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Falando de Bola
A pausa de 10 dias no Brasileirão, por conta da Data Fifa, caiu como uma luva para o Coritiba. Mais do que descanso, foi a oportunidade que o técnico Fernando Seabra precisava para corrigir rumos depois da atuação irreconhecível no clássico.
Porque no Atletiba, o time simplesmente não apareceu. E a frustração foi ainda maior justamente pelo contexto: o torcedor vinha empolgado, embalado por três vitórias consecutivas, duas delas fora de casa, e esperava um Coritiba competitivo. Não foi o que se viu.
Agora, passado o impacto da derrota, o foco se volta para um novo momento. E ele começa já com um desafio relevante: uma sequência de três jogos contra equipes cariocas, sendo dois deles no Couto Pereira.
O histórico recente dá motivos para acreditar. Na última pausa, de sete dias, entre a derrota para o São Paulo e o confronto com o Corinthians, o Coritiba respondeu bem. Foram três vitórias seguidas, sem sofrer gols, com um time organizado, seguro defensivamente e eficiente nas transições. Ali, Seabra conseguiu dar um padrão de jogo claro à equipe.
A expectativa, portanto, é que esse novo período de treinamentos tenha o mesmo efeito.
Mas o desafio agora é maior.
O primeiro teste será contra o Vasco, que cresceu sob o comando de Renato Gaúcho e chega embalado por uma sequência consistente, com resultados expressivos contra adversários fortes. Um adversário que vai exigir concentração máxima e um nível de atuação bem diferente daquele visto no clássico.
Na sequência, o Coritiba encara o Fluminense, também no Couto Pereira. Outro confronto pesado, daqueles em que qualquer erro custa caro. É o tipo de jogo que separa um time competitivo de um time apenas regular.
Fechando essa espécie de “mini torneio carioca”, o Verdão vai até o Rio de Janeiro enfrentar o Botafogo. Em meio a uma crise, o time carioca tenta reagir na competição, e esse cenário pode abrir uma oportunidade para o Coritiba explorar, principalmente pelo bom desempenho que tem apresentado fora de casa.
Serão, sem dúvida, jogos que vão dizer muito sobre o momento do Coritiba na temporada.
Mais do que os resultados, o que estará em jogo é a postura. A identidade do time. A capacidade de competir.
Afinal, qual Coritiba vamos ver?
Aquele organizado, intenso e eficiente que venceu Corinthians e outros adversários recentes?
Ou o time apático e sem reação que decepcionou no clássico?
A resposta começa a ser dada agora.
Saudações Alviverdes!
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