maior e mais grave do que um endividamento.
    É um dano que afetou a alma do clube. A base de sua existência."

    Mauro S. | 16/12, 11h27

  • "Perfeito seu artigo"

    Eduardo S. | 15/12, 22h38 | Móvel

  • "Belíssimo texto!

    Em relação ao debate, creio que histórico da gestão do atual presidente fala por aí, não é necessário fazer os outros candidatos perderem tempo em uma conversa infrutífera.

    Eleições já!"

    Ezequiel B. | 15/12, 15h37 | Móvel

  • "Irretocável seu texto, Rauen.

    O Samir revelou-se uma criança mimada, que bate o pé e não aceita ser contrariada. A verdade é essa. Saiu pela porta dos fundos.
    i
    Fez uma péssima administração, se isolou, apareceu somente nos raros momentos bons, vangloria-se da subida para a série A ignorando que fez uma série B aos trancos e barrancos, mais contando com a sorte.

    Foi enganado por empresários e pelo Pastana, afinal, sua incompetência para o mundo da bola obrigou a terceirizar uma obrigação que lhe cabia.

    Poderia sair grande, se assumisse os erros perante a torcida. Se fosse humilde de dizer "galera, eu tentei e errei, deixarei o amado coxa para que outro faça melhor". Mas o que fez? Ameaçou justiça contra impeachment. Bagunçou todo o processo eleitoral.

    E agora, como ato derradeiro de coitadinho, afasta-se da presidência alegando conflito ético, quando bem da verdade a gente sabe: está saindo no golpe de misericórdia, querendo desesperadamente mostrar amor ao clube.

    Mas agora é tarde Samir. Tarde demais pra mostrar o seu amor pela grande nação."

    Rafael F. | 15/12, 12h05

    • "E não se enganem meus amigos. Samir está longe de aceitar a eminente derrota. Vem mais chumbo por aí. De boa ação o inferno está cheio."

      Rafael F. | 15/12, 12h07

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Equipe COXAnautas

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O Blog

O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.

O Autor

Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro". Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Desde fevereiro de 2.009 é Cônsul do Coritiba em Porto Alegre. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.

Classificação Brasileiro

Internacional 62
São Paulo 58
Atlético-MG 57
Flamengo 55
Palmeiras 52
Grêmio 51
Fluminense 50
Ceará 45
Corinthians 45
10º Santos 45
11º Bragantino 44
12º A.Paranaense 42
13º Atlético-GO 42
14º Vasco 36
15º Sport 35
16º Fortaleza 35
17º Bahia 32
18º Goiás 29
19º Coritiba 27
20º Botafogo 23

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