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Bola de Couro
Bola de CouroFelipe Rauen

Pontos e contrapontos.

O Coritiba mais uma vez se comunicou com os seus associados através de nota oficial expedida hoje e denominada “Pontos Extras”. Vou transcrevê-la aqui por tópicos, analisando um a um.

Nela consta que “Muito embora o resultado em Goiânia tenha sido ruim, os seis pontos que hoje nos separam do G4 não permitem que ninguém jogue a toalha. Dos 12 jogos que faltam, sete serão no Couto Pereira e uma sequência de bons resultados é perfeitamente possível”.

Sem dúvida, matematicamente não é impossível que consigamos a classificação, mas possível não é provável e o histórico do time neste ano não permite acreditar com tanta esperança. O fato de a maioria dos jogos ser em casa não diz muito, pois se no início do campeonato nós tivemos vitórias no Couto Pereira que nos sustentaram perto da zona de classificação por algum tempo, depois elas passaram a ser esparsas e em um momento houve uma série de quatro jogos sem sucesso.

A seguir a nota elenca as razões pelas quais a direção ainda acredita no acesso.

“Todas as obrigações estão em dia”.

Pelo que se ouviu dizer e leu de notas oficiais anteriores, há muito os salários estão em dia (até uma estranha faixa dizia), mas isso não tem sido suficiente para fazer com que os fracos jogadores que compõem o elenco aprendam a jogar futebol.

“A recente contratação de Paulo Pelaipe para a Direção de Futebol traz uma voz de experiência para o departamento, necessária neste momento importante”.

Mesmo que seja um bom profissional, o que poderá fazer com o atual elenco a esta altura do campeonato? Montar outro time é impossível. É profissional experiente, mas nunca soube que tivesse poderes para praticar milagres.

“A liderança exercida sobre o grupo pelo técnico Tcheco, que proporciona a certeza de que os atletas também jogarão pelo comandante”.


O Tcheco nada trouxe de novo para o time, que tem se mostrado tal e qual era sob o comando dos treinadores anteriores. Não se vê nenhuma jogada treinada, salvo os passes laterais que se concluem com a bola atrasada para o Wilson. E essa história de que “jogarão pelo comandante” é de muita ingenuidade, no mínimo. Admitamos que o Tcheco tenha liderança forte (o que é duvidoso considerando foi escolhido pelos jogadores que comanda), alguém acredita que só dedicação e doação serão suficiente se não há qualificação técnica mínima do elenco? Este quesito – dedicação, raça, empenho ou o que seja no campo anímico – já foi objeto de apelos sem resultados. Ah, e se é para jogar por alguém, que joguem por nós, torcedores.

Mas em que mundo vivem esses dirigentes?

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Estive por alguns dias em Curitiba, ocasião em que tive a alegria de conhecer pessoalmente os confrades Sérgio Brandão, Ricardo Honório e Marcelo Carneiro e de participar de gravação de programa da TV Coxanautas. O Sérgio, o Ricardo e o Marcelo, além de pessoas agradáveis que há muito inclui no rol dos meus amigos, são coxas-brancas da melhor cepa e que prestam um inestimável serviço à torcida mostrando a nossa realidade, incentivando ou criticando o time quando necessário, sempre com olhos de quem quer o melhor para todos. A eles renovo meu abraço e reconhecimento.

Sobre o autor

Felipe Rauen
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".

Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.

Sobre o blog

O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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