Um líder, urgente.
Muito além disso, para dirigir qualquer clube de futebol – ou até qualquer entidade de médio e grande porte, já nem falo da administração pública – há que ser líder, quase um estadista, ou seja, aquele que sabe mobilizar pessoas, agregá-las e administrar um caminho para o sucesso da entidade. E para isso é primordial ter a confiança dos seus liderados, sem a qual não há bons propósitos que gerem resultado.
No Coritiba do passado, nem tão remoto assim, tivemos alguns dirigentes que, com acertos e erros, tinham carisma e liderança e despertavam a confiança da torcida. Pode ser que alguns discordem de mim, o que respeito, mas neste quesito nos últimos anos somente o Gionédis e o Vilson podem ser considerados líderes. O primeiro dirigiu o clube em um rebaixamento de divisão, mas também antes foi duas vezes campeão estadual e nos levou a disputar a Copa Libertadores da América, de cuja primeira fase não passamos pela arrogância de um suposto treinador (mas isso pode ser assunto para outro dia). E o segundo, ainda que inicialmente não fosse o presidente de direito, como comandante de fato fez com que o clube voltasse à primeira divisão, conquistasse quatro títulos estaduais consecutivos e chegasse a duas finais da Copa do Brasil. A partir de então o clube decaiu nos resultados em campo, é verdade, mas não se pode esquecer que o Alex (olha aí mais um motivo para divergirem de mim), ao contrário de somar para o clube que o revelou, pouco produziu e instaurou a cizânia naquela gestão.
Pois no atual Coritiba infelizmente não se vê isso, dirigentes com liderança e que despertem confiança na torcida. Em sua penúltima coluna o confrade Ricardo Honório postou uma foto do G5, que copiei para cá, a qual mostra bem o ânimo dos que estão comandando (?) o clube. Olhares distantes, cabisbaixos, corpo apoiado na parede, retrato, enfim, de um grupo que parece não saber onde está e o que fazer, mas que nem por isso admite o fracasso e procura socorro como tantas vezes tantos propuseram.
Não seria de se esperar que com um grupo com o ânimo mostrado na foto, o Coritiba pudesse ir bem. O time, apontado como o pior ou pelo menos um dos piores da nossa história, certamente é reflexo da sua direção.
Uma imagem vale mesmo mais do que mil palavras.
Enquanto isso, o rival...bem, deixa para lá.
Sobre o autor
Benedito Felipe Rauen Filho, conhecido como Felipe Rauen, é coxa-branca de terceira geração, pois tanto seu avô como seu pai também o eram. Em parte da infância e da juventude morou na rua Maria Clara, a cem metros do estádio do Coritiba, do qual desde casa sentia o "cheiro".
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Transferiu residência para o Rio Grande do Sul em 1976, onde iniciou carreira como Juiz de Direito, hoje aposentado. Está aculturado naquele Estado em vários aspectos, mas jamais no futebol, pois não adotou time local e torce somente para o Coritiba. É conhecido em todos os círculos que frequenta em terras gaúchas como coxa-branca, conseguindo que inúmeros amigos gremistas e colorados tenham o Coritiba como segundo time ou pelo menos mostrem por ele simpatia. Em 2009 se tornou Cônsul do Coritiba em Porto Alegre, permanecendo por vários anos. Cardiopata, dá trabalho regular ao cardiologista em razão das emoções vividas com e pelo Coritiba, mas tem certeza de que o coração coxa-branca se manterá forte ainda muito tempo para ver o clube alcançar mais e mais glórias.
Sobre o blog
O nome “Bola de Couro” serve para revelar a geração do autor, que acompanha o Coritiba desde o tempo em que elas eram efetivamente de couro natural, e não sintéticas como hoje. Além de estar atento ao futebol moderno, especialmente graças à tecnologia que tornou o mundo uma aldeia global, o blog de vez em quando trará algumas reminiscências das tantas glórias de que o Coritiba é coberto e que estão mais na memória de cada um do que em imagens físicas, atendendo também a um nicho da “velha-guarda” de Coxanautas que se manifestou desde a primeira coluna do autor. Mas todos, de qualquer geração, serão bem-vindos a colaborar e criticar em espaço que se pretende democrático.
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