Pobre futebol paranaense.
Porém, penso que nunca estivemos tão mal como agora.
O Coritiba, depois de namorar por anos seguidos a segunda divisão do campeonato brasileiro, finalmente conquistou o seu intento e, pelo que até agora tem sido mostrado, vai nela permanecer. A torcida está tão desestimulada que no nosso último jogo, em casa, compareceram tão somente pouco mais de dois mil abnegados. Aliás, as perspectivas para conquista do título estadual não são boas (e até é melhor que não sejam, para não acontecer como no ano passado quando o título nos levou a supor que tínhamos time).
O Atlético, ainda que na elite, não tem entusiasmado o seu torcedor, tanto que em jogo decisivo como o de ontem apenas sete mil compareceram ao estádio (erguido a um custo altíssimo, a maior parte com dinheiro público, e agora subaproveitado). Sofre de uma relação freudiana entre a sua direção e a torcida, maltratada por aquela, cujo encaminhamento não se vislumbra bom.
E o Paraná, depois de um esforço hercúleo para voltar à primeira divisão, conquista esperada por dez anos consecutivos, aos poucos está se desmanchando, fez um péssimo primeiro turno no campeonato estadual e não conseguiu nem se classificar para a semifinal do segundo turno, levando apenas cinco mil pessoas a um jogo decisivo em um estádio que não é seu e que talvez logo tenha que entregar para a União federal.
E o Londrina? Ah, o Londrina nada mais é do que o maior clube paulista no Paraná.
Sendo induvidoso que as quatro maiores forças do futebol brasileiro são os paulista, cariocas, mineiros e gaúchos, já tivemos a pretensão de nos considerarmos a quinta força, mas no momento não podemos afirmar que assim seja. Na melhor das hipóteses estamos em pé de igualdade com os baianos e catarinenses (estes crescendo), sendo exemplo marcante a desconsideração da empresa de TV em transmitir o campeonato estadual pelo Pay-per-view, ao tempo em que transmite a maioria, inclusive o goiano(!).
Vários fatores concorrem para isso, dirigentes, federação e imprensa,e o espaço de uma coluna é pouco para explorá-los. Voltarei outro dia.
Sobre o autor
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Sobre o blog
O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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